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Planos

  A dupla Fersen Lambranho e Antonio Bonchristiano parece estar voltando à antiga forma. A GP Investimentos – que, nos últimos tempos, se notabilizou por negócios desastrosos, a exemplo de San Antonio, Lupatech e Imbra, e por seguidos prejuízos – está à frente de duas grandes operações de M&A. Além da oferta pública pelo controle da BR Properties, costura a associação entre a BHG, seu braço hoteleiro, e a Atlantica Hotels. O acordo daria origem ao segundo maior grupo do setor no Brasil e em condições reais de brigar pelo topo do ranking com a Accor. Juntas, BHG e Atlantica Hotels somariam 133 hotéis e 24 mil quartos, contra 170 unidades e cerca de 31 mil habitações da rede francesa no país. A operação contaria ainda com outros hóspedes de luxo. O novo grupo abrigaria em seu capital os fundos GTIS Partners, sócio da BHG, Tao Invest e Quantum, de George Soros – os dois últimos, acionistas da Atlantica Hotels. Procuradas, BHG e Atlantica Hotels negaram a negociação.  O grande desafio da GP neste momento é provar que seus alquimistas financeiros não perderam a mão. Nos últimos três anos, na contramão da sua história, a gestora de recursos transformou ouro em pedra. Entre 2013 e 2015, seu patrimônio em moeda forte caiu cerca de US$ 400 milhões devido à baixa contábil de ativos que prometiam grande retorno e se revelaram um fiasco. A empresa de planos dentários Imbra e o parque temático Hopi Hari, por exemplo, foram passados adiante por um valor simbólico. Entre janeiro e setembro do ano passado, a GP acumulou um prejuízo próximo dos R$ 100 milhões.  BHG e Atlantica Hotels, que administra bandeiras populares, como Quality e Confort, buscam maior escala para atravessar a baixa temporada do setor hoteleiro no Brasil. Em 2014 e 2015, a receita por apartamento cresceu apenas 1%, o índice mais baixo em uma década. Nos últimos quatro anos, a ocupação média no país recuou de 69% para 65%. Tanto a BHG quanto a Atlantica têm operado com taxas de rentabilidade cada vez menores.

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28.03.16
ED. 5335

Dilma não quer saber de agenda positiva

 O roteiro original não era esse. No script previsto, com Lula postado ao seu lado, já empossado no Gabinete Civil da Presidência, Dilma Rousseff anunciaria uma no cravo e outra na ferradura, ou seja, a inclusão de R$ 80 bilhões nas despesas previstas no orçamento exclusivamente dirigidas ao deslanche da atividade econômica; e a proposição de um leque de reformas estruturais (previdência, federativa, tributária, política) com prazo de envio firme dos projetos ao Congresso. Essa última medida, entraria na conta da campanha do Lula 2018, levando a mensagem de um Brasil repaginado e moderno. Com a cassação da posse no ministério, a estratégia ficou manca. Isolada, no seu tradicional deserto de agendas positivas, Dilma esqueceu as reformas e qualquer escrúpulo macroeconômico, mandando o superávit primário às favas. Partiu para obtenção dos recursos necessários para aquecer a economia no orçamento e nas suas franjas. Para não variar jamais, agiu de forma equivocada.  A trapalhada começa com Nelson Barbosa a quem é incumbida a tarefa de caçar os recursos. Barbosa faz todo o estardalhaço a que tem direito, permitindo que a mídia transformasse o que deveria ser apresentado como um programa de recuperação econômica em uma grave irresponsabilidade fiscal. Agora, se Dilma ousar anunciá-las, ao invés de um agrado à Nação estará coonestando um crime fiscal de lesa-pátria. Em síntese, transformou o banquete em jejum. Resta saber se Lula assumirá ou se, mesmo como assessor especial, desempenhará funções parecidas. Caberá a ele reverter o jejum em banquete. Afinal, não há habilidade política que dê jeito em expectativas permanentes de um futuro pior. Lula vai ter de dar credibilidade à agenda de reformas e o porvir das contas fiscais. Na presidente, ninguém acredita.

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28.03.16
ED. 5335

Estranho no ninho

 Aldemir Bendine não gosta da sede da Petrobras, parece ter alguma coisa contra o Rio e não quer saber de petroleiro. O executivo despacha a maior parte do tempo de São Paulo. Foi também o maior entusiasta da mudança da diretoria para o novo prédio da empresa. E nunca apertou a mão de um funcionário em uma das operações da estatal.

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28.03.16
ED. 5335

Êxodo

 Parece até epidemia: há um súbito aumento do número de políticos que estão se desfazendo de propriedades agrícolas no Centro-Oeste. Um importante empresário do setor, fonte de quatro costados do RR, contabiliza oito grandes fazendas à venda na região, todas pertencentes a parlamentares ou – como dizer? – pessoas próximas.

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28.03.16
ED. 5335

Voz do povo

 Um dos economistas seguidores do Aécio Neves propôs ao chefe que a reforma do Estado, com o objetivo de extinguir o déficit estrutural do governo, fosse decidida por meio de plesbicito. Quem sabe Aecinho não leva a sugestão a Temer, dependendo do que acontecer com Dilma Rousseff.

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28.03.16
ED. 5335

Em cadeia

 O ardoroso fã clube de Eduardo Cunha no Congresso não tem mesmo limites. Seus aliados estão espalhando que Cunha pretende fazer um pronunciamento em rede nacional, às vésperas da votação do impeachment, para, digamos assim, apresentar à população um balanço das atividades “mais recentes” da Câmara. Isso, claro, se a Lava Jato permitir.

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28.03.16
ED. 5335

Apagão

 A Sony começou o ano prometendo investir R$ 250 milhões no Brasil. Bastaram três meses para esse número cair por terra. Ao longo de 2016, os aportes da companhia no país não deverão passar dos R$ 150 milhões. A seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Sony.

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28.03.16
ED. 5335

Grampos à solta

 O empresário Benjamin Steinbruch disse a um interlocutor de fé ter certeza de que foi grampeado.

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