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Planos
17.03.16
ED. 5329

Gerdau prepara sua saída da Espanha e da Índia

  Ao contrário do tom evasivo que marcou as declarações de André Gerdau Johannpeter a analistas de mercado, a venda de ativos da Gerdau não é uma possibilidade em estudo, mas, sim, um fato decidido e já em curso. Segundo o RR apurou, o grupo procura um comprador para suas operações de aços especiais na Espanha e na Índia, reunidas, respectivamente, sob as controladas Sidenor e SJK Steel. O pacote inclui três usinas nas cidades espanholas de Reinosa, Basauri e Vitoria e uma planta industrial em Tadipatri, próximo a Bangalore. As quatro unidades somam uma produção de aproximadamente um milhão de toneladas/ano. Significa dizer que a Gerdau está se desfazendo de quase 20% de sua capacidade instalada no segmento, em torno de 4,5 milhões de toneladas. Uma vez sacramentada, a venda da Sidenor e da SJK representará ainda uma guinada do ponto de vista geoeconômico: o grupo passará a concentrar todas as suas operações de aços especiais no Brasil e nos Estados Unidos. Consultada, a Gerdau afirma que ainda não há decisão “sobre a venda desses ativos”.  A combinação de fatores que obriga a Gerdau a se desfazer de ativos vai além do prejuízo recorde de R$ 4,6 bilhões registrado no ano passado. Um dos pontos mais delicados é a escalada da dívida do grupo. A Gerdau não é a Usiminas e tampouco a CSN, mas seu nível de alavancagem avança em um ritmo preocupante. Nos últimos 12 meses, a relação dívida líquida/Ebitda saltou de 2,7 vezes para 4,2 vezes. Acima de todas as demais motivações, há quem veja na medida uma ação profilática dos Gerdau contra o “Risco Carf”. O grupo tem pendências fiscais de R$ 1,5 bilhão, objeto de recursos que deverão ser julgados pelo Conselho Administrativo ainda neste ano – processos estes que, como se sabe, tragaram a siderúrgica para dentro da Operação Zelotes. Ressalte-se que a própria empresa admitiu não ter feito qualquer provisão para o eventual débito fiscal. E este não é o único risco. Além da dívida tributária em si, há a ameaça de que a Gerdau tenha de arcar com uma pesada multa caso seja comprovado seu envolvimento no esquema de compra de sentenças no Carf. A cifra que atormenta os Gerdau chega a R$ 5 bilhões – número soprado pelo próprio Procurador da República Frederico Paiva, responsável pelas investigações no âmbito da Zelotes.

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17.03.16
ED. 5329

“Black block” do Casino chega ao GPA

  Inimigo número um do Casino no mercado mundial, o mega investidor Carson Block vai virar suas baterias para cima do Grupo Pão de Açúcar no Brasil. De acordo com uma fonte do RR que detém forte posição acionária no GPA, Block – através da sua consultoria de investimentos, a Muddy Waters – estaria se articulando com acionistas minoritários para iniciar um ataque ao Grupo com informações desabonadoras. A principal acusação é de que o grupo teria escondido esqueletos fiscais no balanço de 2015.  Se a ameaça proceder, o investidor apenas repetirá no país o que tem feito recorrentemente contra o Casino, dono do GPA, no mercado europeu. Block, que vendeu a descoberto ações do grupo francês, tem se articulado nos quatro cantos do planeta para levantar informações negativas da companhia. Ele mira direto no rating. Neste momento, as agências de classificação de risco estão reavaliando as notas do Casino. Block e sua turma já espalharam no exterior que também no balanço do Casino existiriam fraudes. A denúncia estaria calçada em um levantamento feito pela consultoria francesa Proxinvest, que recentemente postou no seu site críticas à governança do Casino.

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17.03.16
ED. 5329

Sergio Moro

 Em Brasília, ontem à noite, já se discutia a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal suspender de suas atividades o juiz Sergio Moro pelo vazamento de conversas telefônicas da Presidência da República. A gravação teria de ser enviada primeiramente para o STF, que, então, deliberaria sobre o seu pedido de divulgação.

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17.03.16
ED. 5329

“Delação premiada” da EY

 Contratada pela Petrobras no âmbito da nova política de governança da estatal, a EY tem sabatinado funcionários da companhia com o objetivo de antecipar eventuais casos de gestão temerária e desvios de conduta. Segundo o RR apurou, uma das missões da consultoria é produzir relatórios que são regularmente encaminhados ao Ministério Público. Quem já viu um desses documentos garante que se trata de uma “delação premiada” tão inócua e improdutiva quanto pretensiosa. Procurada, a EY não se pronunciou, alegando confidencialidade de contrato. A Petrobras também não quis se manifestar.

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17.03.16
ED. 5329

Geleira

 Mais um sinal do congelamento da economia: março chegou à segunda quinzena e até agora o Deutsche Bank Brasil não contabiliza sequer um mandato para operações de M&A acima de US$ 500 milhões. No ano passado, o banco alemão participou como adviser de 20 negócios acima desse patamar no país. Procurada pelo RR, a Deutsche Bank não comentou o assunto.

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17.03.16
ED. 5329

Cimento fresco

 A tailandesa Siam City Cement surge como candidata à compra de cimenteiras no Brasil. Na mira, os ativos que a dupla Lafarge e Holcim terá de vender por determinação do Cade. A Siam City fatura por ano US$ 15 bilhões. Para efeito de comparação, dá umas quatro Votorantim Cimentos.

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17.03.16
ED. 5329

Paróquia

 O mundo está acabando e, ainda assim, os caciques do PMDB não tiram o olho da sua aldeia. José Sarney bate tambor para Astrogildo Quental assumir a presidência da Eletronorte. Por sua vez, Jader Barbalho quebra lanças para manter no cargo Tito Cardoso.

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17.03.16
ED. 5329

Equatorial

 A Equatorial Energia colocou à venda a distribuidora maranhense Cemar. O objetivo do grupo é concentrar seus novos investimentos na área de geração. Procurada pelo RR, a Equatorial Energia não comentou o assunto.

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