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Planos
31.03.16
ED. 5338

Camargo Corrêa desfruta com júbilo do elogio da traição

 O presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa, Victor Hallack, se considera o grande vencedor entre todos os dirigentes da construção pesada envolvidos na Lava Jato. Segundo fonte do RR, em petit comité Hallack não só descarta os planos de venda da empreiteira do grupo, que, chegaram a ser publicamente cogitados, como confidencia que as operações de Sergio Moro deverão resultar em um grande crescimento da companhia no setor. O raciocínio do executivo é o de um fino estrategista. Ele acredita que a delação e o acordo de leniência de primeira hora higienizaram a Camargo Corrêa, distinguindo-a das demais empreiteiras no quesito “reputação”. Palavras textuais de Hallack: “A Camargo Corrêa passou a ter uma posição privilegiada e a sociedade já percebeu isso”.  O segundo round é a aposta de que o governo não deixará a engenharia nacional ser soterrada. Em algum momento – e Hallack está convicto de que ele não deverá tardar –, será necessária uma temporada de consolidação de um setor que se encontra praticamente quebrado. Não é difícil prever que o biotônico financeiro vai favorecer a Camargo Corrêa. A primazia nesse processo é o dote pela traição de seus pares. A deduragem inaugural permitirá que a companhia seja a primeira da fila para receber os pagamentos de obras públicas em conclusão. A Camargo Corrêa também poderá se apresentar em novas licitações.  Hallack fez tudo de caso pensado. Separou as sócias do grupo do imbróglio e instruiu os principais executivos a abrirem o bico, livrando-se, ele próprio, da ameaça de outras delações – afinal, quem fala primeiro se protege das maldades do segundo. Ao mesmo tempo, criou condições para o fortalecimento da companhia, vendendo ativos que não pertenciam ao core business e blefando ao dizer que passaria à frente a construtora. Com todas essas manobras, trouxe para si a prerrogativa de desqualificar as demais empresas do setor, inclusive ressaltando que elas não têm credibilidade para assinar novos contratos no exterior. Na visão da concorrência, Hallack agiu como Joaquim Silvério dos Reis, usando de um expediente traiçoeiro para fechar o mercado a todas as grandes congêneres. A Camargo Corrêa é uma empresa de grande tradição na engenharia nacional. Tem um portfólio de obras que a qualifica e uma gestão reputada entre as melhores do setor. Não precisava se tornar vencedora aproveitandose do expediente da aleivosia para tripudiar sobre as demais. É uma história de sucesso desavergonhado.

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 Enquanto Jader Barbalho deriva para o grupo pró-Michel Temer, Helder Barbalho promete cerrar fileiras com o governo mesmo após deixar a Secretaria de Portos – sua saída do cargo está prevista para amanhã. Ou seja: há método e sintonia entre as famílias do PMDB. Sem qualquer vergonha do plágio, os Barbalho seguem rigorosamente o script assinado pelos Picciani – no qual Jorge morde e Leonardo assopra. Dessa maneira, os dois clãs peemedebistas cravam um duplo na loteria do impeachment. Se Dilma ficar, Helder e Leonardo arrastam seus pais de volta para o governo. Se Temer levar, caberá aos patriarcas fazer as honras da casa e conduzir o embarque dos rebentos na nova gestão.

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31.03.16
ED. 5338

Viva a crise

 A recessão econômica está compensando com sobras o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. O RR apurou que o planejamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não prevê o despacho das térmicas até dezembro. Não é nada, não é nada, trata-se de uma economia de aproximadamente R$ 5 bilhões.

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31.03.16
ED. 5338

Tartaruga verde

 A China National Petroleum Corporation (CNPC) abriu conversações com a Petrobras para a compra de uma participação no campo Tartaruga Verde, com reservas estimadas de 230 milhões de barris. A estatal detém 100% da área, localizada no póssal da Bacia de Campos. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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31.03.16
ED. 5338

Boca de urna

 A campanha de João Doria nas redes sociais está centrando suas baterias na viralização de fotos do candidato ao lado de Sergio Moro. O juiz não chega a ser um arroz de festa, mas já esteve pelo menos em dois fóruns da Lide, uma espécie de ONG para ricos empreendida pelo tucano. Segundo fonte do RR, está previsto ainda para o primeiro semestre um retorno do magistrado da moda a um evento de Doria

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31.03.16
ED. 5338

Passaporte

 O frigorífico paulista Frigol está saindo de seu longo calvário. Após encerrar seu processo de recuperação judicial, conseguiu habilitação para exportar para a China e está prestes a obter o mesmo aval para a Rússia.

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31.03.16
ED. 5338

Contabilidade

Além do seu próprio voto contra o impeachment – o que exigirá sua exoneração temporária do Ministério da Ciência e Tecnologia –, a expectativa do governo é que Celso Pansera consiga catar milho no PMDB e arrancar o apoio de três ou quatro parlamentares da bancada fluminense.

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31.03.16
ED. 5338

Festa dupla

 Gracejo que tem sido feito pelos aduladores de Michel Temer em Brasília: a festa da posse poderá ser feita junto com a celebração dos oito anos de Michelzinho Temer, no próximo dia 2 de maio – duas semanas após a data estimada para a votação do impeachment

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31.03.16
ED. 5338

Casa de praia

 O fundo imobiliário chinês Level Constellation está desembarcando no Brasil com planos de construir um condomínio de luxo no Nordeste. Deverá ter como parceiro o português Novo Banco. O foco é a venda de imóveis para europeus.

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31.03.16
ED. 5338

A quatro mãos

 A Engie Tractebel e a norueguesa Proso negociam um acordo para a construção de uma planta de GNL em Santa Catarina. O projeto gira em torno dos US$ 500 milhões.

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