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Planos
19.05.16
ED. 5372

Último trem da Valec para no gabinete de Moreira Franco

 A Valec, uma locomotiva de escândalos e prejuízos, está com os dias contados. O governo Michel Temer planeja desativar a estatal do setor ferroviário. A autoria da proposta e seus dividendos devem ser creditados na conta de Wellington Moreira Franco – o “sem pasta” mais poderoso do Ministério. As atribuições da Valec seriam incorporadas pelo secretário executivo da Presidência da República, que, assim, praticamente unificaria o comando de todas as principais ações do governo na área de infraestrutura – Moreira já está à frente do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e do Crescer, o substituto do PAC. No caso específico do segmento ferroviário, sua maior missão seria destravar os grandes projetos que empacaram na gestão de Dilma Rousseff, a começar pela Ferrovia de Integração OesteLeste (Fiol) e pela Transnordestina, cujas obras seguem “devagar, quase parando”. Outra prioridade do governo é tirar do papel a extensão da Ferrovia Norte-Sul para o interior de São Paulo. Segundo estudos recentes da própria Valec, os atrasos na conclusão dos novos trechos da Norte-Sul geram um prejuízo da ordem de US$ 12 bilhões por ano, referente a cargas não transportadas e impostos não gerados. Procurada, a Valec declarou que “não foi informada de nenhuma medida em relação ao destino da empresa”.  Além da premissa de centralizar os grandes projetos de infraestrutura numa “super” secretaria, o governo Temer pretende tirar do circuito uma autarquia que tem pouco êxito em suas funções e custa muito às contas públicas. Nos últimos dois anos, a Valec acumulou perdas de mais de R$ 2 bilhões. O prejuízo de 2015 (R$ 1,5 bilhão) só não foi maior devido ao aporte de R$ 209 milhões do Tesouro Nacional. A extinção da estatal teria ainda um benefício colateral. Por vias oblíquas, permitiria ao governo Temer se livrar de uma caixa preta que muitos partidos da nova coalizão querem ver fechada e enterrada. A começar pelo próprio PR, que transformou o Ministério dos Transportes em sua capitania hereditária e se manteve à frente da Pasta mesmo após o afastamento de Dilma Rousseff. O partido está umbilicalmente ligado aos escândalos protagonizados pela autarquia nos últimos anos. O PR, ou mais precisamente seu ex-presidente, Valdemar da Costa Neto, foi responsável pela indicação de José Francisco das Neves, que dirigiu a estatal entre 2008 e 2011. Mais conhecido como “Juquinha”, chegou a ser preso, acusado de participar de um esquema de propinas em obras do setor ferroviário.

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19.05.16
ED. 5372

Um “interventor” entre as paredes da Gafisa

 Dois anos após se aproveitar da degola do então CEO Duilio Calciolari para ascender à presidência da Gafisa, agora o próprio Sandro Gamba é que estaria com o pescoço à beira da guilhotina. Segundo informações filtradas junto à construtora, o novo presidente do Conselho da Gafisa, Odair Garcia Senra, chega como uma espécie de interventor. Sócio da Brio Investimentos e com mais de 40 anos de estrada no setor imobiliário, Senra teria recebido carta branca dos acionistas para promover mudanças na direção executiva e participar ativamente da gestão. A dança das cadeiras atingiria não apenas Sandro Gamba, mas também o diretor de operações, Luiz Carlos Siciliano. Consultada, a Gafisa nega mudanças na gestão executiva.  A lista de desafios do “interventor” Odair Senra incluiria a redução do estoque de terrenos e imóveis, um drástico corte dos custos operacionais e, acima de tudo, um freio nos prejuízos da Gafisa. Ou seja: tudo o que a atual gestão não vem conseguindo. O resultado do primeiro trimestre foi mal recebido pelo mercado – desde a divulgação, no início do mês, as ações caíram 10%. A companhia teve um prejuízo de R$ 58 milhões, contra um lucro de R$ 20 milhões nos primeiros três meses de 2015. Pior ainda foi a performance comercial. A receita líquida (R$ 170 milhões) caiu à metade na comparação com o mesmo intervalo.

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19.05.16
ED. 5372

Indicação

 Vinícius Renê Lummertz Silva, que comandou a Embratur durante a primeira passagem de Henrique Alves pelo Ministério do Turismo, está bem cotado para reassumir a presidência da estatal. É mais um sinal do peso do Congresso – de onde saíram 13 ministros – na composição do governo Temer. O nome de Lummertz é uma indicação da bancada do PMDB de Santa Catarina.

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19.05.16
ED. 5372

CR Almeida

A CR Almeida teria planos de se desfazer de parte de suas terras na Amazônia – muitas compradas pelo empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, em polêmicas operações nos anos 90. Os recursos seriam usados para cobrir prejuízos na área de construção e de concessões rodoviárias. Procurada, a empresa nega a venda dos ativos.

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19.05.16
ED. 5372

Duelo de titãs

  ArcelorMittal e Rumo ALL estão às portas de um contencioso. A siderúrgica estuda entrar com uma ação contra a concessionária devido à interrupção dos serviços na Ferrovia Bauru-Corumbá, por onde escoa aço de suas usinas. Segundo o RR apurou, as perdas da ArcelorMittal com a desativação da ferrovia chegariam a R$ 500 milhões. Consultadas, a Arcelor nega o litígio, embora já tenha entrado com um processo administrativo na ANTT. Já a Rumo não se pronunciou.

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19.05.16
ED. 5372

Reprise

 A família Barbalho trabalha para emplacar Luiz Otavio Campos no comando da Antaq. Não é a primeira vez. Ainda no governo Dilma Rousseff, a indicação de Campos foi barrada no Senado. Agora, deverá passar sem sustos.

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19.05.16
ED. 5372

Mesmo teto

 A paranaense Comil estaria em negociações para a compra da paulista Casp, uma das maiores empresas de armazenagem de grãos do país, com 15% de market share e receita de R$ 300 milhões. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Comil e Casp.

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19.05.16
ED. 5372

Crise? Que crise?

 A francesa LVMH pretende abrir ainda neste ano a segunda loja da marca Dior no Brasil.

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