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Planos
11.05.16
ED. 5366

Brasil ganha upgrade na logística da Cargill

 Aos poucos, sem muito alarde, a Cargill está montando em terras e águas brasileiras sua maior operação de logística de grãos fora dos Estados Unidos. Além dos três terminais portuários que operam em Paranaguá (PR), Santos (SP) e Santarém (PA), os norte-americanos vão investir, ao longo dos próximos dois anos, cerca de R$ 500 milhões na encomenda de 40 barcaças. Com isso, o gigante do agronegócio vai triplicar sua frota própria no país, hoje composta por 20 embarcações. Os aportes virão acompanhados da mudança no centro decisório da Cargill Transportes na América Latina, que será deslocado da Argentina para o Brasil. Procurada, a Cargill limitou-se a dizer que “a expansão das operações no Brasil está de acordo com um plano de longo prazo”.  A ampliação da frota pró- pria está ancorada nos planos da Cargill de operar novos terminais graneleiros no país. A empresa – como de resto todo o Brasil – está em compasso de espera. No seu caso específico, a pergunta que vale toda uma estratégia de negócios é o que o governo de Michel Temer fará com o programa de concessões engatilhado durante a passagem de Elder Barbalho pela Secretaria de Portos. Os norte-americanos têm interesse em licenças na Região Amazônica. Outras regiões também estão na mira, dentro da estratégia da companhia de ter saídas tanto pelo Atlântico Norte quanto pelo Atlântico Sul para o escoamento da produção de grãos, notadamente no Centro-Oeste.

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11.05.16
ED. 5366

O shampoo do Tartufo e a espuma do fiscal

 O anunciado corte de 10 ministérios no governo Michel Temer é uma “moreirice”, substantivo derivado do verbo “moreirar”. Trata-se de medida cosmética, aventada diversas vezes por Dilma Rousseff – em todas elas, a proposta foi crucificada como uma enganação. A eminência parda Wellington Moreira Franco, a quem é atribuída a feitura do hipermercado de medidas “Uma ponte para o futuro”, teria sido o mentor da estratégia de que “sendo pouco, melhor ser muito”. É uma adequação à política da prática useira e vezeira adotada por muitos pais no Natal: na falta de maiores recursos para um presente de arromba, compensa-se os filhos com um monte de bugigangas. Os ministérios de Temer já subiram, já desceram, já subiram, já desceram e pode ser que subam novamente. Tanto faz, porque o impacto no gasto público é perfunctório. Mas, pela ótica do pensamento “moreirista”, conta como uma quinquilharia a mais.  O governo Temer não vai apresentar muito mais do que aquilo formulado por Dilma – limite para gastos públicos, reforma previdenciária por idade, revisão tributária (projeto Joaquim Levy). “Uma ponte para o futuro”, elaborado como um programa para um longínquo porvir, vai se tornar uma gambiarra para o presente. Então, é preciso juntar caquinhos para que, na entrada de Temer, esse amontoado pareça um projeto épico de governo. Tudo que  parada, o RR volta atrás em tudo o que disse e ajoelha em altar para o culto do inconcluso e incumprível “Uma ponte para o futuro”. Por enquanto, Moreira vai “moreirando”. Algumas incorporações óbvias de ministérios aqui e ali, tais como Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social, para lidar com “assuntos de esquerda”, e Igualdade Racial, Direitos Humanos, Mulher e Justiça, questões que acabam desaguando no mesmo tribunal. Trocar o nome “concessão” para “privatização”, com a desmobilização efetiva de alguns ativos e entrega permanente da propriedade para os concessionários, é uma medida que não engana nem os tucanos, para quem aparentemente ela foi bolada. E retirar o status de ministro do presidente do BC é um kryptomaquiavelismo. Ah, faltou a criação de uma pasta de Moreira para Moreira, o estratego. Repita-se, portanto, o mantra: enquanto o ajuste fiscal não for ungido pela água benta do voto, ele será insuficiente. No máximo, será uma “moreirada”.

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11.05.16
ED. 5366

Beleza roubada

 A queda nas vendas de cosméticos tem atingido mais duramente a Avon. No mês passado, seu market share no segmento de produtos de beleza e higiene pessoal teria batido nos 5%. Há dois anos, era de 20%. Procurada pelo RR, a Avon não comentou o assunto.

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 Lobistas da Anfavea tentam persuadir a “guarda suíça” de Michel Temer – notadamente Eliseu Padilha e Romero Jucá – para que sua primeira viagem oficial ao exterior seja à Argentina. O objetivo é acelerar a aprovação do novo acordo automotivo com o presidente Mauricio Macri. Por enquanto, os lobistas estão cheios de dedos em abordar José Serra.

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11.05.16
ED. 5366

Terra fértil II

 Na contramão da crise, a australiana Nufarm, top ten do mercado mundial de defensivos agrícolas, planeja construir sua segunda fábrica no Brasil. Procurada pelo RR, a Nufarm não comentou o assunto.

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11.05.16
ED. 5366

Terra fértil I

A subsidiária da holandesa Nidera tem em caixa R$ 1,2 bilhão para aquisi- ções no Brasil, notadamente de produtoras de sementes e tradings agrícolas. A Nidera ainda tem por de trás a Cofco, um dos maiores grupos de agribusiness da China. Procurada pelo RR, a Nidera não comentou o assunto.

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11.05.16
ED. 5366

Opinião

 É preciso combater energicamente o lobby para substituir o presidente da Vale, Murilo Ferreira. A mineradora é uma empresa privada e não um joguete nas mãos de políticos de notória folha corrida. E Ferreira é um craque no que faz.

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