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Planos
07.04.16
ED. 5343

Raízen e Wilmar são sócios de uma safra só

  Apenas cinco meses após a sua criação, a joint venture formada pela Raízen e pela Wilmar Sugar , de Cingapura, está ameaçada de derreter feito um tablete de açúcar. Havia um entendimento entre as partes para que, em um segundo momento, a Renuka do Brasil, sucroalcooleira controlada pelos asiáticos, fosse incorporada à nova sociedade, jogando para dentro do cesto quatro usinas de etanol em São Paulo. No entanto, a Raízen se nega a levar o projeto adiante. Alega que a situação financeira da Renuka se deteriorou consideravelmente nos últimos dois meses, com a paralisação de usinas e falta de recursos para a compra de cana – em recuperação judicial, a sucroalcooleira tem uma dívida de US$ 1 bilhão. Nada que já não estivesse sobre a mesa quando a joint venture foi costurada, dizem os asiáticos da Wilmar Sugar.  Para a Wilmar Sugar, a joint venture com a Raízen para a distribuição e comercialização de açúcar perde muito da sua razão de ser caso a Renuka não entre no negócio. Os asiáticos só aceitaram abrir mão da exclusividade sobre o açúcar que exportam do Brasil e do acesso ao mercado asiático diante da possibilidade de encontrar uma solução e um sócio para as suas quatro usinas sucroalcooleiras no país. Sem a contrapartida, melhor seguir na carreira solo. Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Raízen, Renuka e Wilmar.

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07.04.16
ED. 5343

Trapalhada de Bendine vai para a conta de Dilma

 Da CVM às tradings de petróleo, passando pelas instituições do mercado de capitais, por ex-conselheiros das estatais, analistas, petroleiros e desaguando no próprio Palácio do Planalto: todos, sem exceção, fizeram ácidas críticas à ausência de uma operação de comunicação decente de Aldemir Bendine enquanto a Petrobras ia sendo jantada nas bolsas e nas mídias. O vazamento sobre a improvável decisão de redução dos preços dos combustíveis, no último domingo, foi praticamente ignorado pela estatal durante quase todo o dia seguinte, abrindo espaço para uma insurreição do Conselho de Administração e um desabamento das cotações em bolsa. A ideia de reduzir os preços dos combustíveis sem dar pelota para o caixa futuro da companhia é politicamente tão desparafusada que não poderia passar sem um desmentido radical na primeira hora, sob pena da conta do disparate ser debitada a Dilma Rousseff. Ou seja: nessa versão mefistofélica, Dilma exigiria que a Petrobras, em um momento de corte de empregos e investimentos, abrisse mão da sua fonte maior de recursos só para a presidente dar uma boa notícia da redução dos preços da gasolina e nafta. Foi isso que a lerdeza da comunicação de Bendine deixou muita gente pensando. Na terça-feira, consumado o estrago, Aldemir Bendine soltou uma nota cheia de platitudes, dizendo que a Petrobras monitora permanentemente a composição dos preços e achou uma boa hora para discutir a elasticidade preço/venda. Para confirmar que a empresa opera em Marte e não no Brasil, Bendine concluiu a opereta não afirmando coisa alguma, ou seja, que não existia qualquer decisão sobre a medida. Tanta estultice acabou levando Dilma a falar. Para não dinamitar o presidente da Petrobras de imediato, ela reconheceu que existe discrepância entre os preços internos e externos e que a companhia tanto pode mudar quanto pode não mudar. Só para não variar, disse o óbvio.  A redução dos preços dos combustíveis não só afetaria o caixa como teria um impacto simbólico na mão contrária de todo o esforço de reconstrução da imagem da Petrobras, transformando-a em simulacro de uma companhia populista ao melhor estilo venezuelano.  Aldemir Bendine, por sua vez, demonstrou não ter condições técnicas e políticas de presidir a estatal. Dilma deveria retirá-lo imediatamente. Melhor deixá-lo ganhando uns bons trocados em conselhos de administração – como no caso da BRF – do que estragando a Petrobras, que não precisa de ninguém mais para piorar a sua vida.

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07.04.16
ED. 5343

Bestechung

 O que mais deve doer em José Safra é o destaque que a imprensa suíça tem dado ao seu envolvimento no escândalo do Carf. Desde segunda-feira, o banqueiro divide as manchetes locais com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, flagrado nos “Panamá Papers”.

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07.04.16
ED. 5343

Cartão vermelho

  Não sem motivos, o Grêmio quer jogar a OAS para escanteio. O clube trabalha para que os próprios credores da empreiteira assumam o controle do seu estádio, em Porto Alegre.

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07.04.16
ED. 5343

Sedução

 Marta Suplicy, pré-candidata à prefeitura de São Paulo pelo PMDB, diz que, se vencer a eleição, chamará o PSDB para compor o governo. O afago tem endereço certo: os tucanos que não engolem a candidatura de João Dória. Como se sabe, não são poucos.

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07.04.16
ED. 5343

2018, já!

 A presidência da Câmara é pouco. O projeto político de Jovair Arantes (PTB), relator do processo de impeachment, é disputar o governo de Goiás. Com o apoio do “presidente” Michel Temer.

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07.04.16
ED. 5343

Roda contra roda

 A Audi vai processar a BMW e seu ex-nº 1 no Brasil, Artur Piñeiro, hoje em Nova York. Em dezembro, às vésperas de deixar o país, Piñeiro acusou a Audi de praticar dumping no mercado brasileiro. Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Audi e BMW.

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07.04.16
ED. 5343

Redenção siderúrgica

 Benjamin Steinbruch dá como favas contadas seu ingresso no bloco de controle da Usiminas se a cisão entre a Ternium e a Nippon Steel se confirmar. Esse movimento pode significar a redenção da siderúrgica mineira e da CSN.

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