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Planos
10.06.16
ED. 5387

Brookfield mergulha nos dutos da TAG e da NTS

 Sai o monopólio estatal e entra o privado. Sai a Petrobras e entra a Brookfield. O grupo canadense, que tem acordo de exclusividade com a estatal na negociação de compra da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), parte para cima da Transportadora Associada de Gás (TAG). Juntas, as duas empresas da Petrobras formam um colosso de dutos nas regiões Nordeste e Sudeste, com 6,5 mil quilômetros de extensão, equivalente a 70% de toda a rede de gasodutos do país. Para a estatal, a venda casada é uma dádiva. A empresa fez um spin off na TAG e criou a NTS justamente para facilitar a venda separada da malha de dutos. Mas, pelo jeito, comprar as duas juntas, a custo avaliado no mercado em US$ 5 bilhões, não é problema para a Brookfield. A companhia tem se revelado um polvo com tentáculos para todo tipo de negócio – de rodovia a energia, passando pelo setor imobiliário. O gigante canadense tem cerca de US$ 225 bilhões em ativos sob sua gestão no mundo e escolheu o Brasil como uma das prioridades de investimentos. Procurada, a Petrobras confirmou a negociação para a venda da NTS. Sobre a TAG, nada informou. Já a Brookfield preferiu não comentar.  Com a venda conjunta da TAG e da NTS, a estatal apenas dará de bandeja o monopólio para os canadenses. Vale a ressalva de que a Petrobras não está agindo à margem da lei ou mesmo da regulamentação do setor. Mas isso não significa que a transação não enfrentará enormes obstáculos para sua aprovação na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e no Cade. A fonte do RR, especialista no assunto e com bom trânsito na ANP, informou que a diretoria deverá analisar o caso à luz da nova lei do gás. O marco legal promove a concorrência no setor e estabelece o uso compartilhado dos novos dutos pelos chamados carregadores. Esses usuários podem, por meio de licitações, fazer ofertas de compra de parte da capacidade ociosa do duto. Uma única empresa privada ser dona de 70% da malha dutoviária não é exatamente um estímulo à concorrência, preconizada pela nova lei do segmento.  De outro lado, o Cade também deverá ser um complicador para a venda da NTS e da TAG para a Brookfield. O órgão antitruste tem sido rigoroso na avaliação de transações que promovem grande concentração de mercado, como é o caso da transferência de controle das duas transportadoras. A Petrobras já era monopolista antes da adoção da nova lei do gás. A incerteza da estatal e do grupo canadense é se o órgão antitruste terá boa vontade ao analisar a compra de dois terços do mercado de transporte de gás do país em transação feita após a mudança da legislação.

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10.06.16
ED. 5387

Anima perde o rumo da Estácio

 Se arrependimento matasse, os controladores da Anima Educação já estariam debaixo de sete palmos. A companhia detinha uma proposta pronta e acabada de fusão com a Estácio que deveria ter sido apresentada no fim de maio, antes do anúncio feito pela Kroton, no dia 2 deste mês. A proposta é muito semelhante à que foi feita pela Ser Educacional, de troca de ações mais o pagamento de um prêmio aos acionistas da Estácio. Agora, Inês é morta. A Ser Educacional, que tem receita na faixa de R$ 1 bilhão, próxima à da Anima, foi mais rápida no gatilho e restringiu o espaço para uma oferta semelhante.  A indecisão da Anima de tomar a iniciativa de procurar a Estácio deixou um rastro de mágoas e ressentimentos entre os principais sócios da companhia. De um lado, a Península Investimentos, de Abilio Diniz, dona de 8% do capital. Do outro, o empresário Daniel Faccini Castanho, maior acionista individual da Anima. A turma de Diniz credita a Castanho a indecisão de envio da proposta de fusão. Ficou sentado em cima da ideia observando o ambiente enquanto a Kroton e a Ser resolveram agir. Procurada pelo RR, a Anima Educação não comentou o assunto.

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10.06.16
ED. 5387

Feirão

 O presidente da Monsanto no Brasil, Rodrigo Santos, recebeu a missão de solucionar o que restou da Canavialis, divisão de negócios de cana-de-açúcar desativada no ano passado. A companhia tem três variedades geneticamente modificadas da planta que estão mofando na gaveta. A medida faz parte do plano de recuperação financeira da Monsanto, com cortes de US$ 300 milhões na sua operação mundial.

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10.06.16
ED. 5387

Sem promessas

 Jader Barbalho já não garante mais uma promissora carreira política a Luiz Otávio Campos. O pupilo do senador paraense teve seu nome apresentado ao Senado para a direção da Antaq, mas foi retirado por ordem do presidente Michel Temer. Foi oferecida, então, uma secretaria que englobaria Portos e Aviação Civil. No fim das contas, Campos ficará apenas com os Portos. Mas já é muita coisa.

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10.06.16
ED. 5387

Pneumotórax

 Chamou a atenção dos presentes à posse de Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central a respiração do economista. Ilan arfava. “Parece o Darth Vader”, comentou um financista.

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10.06.16
ED. 5387

Voo baixo

A relação entre o empresário José Afonso Assumpção e a Bristow Group na Líder Aviação vai de vento em proa. Os ingleses têm se posicionado contra os planos da companhia de manter a sua frota de helicópteros intacta. O clima piorou depois que a Petrobras, o maior cliente, cortou dez das 45 aeronaves fretadas. Procurada pelo RR, a Líder Aviação não comentou o assunto.

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10.06.16
ED. 5387

CNI

 Robson Andrade deverá garantir no fim do mês seu terceiro mandato à frente da CNI com a mudança no estatuto. Já pensa no quarto.

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10.06.16
ED. 5387

Mercado livre

 O ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem se mostrado favorável ao pleito das operadoras de medicina de grupo de liberar os preços dos novos planos individuais. Difícil será convencer o Ministério Público Federal a aceitar a medida.

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