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Planos
08.04.16
ED. 5344

Concessões rodoviárias trafegam pelo acostamento

 Ao mesmo tempo em que trabalha em um novo plano de concessões de infraestrutura, o governo se contorce para impedir o revés de licitações já realizadas. A questão mais urgente envolve o pacote de cinco rodovias federais privatizadas entre setembro e dezembro de 2013, que somam cerca de três mil quilômetros e um investimento da ordem de R$ 11 bilhões. Em bloco, os vencedores do leilão – entre eles CCR, Invepar, o consórcio Planalto, que reúne uma miríade de construtoras, e a Galvão Engenharia, de todas a mais combalida – tentam arrancar do Ministério dos Transportes uma série de mudanças nas regras dos projetos. Os pontos nevrálgicos são o aumento da taxa de retorno, com equiparação às concessões mais recentes, e a extensão do prazo para conclusão dos investimentos. Como seria de se supor, o jogo é jogado na base do pé alto e chuteiras com travas de alumínio. Há ameaças explícitas de entrega das concessões caso as exigências não sejam aceitas.  As rodovias ofertadas em 2013 foram a leilão com uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 7,2%. Àquela altura, já era considerado um índice apertado vis-à-vis as exigências de investimento. Com a Lava Jato e a recessão econômica, o negócio ficou inviável. Os investidores exigem uma Taxa de Retorno superior a 9%, em linha com as concessões de rodovias realizadas posteriormente. Para não mexer nas tarifas de pedágio, na ocasião tão celebradas pelo governo – o deságio médio sobre o lance inicial foi de 51%, contra 43% da rodada anterior –, a equação só é possível com a redução dos investimentos compulsórios e um prazo maior para a sua execução.  Entre todas as rodovias leiloadas em 2013, a situação mais dramática é a da concessão do trecho da BR- 153 entre as cidades de Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO), nas mãos da Galvão Engenharia. Em recuperação judicial e submersa na Lava Jato, a companhia suspendeu investimentos e praticamente paralisou todas as obras previstas no edital. A situação chegou a tal ponto que a ANTT já ameaça tirar a concessão. Outro caso que preocupa as autoridades é o da BR-040, controlada pela Invepar. As dificuldades financeiras da OAS, também em recuperação judicial, congelaram os investimentos na operação.

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08.04.16
ED. 5344

Helibras decepa postos de trabalho

 Até o momento, a gestão de Richard Marelli, que assumiu a presidência da Helibras há apenas cinco meses, pode ser resumida a uma única palavra: downsizing. É o ônus de quem está no cargo certo na hora errada. Nos últimos dez dias, a fabricante de helicópteros teria demitido cerca de 90 funcionários nas áreas comercial e administrativa – a maioria em Itajubá (MG) e no escritório de São Paulo. Somando-se aos cortes realizados na própria fábrica mineira e na unidade de manutenção, a empresa já teria dispensado mais de 150 trabalhadores desde janeiro. O número equivale a cerca de 20% do efetivo da Helibras no fim de 2015. Consultada, a Helibras informou que, “diante da situação econômica vivida pelo país promoveu ajustes para redução de despesas em diferentes setores, que também incluíram a dispensa de funcionários”.  No caso da Helibras, jogar as demissões apenas na conta da crise seria um exercício de reducionismo. É claro que a conjuntura é um inimigo poderoso, a começar pelos cortes no orçamento do Ministério da Defesa. Segundo o RR apurou, desde dezembro, a Pasta tem encontrado dificuldades para honrar os pagamentos referentes à compra de helicópteros H225M. No entanto, parte expressiva dos cortes de pessoal deve ser debitada à matriz. Há pouco mais de um ano, os franceses restringiram o raio de ação da subsidiária brasileira, praticamente limitando-a a encomendas no Brasil ou no Mercosul. A própria Airbus Helicopters passou a encampar pedidos em outros mercados na América Latina. Resultado: a Helibras, que chegou a ter quase 900 funcionários em 2014, hoje já estaria com pouco mais de 600.

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08.04.16
ED. 5344

Perda de energia

 O market share da Red Bull tem batido asas para longe. A empresa ainda mantém uma confortável liderança no mercado brasileiro de bebidas energéticas, mas, em três anos, sua participação caiu de 62% para perto de 50% – a companhia afirma que, em 2015, recuperou um pouco de share. Cada pontinho evaporado representa R$ 30 milhões a menos de faturamento por ano.

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08.04.16
ED. 5344

No atacado

 Itaú e Carrefour negociam uma associação. O banco deverá assumir a operação de private label do Atacadão, braço atacadista do grupo francês. De quebra, vai aproveitar a nova gôndola para pendurar outros produtos financeiros, como seguros e previdência privada.  As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Itaú e Carrefour.

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08.04.16
ED. 5344

Los Grobo

 Investidores asiáticos estariam negociando a compra de um moinho de trigo em Jundiaí (SP) arrendado pelo empresário Gustavo Grobocopatel, dono do Grupo Los Grobo e um dos maiores nomes do agronegócio na Argentina. Procurada, a empresa nega a operação.

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08.04.16
ED. 5344

Virou piche

 A PPSA, criada com pompa e circunstância para cuidar das operações no pré-sal, está prestes a ser extinta e transformada em um mero departamento do Ministério de Minas e Energia. Falta tudo à estatal: verba, funcionário e, acima de tudo, poder.

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08.04.16
ED. 5344

The voice

Moreira Franco costura uma série de aparições em programas de TV até a votação do impeachment na Câmara. Como se sabe, quando o “Gato Angorá” mia, ouve-se a voz de Michel Temer.

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08.04.16
ED. 5344

Reconciliador

 Delfim Netto tem sido um agente facilitador das conversações entre Lula e Michel Temer. Delfim é unha e carne com Temer e foi – ou, pelo menos, diz ter sido – assessor informal de Lula. Na sua própria versão, ele ouve aqui fala lá, ouve lá fala cá.

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