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Planos
15.04.16
ED. 5349

Novo sistema de vigilância das fronteiras some do radar

 Por inépcia do governo, um dos mais importantes projetos da área de defesa, fundamental para o complexo trabalho de vigilância das fronteiras, está sendo empurrado para um futuro incerto. Trata-se do programa de “Sensoriamento remoto, telecomunicações e tecnologia da informação para a defesa e proteção da Amazônia”, desenvolvido no âmbito do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Sua implantação parecia líquida e certa. No ano passado, o projeto, de aproximadamente US$ 1 bilhão, foi incluído na incensada lista de acordos multissetoriais de mais de US$ 50 bilhões firmados entre o Brasil e a China. Puro tiro de festim. A exemplo da maior parte dos investimentos alinhavados entre Dilma Rousseff e o primeiro-ministro Li Keqiang, virou um acordo para chinês ver e brasileiro desperdiçar. Um ano depois, o governo Dilma ainda não teria apresentado todas as contrapartidas necessárias para garantir o financiamento de agências de fomento chinesas e viabilizar o protocolo de cooperação e transferência de tecnologia.  Desde maio do ano passado, quando o ministro da Ciência, Tecnologia e Defesa da China, Xu Dhaze, visitou o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Brasília, e posou para as fotos de praxe com o então congênere Jaques Wagner, pouco ou nada andou nas discussões entre os dois países. Ao longo do segundo semestre, técnicos chineses estiveram no Brasil em reuniões preliminares no Ministério da Defesa e na Aeronáutica. Na ocasião, ficou acertada para os meses seguintes a viagem de engenheiros e oficiais da Força Aérea a Pequim. No entanto, nada ocorreu. Como se não bastassem os cortes no orçamento, que ceifaram quase 30% dos recursos do Ministério da Defesa, o projeto se perdeu na incapacidade e imperícia do governo.  O que está em jogo é um significativo salto tecnológico no monitoramento de quase sete mil quilômetros de área fronteiriça em uma região marcada por tráfico de drogas, atuação de guerrilhas – caso especificamente das Farc –, contrabando, comércio ilegal de animais, desmatamento, entre outros crimes. O novo sistema de “Sensoriamento remoto” é fundamental para aperfeiçoar e agilizar a coleta de imagens e identificar movimentações atípicas de pessoas e veículos em áreas de fronteira. Seu atraso compromete o desenvolvimento do Sipam, que congrega uma ampla base de dados, colhidos por meio de satélites, radares, estações meteorológicas, além de informações obtidas pelos serviços de inteligência das Forças Armadas.

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15.04.16
ED. 5349

Itaú e Ultra avançam no pedágio eletrônico

 Os Setúbal e o Grupo Ultra estão dispostos a pagar o pedágio que for necessário para a montagem de uma grande operação de cobrança eletrônica em rodovias. Por pedágio leia-se a compra da Move Mais, pertencente ao grupo paulista Dux. A aquisição daria um novo gás à ConectCar, controlada pelo Banco Itaú e pela Ipiranga. A empresa saltaria de 20% para perto de 30% de market share no segmento de cobrança eletrônica de pedágios, reduzindo consideravelmente a distância para a líder do setor, a norte-americana FleetCor.  O negócio de cobrança eletrônica é estratégico tanto para o Itaú quanto para a Ipiranga, por conta da sinergia com o varejo bancário e a atividade de distribuição de combustíveis. Além das agências bancárias, os 7,2 mil postos da rede funcionam como pontos de venda dos serviços da ConectCar.  O objetivo da ConectCar é dar uma rápida resposta à sua maior concorrente. A FleetCor, que já era dona da DBTrans, comprou recentemente o controle da STP, até então pertencente ao trio CCR, Raízen e Arteris. Passou a ter mais de 40% de participação no mercado. Com isso, a aquisição da Move Mais tornou-se fundamental para os planos do Itaú e da Ipiranga. Mesmo porque trata-se de uma das últimas empresas do setor capazes de fazer diferença no ranking nacional. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: ConectCar e Move Mais.

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15.04.16
ED. 5349

Cultivo com fertilizante

 Apontada como potencial candidata a parceira da Vale na área de fertilizantes, a norueguesa Yara dedica-se a um negócio de menor calibre, mas, ainda assim, estratégico para sua operação no Brasil: um aumento de capital de US$ 150 milhões na Galvani. O aporte poderá aumentar sua participação na empresa paulista de 60% para 80%. Procurada pelo RR, a Galvani não comentou o assunto.

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15.04.16
ED. 5349

Quase matriz

 O que se diz na Telefônica é que o novo CEO global da companhia, José María Álvarez-Pallete, vai “governar” com um pé em Madri e outro em São Paulo. Isso significará longas estadas no Brasil – a maior das operações do grupo fora da Espanha. Um aperitivo: antes mesmo de assumir, Álvarez-Pallete comandou o processo de incorporação da GVT, que será extinta hoje.

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15.04.16
ED. 5349

Schlag nicht

 A estratégia de Lula de martelar o discurso do “Não vai ter golpe” junto à mídia internacional vem surtindo efeito. Em suas matérias, o correspondente da Der Spiegel no Brasil, Jens Glüsing, tem se posicionado de forma contundente contra o impeachment de Dilma Rousseff, não obstante o perfil de centro-direita da publicação.

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15.04.16
ED. 5349

Fator Moro

 Ontem à noite, na Câmara dos Deputados, um temor pairava sobre governistas e oposicionistas. Parlamentares se perguntavam se Sergio Moro estaria reservando alguma surpresa para esta sexta-feira, último dia útil antes da votação do impeachment.  

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15.04.16
ED. 5349

“Vice” do vice

 Maldade de um cardeal tucano, ao lembrar que Aécio Neves pregou o impeachment de Dilma Rousseff desde o primeiro dia do segundo mandato: “Com 342 eleitores, o Michel Temer vai chegar aonde o Aécio, com 51 milhões de votos, não conseguiu”.

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15.04.16
ED. 5349

Entreouvido

 Palavras de Ciro Gomes sobre a situação da Petrobras: “Falta um cabra macho para domar aquela companhia”. Vai ver que falta mesmo

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