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Planos
04.05.16
ED. 5361

As estatísticas positivas no “golpe oculto” de Temer

 No entorno de Dilma Rousseff, há quem se refira à provável mudança nos ventos da economia como o “golpe oculto”. A combinação de ações restritivas, impeditivas e manipuladoras imposta pela oposição, pelo empresariado e pela mídia solapou a guinada da política econômica ortodoxa do governo Dilma II. Ela não somente fermentou o impeachment como deixará o prêmio de um carregamento estatístico de crescimento de até 5% do PIB em 2018.  A burguesia está rindo à toa. Como a base de comparação de praticamente todos os índices é baixíssima, basta apostar na inércia e correr para a torcida. Já contando com a projeção para 2016, o PIB acumulará uma queda de 12,5% no triênio. O agregado da indústria cairá de 17,5% para 14,9% do Produto Interno no mesmo período. O setor automotivo chegará ao fim deste ano com um decréscimo de 28% em igual intervalo. O saldo estatístico do avanço da economia em 2017, em torno de 1%, ainda não será saboroso. Mas, para 2018, a festa do crescimento inercial já começou.  O golpe que ninguém chamou de golpe, dizem as vozes mais críticas do Planalto, começa com o achincalhamento pela oposição das medidas restritivas adotadas por Dilma, consideradas pífias pelo frentão pró- impeachment. A política econômica da presidente foi vendida como um furto ideológico e um estelionato eleitoral. Joaquim Levy foi incinerado nos seus acertos. Em paralelo, os arautos do impedimento vetaram todas as propostas que complementariam, nas áreas fiscal e regulatória, o ajuste à la Lula I. Até então, Dilma e os seus ainda acreditavam que faturariam o amargo do purgante sob a forma doce do crescimento econômico.  Saboreado o impeachment, Michel Temer deverá herdar uma taxa de inflação caminhando de forma mais célere para o centro da meta, juros cadentes, um ajuste nas contas externas que inclui um superávit da balança comercial da ordem de US$ 50 bilhões já neste ano, entre outros presentes legados por Dilma. Para entregar essa herança, a presidente sofreu as dores de um ajuste cambial, da recessão e de queda de emprego. Temer vai surfar na onda dessas estatísticas e lubrificar a aprovação de algumas medidas que já estão no pipeline, ou seja, os ajustes fiscais e a rearrumação de algumas contas públicas. A mudança certa da legislação do petróleo, conforme fonte do RR em uma indústria do setor, deverá carrear um expressivo fluxo de recursos para novos investimentos. É bom que se diga que todo esse refogado estatístico não deverá trazer, pelo menos neste horizonte, o crescimento do emprego e da renda, pois, mais uma vez, a economia reinicia sua escalada abaixo do nível do mar. Esse “golpe” não será denunciado nos palanques. O impeachment foi apenas uma parada rumo à estação 2018.

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04.05.16
ED. 5361

Mars aumenta suas calorias no Brasil

 A Mars vai investir aproximadamente R$ 1 bilhão no Brasil até 2022. Segundo o RR apurou, os recursos serão usados na expansão da estrutura logística e comercial e na ampliação do portfólio de produtos. Os planos preveem a construção de dois centros de distribuição, um no Norte e outro no Nordeste – regiões que, nos últimos anos, apresentam taxas de crescimento na venda de chocolates superiores à média nacional. Procurada pelo RR, a Mars confirmou o aporte. A empresa, no entanto, informa que os investimentos se restringirão à expansão industrial, sem mencionar projetos na área logística.  Se, no mundo, a Mars é um gigante do mercado de chocolates, no Brasil a empresa tem o tamanho de uma pastilha de M&M. Seu market share é inferior a 5%; as duas maiores fabricantes do país, Mondelez (Lacta) e Nestlé, dividem o topo do ranking, cada uma com 30% de participação. Nem é preciso confrontar a empresa com seus maiores competidores; basta a comparação Mars vs. Mars. Apenas 30% da receita da companhia no Brasil vêm do comércio de chocolate, seu maior negócio em todo o mundo. Os 70% restantes são decorrentes da venda de ração animal.

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04.05.16
ED. 5361

Figura e fundo

 Um cavaleiro da távola redonda de Michael Klein garante que ele está blefando quando anuncia peremptoriamente o interesse na recompra da ViaVarejo . Klein estaria usando um expediente para forçar uma renegociação do acordo de acionistas firmado com o Casino, que vence daqui a dois meses, A partir de então, o empresário passará a ser um minoritário sem qualquer direito especial.

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04.05.16
ED. 5361

Cessar-fogo

 Aliados de Michel Temer tentam demovê-lo da ideia de realizar auditorias nos bancos públicos, notadamente a Caixa Econômica. Numas dessas, o tiro se volta contra o sniper. O próprio PMDB chegou a ter seis vice-presidências na CEF durante o governo Dilma.

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04.05.16
ED. 5361

Adecoagro

 A Adecoagro, que tem George Soros como um de seus acionistas, cansou de perder dinheiro na indústria sucroalcooleira. De um lado, procura compradores para suas usinas; do outro, aposta na compra de terras no Centro-Oeste para a produção de grãos. Procurada pela RR, a Adecoagro não comentou o assunto.

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04.05.16
ED. 5361

Alcateia

 O que se diz nos corredores da Lava Jato é que os novos depoimentos de Nestor Cerveró jogam lava quente em cima do ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão.

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04.05.16
ED. 5361

Greta Garbo

 O ex-senador Eduardo Suplicy – quem diria? – deve acabar na vereança. Fernando Haddad defende que Suplicy, hoje secretário de Direitos Humanos de São Paulo, saia como candidato a vereador em outubro e funcione como puxador de votos para o PT.

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04.05.16
ED. 5361

Efeito China

Por conta da retração da demanda chinesa, os grandes fabricantes brasileiros de celulose esperam uma queda de 15% nas exportações para o segundo semestre.

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