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Planos
10.05.16
ED. 5365

O coelho de Alice e o desaniversário da gestão Temer

 “O meu governo tinha de começar ontem”. A frase é atribuída ao cada vez mais presumível presidente da República Michel Temer. O vice está provando um pouco da tormenta que vai defenestrar Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. A cada dia, os amigos e inimigos, dentro e fora de casa, lhe servem um tiragosto do presidencialismo de coalizão. Algumas das provações são absolutamente surreais, a exemplo da decisão do novo presidente da Câmara, Waldir Maranhão, de anular a votação do impeachment. Não apenas na política, mas também na economia, notadamente no fiscal, os pepinos já são diretamente debitados na fatura de Temer. Contas a pagar, capitalizações, déficits e esqueletos vão descolando da atual presidente. As bobagens por ela perpetradas já estão amortizadas no histórico do seu linchamento. Temer, que pariu o impeachment, que o embale.  O incômodo do vice é que a máquina de engendrar desajustes na área fiscal é infernal. Para cada duas medidas de estabilização dos gastos, a mídia apresenta quatro novos rombos nas contas públicas. E já não é mais possível distinguir o que é um exercício de econometria do simples chute; o que exige ação emergencial do que deve ser rolado. Os técnicos de variadas matizes replicam o Chapeleiro Maluco: há déficits para todos os gostos, do chão da economia até a mais longínqua das estrelas.  Os números indigestos dos especialistas parecem dizer nas entrelinhas que o verdadeiro ajuste, real e definitivo, não se coaduna com o regime democrático, pois é totalitário e sanguinolento. Pelo andar da carruagem, a julgar o que dizem as disparatadas carpideiras das contas públicas, o passivo potencial do governo chegará a R$ 1 trilhão antes da posse de Temer contra os R$ 100 bilhões que se cogitava para o governo Dilma até o fim deste ano. Jornais do final de semana já embrulhavam um número de R$ 650 bilhões. As rubricas são diferentes, soma-se alho com batatas, as contas não são anunciadas oficialmente e o agregado do presente inclui agora também valores projetados. Com essa piora mágica, Temer vai vendo a cada momento suas medidas de impacto se tornarem insuficientes. O problema corre na frente da solução. Aliás, parte do problema é um “desejo de realização”. À medida que Dilma vai estacionando na governança de alhures, cabe ao novo ungido refundar as expectativas racionais. Vai ser difícil sua tarefa, diante de estados quebrados, das diabruras de um ano eleitoral, com alianças traiçoeiras como a do PSDB, da fúria do PT e tendo que experimentar, agora como vaca leiteira, a natureza da criatura, o seu PMDB.

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10.05.16
ED. 5365

É a economia…

  A Samsung voltou uma casa em sua estratégia para o mercado brasileiro de smartphones. Os sul-coreanos, que haviam concentrado a força de vendas em aparelhos de maior valor agregado, decidiram aumentar a produção da chamada linha J. A realidade falou mais alto: estes handsets, mais simples e baratos, já respondem por cerca de 30% da receita da Samsung no Brasil. Procurada pelo RR, a Samsung não comentou o assunto.

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10.05.16
ED. 5365

Imoralidade

 José Sarney é mesmo um imortal. Antes de Michel Temer assumir a presidência, o senador já tem a garantia de que recuperará seu histórico espaço na Eletronorte, que lhe foi temporariamente tirado no segundo mandato de Dilma Rousseff. A nomeação de Astrogildo Quental para a diretoria de gestão corporativa da estatal já está consumada. Trata-se de um aquecimento: Sarney deverá levar também a presidência da Eletronorte.

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 O Abu Dhabi Investment Authority, fundo soberano dos Emirados Árabes, fincou suas pilastras no Brasil. Além da associação com a Iron House para construir o primeiro hotel da Four Seasons no Brasil, os árabes pretendem comprar participações no setor de construção civil. Tudo a preço de ocasião.

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10.05.16
ED. 5365

Bancada fiel

 Na última quinta-feira, quando teve seu mandato suspenso pelo STF, em poucas horas da manhã Eduardo Cunha recebeu telefonemas e mensagens de apoio de 138 deputados. Ou algo em torno de 25% da Câmara.  Por falar em Eduardo Cunha, ele tem destilado todo o seu fel para cima de Romero Jucá, um dos cavaleiros da távola redonda de Michel Temer. Cunha acusa Jucá de romper acordos que jamais poderiam ser quebrados.  Jovair Arantes (PTB-GO) costura um acordão para ser o candidato do PMDB e do PSDB à presidência da Câmara.

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10.05.16
ED. 5365

Casco rachado

 O rompimento entre a japonesa IHI e os acionistas controladores do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) deverá chegar aos tribunais. O grupo nipônico questiona as demonstrações contábeis apresentadas por Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Procurada pelo RR, a Estaleiro Atlântico Sul não comentou o assunto.

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10.05.16
ED. 5365

Carga pesada

 A DHL se mexe para ocupar os vazios deixados pelos Correios no mercado de encomendas expressas. O grupo alemão pretende duplicar sua rede de atendimento no país, chegando à marca de 140 lojas no país até 2017. Seu objetivo é chegar a todos os estados do Brasil – hoje, está presente em 15 deles. Procurada pelo RR, a DHL não comentou o assunto.

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10.05.16
ED. 5365

Bilhete de ida

 Armando Monteiro, que, para todos os efeitos, se desligou “temporariamente” da Pasta do Desenvolvimento para reassumir sua cadeira no Senado e votar contra o impeachment, já se despediu em definitivo da sua equipe no Ministério.

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10.05.16
ED. 5365

Será o Armínio?

 Dois nomes estão bem cotados para a presidência da Petrobras no governo Temer: o ex-BRF Nildemar Secches e o banqueiro de investimentos Armínio Fraga. Se Armínio quiser, ele leva.

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10.05.16
ED. 5365

Enigma de Renan Calheiros

 Como não ser o Eduardo Cunha da vez logo após a votação do impeachment no Senado? Cartas para a redação

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