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Planos
07.03.16
ED. 5321

Jararaca empurra a Lava Jato no rumo da isenção

 Pode ser que a jararaca não vire o jogo ainda, mas o humilhante episódio da condução coercitiva vai corrigir distorções escandalosas no processo de delação premiada. Até agora, Ministério Público e Polícia Federal bons eram aqueles que colhiam depoimento de indícios de ilícitos somente de um setor das arquibancadas, ideologicamente bem definido e representando o agrupamento político mais odiado pelas classes dominantes. Esse agrupamento era invariavelmente associado com o segmento empresarial detentor da pecha de mais corrupto da sociedade pelo fato de ter as incestuosas relações com o Estado desde sempre. Ministério Público e Polícia Federal ruins seriam os que se manifestassem pelo benefício da dúvida para o PT e as empreiteiras que sempre viveram nas franjas de qualquer governo. É possível que tenham surgido condutas condenáveis ou criminalizáveis dessa parceria? É mais do que provável; é certo. Mas é injusto, faccioso, tendencioso que as delações premiadas fiquem circunscritas a um lado só da história.  Pois bem, segundo uma fonte do RR, a reação popular à condução coercitiva de Lula tocou fundo nas sinapses do estrategista Sergio Moro. Até agora a batalha pela adesão popular tinha sido ganha. Mas só até agora, ressalte-se. Existem 11 delatores premiados na fila para a beatificada deduragem. A orientação agora é que a entrevista seja giratória, ou seja, o dedo duro terá de acrescentar denúncias novas em outras esferas de interesse, ou seja, fora do “crime em voga”. O delator vai precisar sair da casca e entregar infrações em áreas diversas, personagens diferentes, partidos e grupos ideológicos distintos. Em síntese, terá de fazer justiça, a concepção que Moro vendeu, mas não entregou. O impacto da entrada de Lula em cena, inflado pela humilhação, fragiliza a opção única pelo PT como monopolizador da criminalidade nacional. Avaliaram mal a força do seu carisma. A operação, que era para quebrar a espinha do ex-presidente, ressuscitou sua fibra e a militância do partido. Um desastre de imagem, para um nada de retorno.  O RR teve a garantia de que Lula vai bater na tecla dessa descarada predileção do Judiciário por ele e seus companheiros. Os procuradores, por sua vez, não passarão recibo. Para manter o projeto de poder da República de Curitiba, Moro vai trazer à baila a turma de FHC, Sarney e Collor. Aliás, o RR nunca acreditou que o PT fosse uma obsessão dos procuradores. A coroa de espinho da oposição estaria guardada. O foco original no PT era devido à sua condição de poder dominante. Agora, vai sobrar delação para todo mundo. Se não for assim, Moro, ao invés de virar o Zorro, o justiceiro, vira o Tonto, enviesado de corpo inteiro no jogo político.  NR: A questão Lula em nada altera a palermice do governo. Dilma Rousseff tem de acertar alguma coisa para pegar uma carona no episódio.

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07.03.16
ED. 5321

Porto do Açu

  O fantasma de Eike Batista ainda paira sobre o Porto do Açu. Agora, é a vez da Shell atrapalhar os planos de expansão da movimentação de barris no terminal. Os holandeses, novos controladores da BG, suspenderam as negociações que ampliariam em até 30% o volume de óleo que será exportado pelo Porto do Açu, na casa dos 200 mil barris/dia. Procuradas pelo Relatório Reservado, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Prumo e Shell.

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07.03.16
ED. 5321

Maquinista

 O ministro Jaques Wagner foi convocado para destravar as negociações com MRS e ALL em torno da construção do Ferroanel de São Paulo, orçado em R$ 2 bilhões. Para o governo, trata-se de um dos raros projetos de porte na área de infraestrutura que podem sair do papel neste ano.

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07.03.16
ED. 5321

Munição guardada

 O presidente do PT, Rui Falcão, tem dito em circuitos fechadíssimos que a maior munição guardada no paiol do governo é uma troca ministerial: Lula na Casa Civil e Antônio Palocci de volta à Pasta da Fazenda. Como hoje não existem grandes protagonistas da política que não estejam engolfados pela maré denuncista, não há nada contra Lula e Palocci.

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07.03.16
ED. 5321

Cardozo

 Só falta José Eduardo Cardozo dizer que, além do cargo de ministro da Justiça, o “Brahma” lhe ceifou a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo em 2018. Até seus últimos dias no Ministério, Cardozo – e apenas ele – acreditava que poderia ser o candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes.

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07.03.16
ED. 5321

Apertem os cintos

 A Aurora Alimentos, uma das maiores cooperativas agrícolas do Brasil, fechou o balanço de 2015 com uma queda do lucro líquido de quase 50% no comparativo com o ano anterior – número confirmado pela própria empresa. O pior são as projeções feitas para este ano.

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07.03.16
ED. 5321

Leniência

 O que se diz nos corredores da Lava Jato é que a Galvão Engenharia está prestes a assinar um acordo de leniência com a Controladoria Geral da União (CGU). Procurada, a empresa nega.

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07.03.16
ED. 5321

Ruptura à vista

A BR Distribuidora estuda devolver a concessão da distribuição de gás no Espírito Santo, um negócio marcado por prejuízos, atritos políticos e disputas jurídicas com o governo local – ver RR edição de 4 de dezembro de 2015.

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07.03.16
ED. 5321

Mercosul

 A chinesa Foresun, que recentemente comprou frigoríficos do Marfrig na Argentina, também teria interesse em ativos da empresa no Chile.

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07.03.16
ED. 5321

Roupa nova

 Mesmo com toda a crise, o grupo mineiro Quality, responsável pela ressurreição da marca Sulfabril, calcula que a tecelagem poderá faturar cerca de R$ 200 milhões até o fim de 2017.

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