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Planos
13.04.16
ED. 5347

Montadoras devoram subsídios e cospem demissões

 A julgar pelo retrospecto, não é improvável que o anúncio da queda de 23,6% das vendas de veículos em março, capitaneado pela Anfavea na última semana, tenha sido o prelúdio da divulgação de mais uma fornada de demissões nas montadoras. Chova ou faça sol na economia, este tem sido o modus operandi de uma indústria historicamente habituada a tomar benefícios fiscais e creditícios com uma mão e ceifar postos de trabalho com a outra. Que o diga o governo de Dilma Rousseff: por vias oblíquas, ao agraciar as montadoras com um caminhão de incentivos em seu primeiro mandato, Dilma acabou criando um “programa de subsídio ao desemprego”. Na ponta do lápis, cada corpo deixado na estrada pelas fabricantes de automóveis nos últimos três anos custou cerca de R$ 550 mil em recursos públicos.  O cálculo leva em consideração o montante liberado pelo governo entre 2011 e 2014 – período marcado por uma desabrida política de renúncia fiscal e por seguidos empréstimos do BNDES às empresas do setor – e o atual ciclo de demissões na indústria automobilística, iniciado em novembro de 2013. Desde então, o obituário trabalhista já soma 31 mil operários, 20% de todo o efetivo das montadoras há cerca de três anos. A conta, ressalte-se, não inclui os mais de sete mil metalúrgicos que estão neste momento sob o regime de lay-off.  Entre 2011 e 2014, o BNDES concedeu cerca de R$ 10,5 bilhões em financiamentos diretos para a indústria automobilística – a maior parcela, R$ 4,4 bilhões, em 2012. No mesmo intervalo, os subsídios ao setor automotivo decorrentes da redução do IPI somaram R$ 6,5 bilhões. Ou seja: nesse período, os fabricantes de automóveis receberam aproximadamente R$ 17 bilhões do carro-forte do Tesouro. Quando boa parte dos projetos financiados deveria entrar em sua fase de maturação e, em tese, gerar novos empregos ou, ao menos, garantir a sustentação dos postos de trabalho já existentes, as montadoras iniciaram um atropelamento em massa.  É verdade que a indústria automobilística nacional atravessa um dos momentos mais críticos da sua história, a venda de veículos despenca mês a mês, o crédito ao consumo rareou etc. Ou seja: não faltam justificativas para os cortes em série. Mas também é verdade que, ao longo da história, seja na recessão, seja no milagre, as montadoras têm usado e abusado de subsídios públicos sem garantia ou compromisso de contrapartida social. Assim como também é notório que o setor é uma caixa preta: as margens não são conhecidas e o volume de remessas de lucros para a matriz, idem.

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13.04.16
ED. 5347

Amaggi troca o Brasil por outros campos

 Menos Brasil e mais mundo. Esta é a estratégia do Grupo Amaggi. O conglomerado agroindustrial comandado pelo senador Blairo Maggi e suas quatro irmãs pretende reduzir sua exposição ao risco Brasil com a venda de ativos locais e a gradativa transferência de investimentos para o exterior. Os planos do Amaggi passam pela construção de uma unidade de esmagamento de soja nos Estados Unidos e outra na Ásia, principais mercados internacionais do grupo. Hoje, a companhia tem apenas um ativo industrial fora do Brasil – uma planta de processamento na Noruega. A aposta internacional prevê também a expansão da atividade de trading, com a abertura de escritórios comerciais em locais estratégicos.  Do outro lado desta balança, a Amaggi pretende sair do negócio de energia, desfazendo-se de suas cinco usinas térmicas. Planeja também vender algumas de suas fazendas, reduzindo a produção própria de grãos. Segundo o RR apurou, com a alienação das termelétricas e de propriedades rurais, a família espera amealhar algo em torno de R$ 500 milhões, recursos que serão usados para financiar a expansão das operações internacionais. E lá se vai mais um grande grupo nacional a exportar divisas e postos de trabalho muito compreensivelmente em busca de hedge em moeda forte, acesso a crédito mais barato, busca de uma carga tributária mais palatável e redução dos custos de logística. Procurado pelo RR, o Grupo Amaggi não comentou o assunto.

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13.04.16
ED. 5347

Barricada

 O Citi está preocupado com a revoada de clientes. Tem enviado aos correntistas prime uma carta informando que, independentemente do comprador da operação de varejo, os profissionais de atendimento serão mantidos. Como se pudesse falar em nome do futuro controlador…

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13.04.16
ED. 5347

Moeda e medalha

 A título de curiosidade: Jovair Arantes, autor do relatório que recomendou o impeachment de Dilma Rousseff, ainda tem uma dezena de apadrinhados em órgãos do governo federal, como Inmetro, Conab e Casa da Moeda – neste caso, o recém-empossado diretor de Moedas e Medalhas Jehovah da Silva.

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13.04.16
ED. 5347

Primárias

 Após sua elogiada performance na defesa de Dilma Rousseff na comissão do impeachment, José Eduardo Cardozo cresceu na disputa pela candidatura do PT ao governo de São Paulo em 2018.

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13.04.16
ED. 5347

Chave de perna

 Pelo jeito, não vai ter golpe. Os organizadores do UFC têm penado para fechar patrocínios e realizar mais uma etapa no Brasil em 2016. Por ora, há só um evento confirmado, em Curitiba, no dia 14 de maio. Depois disso, só com muita luta.

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13.04.16
ED. 5347

Out of Africa

 O plano de desmobilização de ativos da Petrobras , aquele que não ata nem desata, chegou à África. A estatal abriu negociações para a venda de suas participações nos blocos de Ntsina Marin e Mbeli Marin, no Gabão. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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13.04.16
ED. 5347

Retiro espiritual

 Jorge Gerdau se fechou em copas desde que a Operação Zelotes bateu à sua porta. O episódio abateu psicologicamente o barão do aço.

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