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Planos
19.07.16
ED. 5414

Ajuste fiscal deve dar as mãos a uma política de renda

 Uma pincelada de marxismo não faria mal a um projeto de ajuste fiscal que fosse além da PEC do teto das despesas. Falta uma política de renda e eficácia social pari passu com o equilíbrio das contas públicas. Se o corte de gastos e o eventual aumento de carga tributá- ria não tiverem um componente redistributivista, a pressão política será pelo retorno dos malefícios de pelúcia com os quais a sociedade já se acostumou a brincar: inflação fora da meta, juros lá em cima e desordem nos gastos. Piorar a qualidade de vida da população com restrições fiscais sob o argumento de que o Estado está gastando demais soa como um escárnio a quem está na fila do INSS. Para os que enxergam com os olhos do martírio social, os recursos transferidos pelo BNDES são para tornar ricos mais ricos; O crescimento da moeda escritural do país – leia-se dívida pública bruta – é para pagar bancos; e as sinecuras fiscais, a exemplo das desonerações das folhas de salário, são para aumentar a lucratividade do empresário.  A política de renda que se trata aqui não pode ser confundida com a política compensatória do Bolsa Família, cujo papel tem indubitável importância, mas “já foi”, como diz a garotada. Trata-se de medidas estruturais que reduzissem a monumental assimetria entre classes; alterassem a regressividade tributária, cobrando mais dos ricos (impostos diretos ao invés de indiretos, taxação sobre); exigissem contrapartidas Ajuste fiscal deve dar as mãos a uma política de renda sociais para a oferta de dinheiro público barato às empresas – retenção do emprego ou redução do turnover durante determinado tempo; e permitissem privatizações com a democratização da propriedade (os funcionários da estatal em questão e os contribuintes em geral teriam ofertada uma cota no capital da empresa, financiada a longuíssimo prazo pelo Estado). As medidas incluiriam ainda a criação de instrumentos incentivadores para formação de poupança e direcionamento para o mercado de valores mobiliários, formação de capital fixo ou mesmo a privatização, com parte do risco bancada pelo governo (Plano de Aposentadoria Individual do Trabalhador); e uma política de bônus para aqueles funcionários que conseguissem aumentar a produtividade da empresa em conjunto com a majoração do seu resultado financeiro, só para citar alguns exemplos.  Os ajustes fiscais são necessários, mas produzem na partida razoável injustiça social. A política de renda e eficácia social mitigaria esses efeitos, sem passar pela porta dos jurássicos tabelamento de preços ou intervenção estatal nos salários, vade retro Satanás. A bula indica fazer mais pelo ajuste das contas públicas com um acento tônico na redistribuição de renda, sempre visando o crescimento. Não parece ser coisa para os desagastados políticos que usufruem do impeachment de Dilma Rousseff. Vai ter golpe e não vai ter ajuste fiscal nem política de rendas.

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19.07.16
ED. 5414

Ziguezague

 A espanhola Renfe ensaia seu retorno ao Brasil. O grupo é um dos candidatos a operar o VLT de Brasília, ainda em construção. A Renfe tem uma história de idas e vindas no país. Participou dos primórdios das privatizações ferroviárias, como sócia minoritária da Supervia. Depois, apresentou uma proposta para assumir o malfadado trem-bala, que nunca saiu do papel.

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19.07.16
ED. 5414

Novo terroir

 Enquanto o varejo no Brasil patina, João Carlos Paes Mendonça investe em outras cepas. Já desembolsou mais de cinco milhões de euros em sua vinícola no Douro, a Quinta Maria Izabel. A paixão do empresário pelo negócio é tão grande que, entre seus amigos mais próximos, há quem aposte que um dia ele se muda de vez para a terrinha. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: JCPM (Paes Mendonça).

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19.07.16
ED. 5414

Jogo de cena

 Na Petrobras, ninguém leva a sério a manifesta intenção da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) de aumentar sua participação no campo de Carcará, associação com a estatal. A percepção é de que os executivos da QGEP blefam para valorizar o próprio quinhão no negócio e passá-lo adiante.

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19.07.16
ED. 5414

Comício

 Na semana passada, a agenda do presidente interino Michel Temer contabilizou audiências com 11 senadores em apenas três dias. Isso sem contar o intenso trabalho de “panfletagem” que tem sido conduzido por Geddel Vieira Lima e pelo senador Romero Jucá a pouco mais de um mês da votação final do impeachment.

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19.07.16
ED. 5414

A insistência da Cemig

 Apesar do esperneio da Cemig, que já brigou na Justiça e fez diversas tentativas de acordo, o governo federal vai licitar três hidrelétricas da estatal mineira que não tiveram suas concessões renovadas. São dois mil megawatts de potência instalada. A decisão do Ministério de Minas e Energia está baseada na convicção de que a Cemig vai tentar recuperar as três hidrelétricas nos leilões e terá de aceitar tarifas menores porque são usinas amortizadas.

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19.07.16
ED. 5414

Retrovisor

 A Petros teria aberto uma sindicância interna para investigar irregularidades no aporte de R$ 24 milhões na Galileo Educacional, que acabou de quebrar a Universidade Gama Filho. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petros.

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19.07.16
ED. 5414

Segunda época

 A Galvão Engenharia abriu uma nova rodada de negociações para tentar vender seu braço de saneamento, a CAB Ambiental. Na primeira, ninguém topou pagar os R$ 600 milhões pedidos pelo grupo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:Galvão Engenharia.

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19.07.16
ED. 5414

Crise da Isolux

 Em delicada situação financeira na Espanha, a Isolux deverá se desfazer de ativos no Brasil. O primeiro da lista seria a concessão da linha de transmissão de Taubaté (SP). • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Isolux.

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19.07.16
ED. 5414

Santo de casa

 Frase dita por José Serra diante do anúncio de que o PP, de Paulo Maluf, embarcou na candidatura do tucano João Doria, unindo-se a outros cinco partidos: “Agora só falta o apoio do próprio PSDB”.

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