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Planos
18.03.16
ED. 5330

CPI do Carf lança seus holofotes sobre o UBS e o BTG

  O UBS deve lamentar profundamente o dia em que André Esteves cruzou o seu caminho. A compra do Pactual revelou-se uma enorme furada e sua venda de volta para o banqueiro, um fracasso ainda maior: na ocasião, os suíços perderam dinheiro e sofreram com a desleal captura de profissionais. Como se não bastassem essas subtrações, cinco anos depois essa antiga convivência com Esteves arrasta o grupo para um dos escândalos em cartaz no Brasil. É o que revela o primeiro ato oficial da recém-instaurada CPI do Carf. A recomendação para a convocação de executivos do UBS, que consta do plano de trabalho apresentado pelo relator João Carlos Bacelar (PR-BA) na última terça-feira, foi interpretado em Brasília como uma espécie de “vazamento oficial”. Trata-se de uma forte evidência de que o grupo suíço e o próprio BTG vêm sendo investigados no âmbito da Operação Zelotes – conforme antecipou o RR na edição de 17 de fevereiro. Procurados, UBS e BTG não quiseram se pronunciar.  Tudo leva a crer que o alvo da Polícia Federal é o processo nº 16682.720614/ 2012-61, por meio do qual o BTG contesta um auto de infração da Receita no valor de R$ 2,2 bilhões. No dia 19 de setembro de 2014, a 3ª Turma da 1ª Câmara da 1ª Seção do Carf confirmou a autuação do banco e sua condenação ao pagamento da multa pelo uso indevido de ágio na venda do Pactual para o UBS, em 2006. O BTG recorreu à Câmara Superior de Recursos Fiscais e aguarda novo julgamento.  Além de colar o UBS no escândalo do suposto esquema de compra de sentenças no Conselho de Recursos Fiscais, a CPI do Carf também traz à tona a disputa travada entre os pró- prios bancos. Desde a autuação da Receita Federal, um tenta jogar no colo do outro a responsabilidade pelo pagamento da multa – responsabilidade esta que, num sentido mais amplo, se estenderia a eventuais procedimentos pouco ortodoxos adotados na tentativa de reverter a condenação junto ao Carf. O BTG alega que o UBS era o controlador do Pactual na época da autuação e, portanto, confirmada a condenação, cabe a ele o pagamento da multa. Os suíços, no entanto, têm outro entendimento sobre o caso: ao recomprar o Pactual, o BTG teria assumido integralmente seu passivo e eventuais pendências fiscais.

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18.03.16
ED. 5330

Santal é a salvação da lavoura da AGCO

 A AGCO vai vender a Santal, sua fabricante de equipamentos para a indústria sucroalcooleira. Trata-se de uma medida desesperada. A empresa será alienada com o preço na bacia das almas, pois o mercado de etanol vive um momento de agrura – vide o caso da maior concorrente da Santal, a tradicionalíssima Dedini, que entrou em recuperação judicial.  As circunstâncias do mercado são péssimas para a venda da Santal, mas a AGCO não tem outra saída se não colocar o ativo na prateleira. O momento do grupo norte-americano no Brasil é tenebroso. Em 2015, as vendas de tratores caíram 30%. As de colheitadeiras, 40%. A situação chegou a tal ponto que a AGCO virou uma espécie de Casas Bahia da indústria de máquinas agrícolas: em uma estratégia comercial de guerra, começou a fechar vendas com pagamento apenas em 2017, uma prática totalmente fora dos seus padrões. O Brasil é um mercado estratégico para a AGCO. Trata-se de uma das três maiores operações do grupo em todo o mundo. Mas, de dois anos para cá, tem perdido importância relativa nos resultados da companhia. A subsidiária brasileira chegou a responder por 15% da receita global do grupo, em torno de US$ 10 bilhões. É provável que este índice caia para 10% até 2017. Procurada pelo RR, a AGCO não comentou o assunto.  A AGCO procurou o RR para dar o esclarecimento abaixo. Reiteramos que a empresa foi procurada antes da publicação da matéria, mas não obtivemos resposta.

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18.03.16
ED. 5330

A Cesar o que é de Cesar

 O raio de ação do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo nunca esteve circunscrito apenas a Aécio Neves. Por uma via oblíqua, ele se estendia também ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O ponto de contato entre ambos era Luiz Carlos Santos, que comandou o Ministério de Assuntos Políticos no primeiro mandato de FHC – quando articulou a emenda da reeleição – e depois ocupou a presidência de Furnas. A todos os pedidos que recebia na estatal, Santos costumava dar a mesma resposta: “Esse assunto deve ser tratado com o Dimas.”

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18.03.16
ED. 5330

Toma lá, dá cá

 Vai sobrar para Minas Gerais. O empreiteiro Sergio Cunha Mendes negocia um acordo de delação premiada. Ressalte-se que o ex-vicepresidente da Mendes Junior já foi condenado por Sergio Moro a 19 anos de prisão.  Nos cálculos da Lava Jato, o iminente acordo de leniência com a UTC Engenharia, de Ricardo Pessoa, deverá render algo em torno de R$ 600 milhões. Procurada pelo RR, a Mendes Junior não comentou o assunto.

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18.03.16
ED. 5330

Tombini

 Na última quarta-feira, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, garantiu a sua diretoria que se houvesse uma decisão de venda das reservas cambiais abandonaria o cargo. Mas não precisou nem se mexer na cadeira. No mesmo dia, Dilma Rousseff assegurou que as reservas não seriam usadas e confirmou que Tombini permaneceria no posto.

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18.03.16
ED. 5330

Mudança

 Por questões de custo, o governo estuda transferir para Brasília a sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), hoje localizada no Rio de Janeiro. Caso a medida se confirme, entre as agências reguladoras, apenas a ANP e a Anac seguiriam fora da capital federal. Procurada, a ANS nega a transferência.

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18.03.16
ED. 5330

Shopping à venda

 A canadense Ivanhoe Cambridge, sócia da Ancar, pressiona a companhia a se desfazer de participa- ções em shopping centers para reabastecer seu caixa. O primeiro da lista seria o Rio Design Barra, na Zona Oeste do Rio. Consultada, a a Ancar informa que o shopping não está à venda.

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