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Planos
17.05.16
ED. 5370

Cortes no orçamento tornam Aneel um síndico ausente

 A Aneel é um bom, ou melhor, um mau exemplo do legado de Dilma Rousseff entre os órgãos reguladores. No momento em que o setor elétrico desponta como um dos pilares da política de privatizações da gestão Michel Temer, a agência enfrenta uma enorme escassez financeira que vem comprometendo as mais básicas das suas funções. Desde o fim do ano passado, as verbas para custeio já foram reduzidas em mais de 70% – cortes confirmados pela própria Aneel. Também em consequências dos ajustes, a Aneel recebeu autorização para usar apenas 10% dos recursos provenientes da Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE), paga pelos consumidores na conta de luz, o que significará o embolso de apenas R$ 48 milhões. Diante do quadro saárico, a Aneel tem encontrado dificuldades para manter o trabalho de fiscalização das empresas do setor, que depende do contínuo deslocamento de funcionários. Também por conta do drástico corte nas despesas com passagens aéreas, a entidade não vem conseguindo nem mesmo manter a agenda de reuniões públicas de revisão tarifária. Estudos técnicos foram interrompidos pela falta de recursos para a contratação de consultorias externas.  Procurada pelo RR, a Aneel confirma que o “contingenciamento implica restrições às principais atividades da Agência, com prejuízo para consumidores, agentes regulados e para a sociedade e o setor elétrico brasileiro.” A agência reguladora admite que foi obrigada a “descontinuar serviços, ainda que essenciais e necessários, como fiscalização, ouvidoria e informática, entre outros.” Um fato dá bem a medida da aridez financeira na Aneel: os serviços da Central de Teleatendimento estão suspensos desde 6 de maio.  Na reta final da era Dilma, a falta de recursos serviu também para acelerar o desgaste nas relações entre o comando da Aneel e o Ministério de Minas e Energia. Em alguns casos, a fadiga de material, ao que tudo indica, é irreversível, mesmo com a troca de governo. É o caso, por exemplo, do próprio diretor-geral, Romeu Rufino. Segundo informações filtradas junto à própria agência, ele já teria decidido deixar o cargo – fato este negado pela Aneel.

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17.05.16
ED. 5370

Interodonto tira o sorriso da Bain Capital

 A Interodonto tornou-se um dente careado entre os ativos da Bain Capital no Brasil. Há quase um ano, a gestora norte-americana procura um comprador para a deficitária carteira de planos dentários herdada com a aquisição da Intermédica – esta, sim, um aço do setor de medicina de grupo. Nesse intervalo, o ativo tem se depreciado ainda mais. Depois de dois anos seguidos de crescimento, ainda que residual, a carteira de clientes caiu 10% em 2015 e deverá repetir a performance neste ano. A Interodonto já chegou a representar mais de 30% do faturamento total do grupo – rebatizado de Notre Dame Intermédica. Neste ano, segundo informações filtradas junto à própria empresa, não deverá corresponder sequer a 15% da receita total.  Ao menos no seu plano estratégico, a Bain Capital já fez o “write off” do negócio. A Interodonto deverá receber neste ano um volume de investimentos 70% inferior ao do ano passado, da ordem de R$ 60 milhões. Os norte-americanos vão desembolsar o mínimo do mínimo, o suficiente para manter a operação de pé, à espera de um comprador. Em tempo: enquanto isso, a Intermédica vai bem, obrigado. O faturamento de 2015 bateu nos R$ 2,5 bilhões, com crescimento de 20%. Procurada pelo RR, a Notre Dame não comentou o assunto.

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17.05.16
ED. 5370

Um cão entre os jaburus

 Os “jaburus” – leia-se o quarteto de ferro Moreira Franco, Eliseu Padilha, Romero Jucá e Geddel Vieira Lima – avaliaram a primeira entrevista do ministro da Justiça, Alexandre Moraes, publicada no último fim de semana, como um desastre. O consenso é que Moraes vai penar para se livrar da pecha de que sua grande missão no cargo é brecar a Lava Jato. Além disso, o novo ministro levou para dentro do governo assuntos absolutamente indesejados, como repressão a manifestações e movimentos sociais e o escândalo da merenda de São Paulo.

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17.05.16
ED. 5370

O pato

 Paulo Skaf compareceu a praticamente todas as reuniões para a montagem da equipe econômica, trabalhou para demover Michel Temer da ideia de extinguir o Ministério do Desenvolvimento e estrebuchou quando o mando sobre o comércio exterior foi transferido para as Relações Exteriores e, portanto, para as mãos de José Serra. Desde que o ministério de Temer foi anunciado, está fazendo “quá, quá” sem parar.

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17.05.16
ED. 5370

Segundo ato

 Após pagar US$ 1,5 bilhão pelos negócios de fosfato e nióbio da Anglo American no Brasil, a chinesa CMOC tem um novo alvo. Os asiáticos já teriam aberto conversações para a compra do controle da Heringer. O objetivo da CMOC é montar uma grande operação integrada no país, desde a matéria-prima até a produção de fertilizantes. Procurada pelo RR, a Heringer não comentou o assunto.

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17.05.16
ED. 5370

Pelo caminho

 A manobra de Gabriel Chalita de se transferir para o PDT e, assim, garantir o posto de vice na chapa de Fernando Haddad está se revelando um tiro n´água. Seu nome vem perdendo fôlego junto ao PT. Na contramão, quem ganha força é o deputado federal Ivan Valente, do PSOL

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17.05.16
ED. 5370

Porto solidão

 Até o momento, apenas a Wilson Sons demonstrou interesse na licitação do terminal de contêineres do Porto de Belém. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, tenta atrair outros candidatos, como a ADM.

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17.05.16
ED. 5370

Cautela

 Michel Temer avalia os prós e contras de abrir a caixa preta dos fundos de pensão estatais.

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