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Planos
08.07.16
ED. 5407

Haier é o elemento surpresa para salvar a Mabe no Brasil

  A chinesa Haier – maior fabricante de fogões e geladeiras do mundo, com faturamento próximo dos US$ 50 bilhões – prepara seu desembarque no mercado brasileiro. Seu projeto nasce do obituário alheio. Os asiáticos pretendem se aproveitar da bancarrota da Mabe Brasil, indústria de eletrodomésticos de origem mexicana, para montar seu pied-à-terre no país. Segundo um executivo da própria Mabe, os chineses se movimentam para assumir a estrutura fabril e as marcas da companhia, que teve sua falência decretada em fevereiro deste ano, deixando pelo caminho mais de dois mil trabalhadores e quase meio bilhão de reais em dívidas.  De acordo com a mesma fonte, dirigentes da Haier vêm mantendo contatos com os principais credores da Mabe Brasil. O RR também apurou que executivos chineses já teriam visitado a fábrica da finada empresa em Hortolândia (SP). Segundo a estratégia delineada pelos asiáticos, a Haier só oficializará seu interesse nos ativos após a aprovação do plano para o pagamento das dívidas que será apresentado pela Capital Consultoria, administradora da massa falida. Procurada, a Capital afirmou desconhecer os “contatos estabelecidos entre os credores e terceiros”. A empresa informou que está prevista para setembro uma assembleia geral de credores para deliberar sobre o futuro dos ativos da Mabe Brasil.  Os chineses enxergam a Mabe Brasil como um risco, mas, sobretudo, como uma oportunidade que acabou caindo no seu colo por uma via oblíqua. Há três meses, a Haier comprou a divisão mundial de eletrodomésticos da GE, por US$ 5,4 bilhões. Automaticamente, herdou a participação de 50% dos norte-americanos na mexicana Mabe, grupo que vai muito bem, obrigado, mas virou as costas para a operação brasileira desde que a subsidiária naufragou. O acordo com os sócios mexicanos é a parte simples da operação. O mais complexo é obter o aval dos credores e, sobretudo, renegociar um considerável deságio para a dívida da Mabe Brasil, superior a R$ 400 milhões. Na ótica da Haier, vale o empenho. Além de duas fábricas – há uma segunda planta em Campinas –, os chineses assumiriam as marcas Dako e Continental, ainda muito fortes no segmento de geladeiras e, sobretudo, fogões.  Em tempo: dona de um terço das vendas de linha branca na China, a Haier tem uma lista de polêmicas proporcional ao seu porte. Suas relações com o governo chinês sempre foram consideradas bastante nebulosas, mesmo para os padrões corporativos do país, sobretudo depois que o ex-funcionário público Zhang Ruimin foi designado para a presidência do grupo – cargo que ocupa desde meados dos anos 80. Em 2014, a empresa foi investigada por autoridades alemãs por conta da suspeita de vender celulares com vírus instalados.

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08.07.16
ED. 5407

Copasa na pole position das privatizações

  A Copasa tem tudo para puxar a fila das concessionárias de saneamento que serão privatizadas em contrapartida do refinanciamento das dívidas estaduais junto à União. Segundo o RR apurou, as autoridades mineiras já teriam iniciado as conversações com o BNDES para viabilizar a venda do controle da estatal no âmbito do pacote de ajuda aos estados. Em termos absolutos, Minas Gerais carrega a segunda maior dívida dos estados com a União: R$ 80 bilhões – fica atrás apenas de São Paulo (R$ 220 bilhões). Além do tamanho do passivo do Tesouro de Minas, outro fator faz da Copasa a mais talhada para abrir a temporada de privatizações. Entre as estatais do setor de saneamento, a empresa mineira é tratada pelos próprios investidores como a mais redonda de todas, a que está prontinha para ser colocada sobre o balcão. No período de um ano, o governo mineiro cortou quase dois mil empregados, reduziu os custos operacionais da companhia em R$ 300 milhões e enxugou ao máximo o plano de investimentos, que, dos R$ 600 milhões originais, caiu praticamente à metade. Como resultado, a estatal já voltou ao azul. Depois do prejuízo de R$ 12 milhões em 2015, registrou um lucro de R$ 90 milhões no primeiro trimestre deste ano. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: BNDES e Governo de Minas.

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08.07.16
ED. 5407

Petrobras

 Pelo ritmo, muito em breve a norte-americana Janus Capital terá uma participação superior a 5% na Petrobras . Em apenas dois meses, a gestora, que administra mais de US$ 200 bilhões, amealhou quase 4% da petroleira.

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 A prisão de Ricardo Magro, dono da Refinaria de Manguinhos, promete lançar foco sobre a Perimeter Asset Management, detentora de 17% da companhia. Os procuradores responsáveis pelo caso têm fortes motivos para acreditar que Magro e a gestora são tão próximos, mas tão próximos, que parecem ser um só.

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08.07.16
ED. 5407

Restituição

 Nas contas mais recentes do Ministério Público, a reparação ao erário dos crimes investigados na Zelotes poderá chegar a R$ 1,2 bilhão. Henrique Meirelles até agradece, embora essa gotícula represente apenas 0,8% do déficit fiscal projetado para 2017.

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08.07.16
ED. 5407

Lista negra

 Michel Temer trocará suficiência energética por um agrado à área ambiental. Quer agilizar a concessão de hidrelétricas, com o fim de algumas etapas do licenciamento. A moeda de troca com os verdes é a suspensão dos projetos de termelétricas a carvão nos leilões de energia a partir de 2017.

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08.07.16
ED. 5407

Figuração

 Leonardo Picciani não esconde o desejo de voltar à Câmara depois da Olimpíada. A sua nomeação para a Pasta dos Esportes deu a Picciani apenas uma certeza: “perdeu” um valioso mandato de deputado e ganhou um Ministério que não apita nada.

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08.07.16
ED. 5407

Dissidência

 Já soma 16 parlamentares a dissidência do PT no Congresso que pretende criar um partido político inspirado no movimento espanhol “Podemos”. Os potenciais desertores correspondem a praticamente um quarto da bancada do partido.

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