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Planos
02.05.16
ED. 5359

Ministério da Defesa pedala mais de R$ 10 bilhões em dívidas

 O futuro ministro da Defesa de Michel Temer terá de desativar uma bomba-relógio no Orçamento das Forças Armadas, algo já chamado pelos próprios técnicos da Pasta de “pedaladas militares”. O Ministério vem empurrando mais de R$ 10 bilhões em dívidas e atrasos no pagamento de fornecedores. A situação é extremamente crítica e envolve alguns dos maiores e mais estratégicos contratos do Exército, Aeronáutica e Marinha. O governo deve cerca de R$ 1,7 bilhão à Helibras pela encomenda de 19 helicópteros H225M, do programa HX-BR. A Embraer, por sua vez, tem a receber aproximadamente R$ 1,4 bilhão. O Ministério da Defesa estaria atrasando também os pagamentos à Iveco, fornecedora do blindado Guarani, e à Odebrecht, à frente do projeto do submarino nuclear e da construção da base naval de Itaguaí. O tamanho do problema só não é maior porque o governo adiou ou suspendeu importantes projetos da área militar, notadamente da Força Aérea, entre eles a modernização dos caças F- 5E/F e das aeronaves E-99.  Durante sua gestão à frente do Ministério da Defesa, Jaques Wagner chegou a fazer uma série de reuniões com os grandes fornecedores das Forças Armadas com o objetivo de repactuar dívidas e alongar prazos de pagamento. Na era Aldo Rebelo, no entanto, a interlocução esfriou. As “pedaladas”, ressalte-se, não atingem apenas parceiros comerciais de alta patente. Uma parte razoável da dívida diz respeito à compra de peças de reposição e à contratação de serviços de manutenção para as Forças Armadas. Ainda que os valores absolutos sejam bem menores, trata-se de acordos tão ou, sob certo aspecto, até mais importantes para a operação militar do que os grandes projetos em atraso. Hoje, os quartéis funcionam com baixíssimo ou nenhum estoque de reposição.  A tendência é que o novo ministro da Defesa tenha de administrar um cenário ainda mais delicado a partir do segundo semestre, mesmo porque a Pasta terá gastos que não estavam previstos no orçamento. O Estado Maior das Forças Armadas já dá como líquida e certa a necessidade de um aumento do efetivo que atuará no esquema de segurança da Olimpíada. A expectativa inicial era de que 10 mil homens das Forças Nacionais de Segurança desembarcassem no Rio em julho. No entanto, com o agravamento da crise econômica, esse número não deverá passar de 3,5 mil. Muitos estados não vão bancar os custos de transporte dos agentes – em grande parte composta por policiais militares. Caberá ao Exército cobrir a diferença e arcar com os gastos para o deslocamento de tropas. A princípio, pode soar como um custo residual. Mas tudo pesa para um ministério que, no início do ano, já teve seu orçamento cortado em mais de 30%.

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02.05.16
ED. 5359

Octavio Café esquenta na xícara da JDE

 A compra do Grupo Seleto, negócio de US$ 20 milhões anunciado há duas semanas, foi apenas o cafezinho. Umas das maiores torrefadoras do mundo, a holandesa JDE trabalha numa operação ainda maior: a aquisição da Octavio Café. A empresa tem seis fazendas na região de Alta Mogiana, em São Paulo, além de sua vitrine, a cafeteria instalada na Faria Lima. Segundo uma fonte que acompanha as negociações, os herdeiros de Orestes Quercia, controladores da Octavio Café, permaneceriam na operação como minoritários. Procurada, a empresa nega a venda do controle, Já a JDE não se pronunciou sobre o assunto.  Caso se confirme, a aquisição será o bilhete de entrada da JDE no mercado brasileiro de café solúvel, que movimenta quase R$ 3 bilhões por ano. O segmento é dominado por Nestlé e 3Corações, que somam mais de 50% de market share. Os holandeses passariam a ter algo próximo de 10%. Mais do que isso: com a compra da Octavio Café, tirariam da prateleira um ativo cobiçado por seus concorrentes. No ano passado, a própria 3Corações teria feito uma oferta pela empresa aos Quercia.

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02.05.16
ED. 5359

WhatsApp com anúncio

 O Brasil teria sido escolhido como campo de teste de uma nova engenhoca que vem sendo desenvolvida com o maior sigilo pelo WhatsApp. Trata-se de um sistema de circulação de anúncios com um recurso de recomendação pelo usuário. Procurada, a empresa nega o projeto. Ressalte-se, no entanto, que dispositivo semelhante já é usado pelo próprio Facebook, controlador do WhatsApp.

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02.05.16
ED. 5359

Embaixador

 Quem se surpreendeu com a indicação de José Serra para o Ministério das Relações Exteriores de Michel Temer não leu o Relatório Reservado na edição de 29 de setembro de 2015. Seis meses antes da votação do impeachment, o RR informava que Serra já havia se escalado para ser o “embaixador do governo Temer”.

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02.05.16
ED. 5359

Fora do Açu

 O fundo Mubadala, que raspou o tacho da antiga EBX, está com um pé fora da Prumo Logística, dona do Porto do Açu. Os árabes negociam a transferência de suas ações para a norte-americana EIG, controladora da companhia. Procurada pelo RR, a Prumo Logística não comentou o assunto.

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02.05.16
ED. 5359

São Michel

 No momento em que vários bancos de investimento reduzem seus times no Brasil, o ScotiaBank está montando uma operação de private equity no país. O alvo prioritário é o setor de infraestrutura. Na certa, os canadenses apostam que vai chover privatização no governo de Michel Temer. Procurada pelo RR, a ScotiaBank não comentou o assunto.

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02.05.16
ED. 5359

Writeoff

 Da série “Tá feia a coisa”: a C&A tem enviado correspondência a clientes com dívidas em aberto oferecendo um desconto de 85% para a quitação do débito. Ou seja: a cada R$ 10 em recebível, R$ 8,50 viram baixa contábil no balanço da companhia.

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02.05.16
ED. 5359

Entreouvidos

 Depois de Thomas Traumann, o vice Michel Temer tem uma conversa marcada com o ex-presidente do BNDES, Demian Fiocca. Tudo muito esquisito.

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