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Planos
08.06.16
ED. 5385

Calmon de Sá colhe sua última safra de cacau

 A saga dos coronéis no ciclo cacaueiro contada por Jorge Amado, que reúne nomes como Frederico Pinto, Horácio da Silveira e Sinhô Badaró, provavelmente incluiria mais um personagem se a vasta prosa do escritor pudesse ter seguido o rastro imortal do tempo. O candidato ao enredo literário é o octogenário Ângelo Calmon de Sá, famoso nacionalmente por sua atuação como político e banqueiro. Ângelo, conforme é chamado na Bahia, desfilou arrogância e subserviência durante 21 anos do regime militar de 1964 e ficou para sempre conhecido por ter protagonizado a quebra do Banco Econômico, à época um dos maiores do país. O ex-banqueiro é um coronel do cacau tardio a um passo de deixar para trás uma empreitada que nunca lhe disse a que veio. Ângelo sempre foi o banqueiro. Mas agora é o fruto relegado que pode ajudá-lo a ter algum descanso no crepúsculo amargo da vida, quando o engolfam as dívidas e o desamor daqueles que jogou na rua do desemprego. Ângelo é o controlador da Cacau Cantagalo, líder nacional no segmento e proprietária de 15 fazendas na Bahia, com capacidade de produção de 100 mil arrobas do fruto.  O coronel banqueiro age como se não estivesse há 20 anos respondendo na Justiça pela insultuosa falência do Banco Econômico, com um rombo avaliado em R$ 16 bilhões. Ângelo aproveitou a brecha do desbloqueio de seus bens, obtida junto ao Judiciário, e colocou à venda a companhia cacaueira por um valor que, segundo especialistas, pode chegar a R$ 500 milhões. A principal interessada é a Olam, com 25% do mercado de moagem de cacau no Brasil e dona de uma fábrica em Ilhéus. O grupo de Cingapura é o maior produtor da Ásia, fatura US$ 20 bilhões ao ano e tem operações em 65 países. Se fechar o negócio, passará a ter metade do mercado brasileiro e 60% das exportações de cacau do país. As conversações estão sendo entabuladas por Ângelo Calmon de Sá Júnior, filho do ex-banqueiro e um dos sócios da Cantagalo. Da rede em que se embalança, o patriarca acompanha o negócio em curso. Está chegando o fim da estação. As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Olam e Cantagalo.

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08.06.16
ED. 5385

O que Temer faz não é o que Temer diz

 A Vale está prestes a levar um golpe. Um golpe que expõe a farsa dos anúncios feitos pelo presidente interino Michel Temer. Ao que tudo indica, a volta das privatizações, a gestão independente das empresas estatais, o respeito aos contratos e o primado da governança não passam de bolhas de sabão: tão logo estourem, terão servido apenas para que escorreguem no solo movediço aqueles que acreditaram em promessas. Temer pretende intervir no comando da Vale, uma empresa privada, arrombando com abuso de poder e a chutes de coturno o direito de seus acionistas majoritários. Quer destituir o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, à revelia dos seus controladores. É o mesmo Temer que diz que irá privatizar para proteger as estatais da intervenção política do governo.  O presidente da Vale, Murilo Ferreira, é um quadro técnico, que tem enfrentado com valentia, e em silêncio, as maiores tormentas arrostadas por um dirigente do setor privado em tempos recentes. Ninguém foi mais afetado pela crise das commodities do que a Vale. Que outra grande corporação teve seu faturamento reduzido a 30% da média histórica dos últimos 20 anos? E o que dizer da tragédia da Samarco? Ferreira tem feito a sua parte. Se for atingido, será por um golpe baixo, pois sua permanência no comando da companhia já foi decidida em reunião do Conselho de Administração há dois meses. Sairia devorado pelos pantagruéis saqueadores dos cargos que não lhes pertencem. Estranha sina esta da Vale, que parece se confundir com a do Brasil. Ambos, a seu jeito e maneira, atravessaram processos de quebra da normalidade em um terço de século. Será um ato de exceção se Temer conseguir encurralar os acionistas controladores da Vale. Não vai ter golpe.

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08.06.16
ED. 5385

Copo raso

 A Wild Flavors era uma das grandes apostas da ADM para reduzir a exposição ao mercado de commodities na América Latina. Mas resultado que é bom, neca. Com uma fábrica de ingredientes para bebidas na região, em Manaus, a controlada segue perdendo receita e vendas. A queda esse ano já chega a 30%. Procurada pelo RR, a ADM não comentou o assunto.

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08.06.16
ED. 5385

Capital estrangeiro

 Paulo Kakinoff, presidente da Gol, tem gasto mais tempo fazendo lobby pelo aumento do capital estrangeiro nas aéreas do que à frente da gestão da empresa. A Gol tem uma turbina pinada que só muito dinheiro de fora pode resolver.

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08.06.16
ED. 5385

Triste aniversário

 A Alcoa no Brasil deverá comemorar um ano de desativação da sua unidade de fundição de alumínio primário de Poços de Caldas (MG) com o encerramento das atividades de mineração, refino, refusão e pó de alumínio nesse complexo industrial. Consultada, a empresa nega a suspensão das operações.

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08.06.16
ED. 5385

Estrela guia

 O governador do Maranhão, Flavio Dino, não tem a menor preocupação de remar contra a maré. Um dos mais renitentes opositores do impeachment de Dilma Rousseff, Dino pretende deixar o PC do B e tentar a reeleição em 2018 pelo PT. Conta com o apoio do presidente nacional do partido, Rui Falcão.

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08.06.16
ED. 5385

A todo gás

O presidente da Gasmig , Eduardo Ferreira, está tratando de um acordo de troca de ações entre a Gasmig e a dupla CEG e CEG Rio, da Gas Natural Fenosa. Consultada, a Gasmig disse “desconhecer a informação”. Procurado pelo RR, o Gas natural não comentou o assunto.

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08.06.16
ED. 5385

Antaq

A Antaq corre sério risco de suspender as atividades de fiscalização por falta de recursos. A agência nega. Mas, não custa lembrar, que os cortes no seu orçamento beiram 70%.

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