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Planos

 O que une o fundo Innova Capital, de Jorge Paulo Lemann, e a Península, de Abilio Diniz, não é apenas uma rede de padarias batizada de Benjamin, com nove unidades em São Paulo e comprada no ano passado por R$ 20 milhões. O próximo ponto de encontro dos dois empresários deverá ser no capital da Diletto, fabricante de sorvetes. Nesse caso, Lemann entrou no negócio primeiro – comprou 20% do capital da companhia por R$ 100 milhões – e agora acerta a entrada de Diniz. A proposta, para variar, é ambiciosa: colocar a Diletto nos calcanhares da maior fabricante de sorvetes depois das líderes Unilever, dona da Kibon com 21% do mercado nacional e da Nestlé – 7% de participação de mercado.  A operação cai como uma luva na estratégia da dupla de montar um colar de participações em empresas de pequeno e médio portes, vide o desembarque de Abilio Diniz no capital da Wine.com, anunciado ontem. O plano de Lemann e Abilio é aportar R$ 200 milhões na Diletto, passar a ter o controle da companhia e deixar os empresários Leandro Scabin, Fábio Meneghini e Fábio Pinheiro como minoritários. O capital será usado na expansão da capacidade de produção da Diletto para que até 2017 chegue a 40 milhões de litros de sorvete por ano, o que fará com que ultrapasse a norte-americana General Mills – proprietária da marca Häagen-Dazs –, a Creme Mel, de Goiânia, e a paulista Jundiá, respectivamente terceira, quarta e quinta colocadas no ranking do setor.  Com o plano de expansão, a Diletto deverá dar um pulo na receita, alcançando a marca de R$ 300 milhões contra um sexto disso atualmente. Lemann, que tem furor megalomaníaco em aumentar as margens de lucro celeremente, parece estar aprendendo, com a idade, a lidar melhor com o tempo mais longo de realização dos resultados dessas empresas adolescentes. Trouxe pelas mãos um Abilio igualmente bem mais amaciado. Tratam as companhias como se fossem moças debutantes. São administrações sem orçamento base zero ou demissões saindo pela porta e janela da empresa. Parecem estar ficando mais humanos. As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Península, Innova e Diletto.

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22.06.16
ED. 5395

Governo mira no monopólio dos reatores

 A aprovação no plenário da Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda Constitucional 122/07 passou a ser uma das prioridades do governo na área de energia. A PEC acaba com o monopólio da União na construção e operação de reatores nucleares para geração de energia elétrica. Os ministros de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, comandam as articulações com os líderes de partidos de oposição, como o PDT, para garantir os dois terços de apoio em plenário. O governo gostaria de ver a PEC aprovada até setembro. Recebeu parecer favorável em maio do relator da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Sergio Souza (PMDBPR) e já tem maioria favorável nessa comissão.  O Planalto reconhece que há dificuldades graúdas no caminho. É preciso aplainar algumas arestas na área militar e evitar de entupir o Congresso com emendas constitucionais. Os próprios auxiliares mais próximos de Temer estão divididos em relação a remeter ao plenário qualquer PEC antes da votação final do impeachment. A pressa dos “ministros nucleares” tem como pano de fundo uma grande preocupação com a fuga de investidores. O sinal de alerta acendeu com o recente acordo firmado entre a francesa Areva e a argentina Invap para produção de reatores nucleares no país vizinho, com linha especial de financiamento de um programa de crédito do governo francês.

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22.06.16
ED. 5395

Classificados

 A incorporadora Viver , do fundo norte-americano Paladin, entregou à Alvarez & Marsal a missão de buscar um novo investidor. Procurada, a Viver confirma a contratação da consultoria para revisar o plano estratégico, reestruturar dívidas e “outros serviços”.

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22.06.16
ED. 5395

ABB em stand by

 O bilionário sueco Marcus Wallenberg, dono de um colar de empresas que inclui, entre outras, Ericsson, AstraZeneca e Saab, está deixando a pão e água a ABB no Brasil. A controlada, líder mundial em tecnologia para energia e automação, não fará um único investimento nesse ano em novos produtos e expansão da produção. A medida é uma reviravolta na atuação da companhia, que estava investindo R$ 200 milhões ao ano no país desde 2011. Procurada, a ABB disse “não confirmar as informações”.

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22.06.16
ED. 5395

Mão contrária

 Segundo o RR apurou, novas projeções da Anfavea indicam que a indústria automotiva brasileira terminará o ano com uma taxa de ociosidade próxima dos 60%. Ressalte-se que a crise pegou o setor em meio a um forte ciclo de investimentos: nos últimos quatro anos, o Brasil ganhou 13 fábricas de automóveis.

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22.06.16
ED. 5395

Quem te viu…

 Os seguidos prejuízos e perdas de receita falaram mais alto: a Siemens decidiu seguir na mão inversa do que vinha fazendo até 2014, quando foi inaugurada a 14ª fábrica da companhia no país. A empresa estuda encerrar as atividades de uma das plantas e reduziu os aportes esse ano a menos de R$ 30 milhões. Procurada pelo RR, a Siemens não comentou o assunto.

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22.06.16
ED. 5395

Medalha de lata

 O plano da espanhola Inditex de trazer a marca Zara Sports para o mercado brasileiro antes da Olimpíada naufragou devido a problemas operacionais de importação e distribuição. O novo prazo é em 2017, com os dedos cruzados para que nada aconteça. Procurada pelo RR, a Zara não comentou o assunto.

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22.06.16
ED. 5395

Ranking

 Na avaliação do próprio Planalto, Bruno Araújo, das Cidades, e Mendonça Filho, da Educação, disputam cabeça a cabeça quem terá a honra de ser o próximo ministro degolado pela Lava Jato.

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