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Planos
29.02.16
ED. 5316

O perfume de mulher da âncora cambial

  A banda cambial proposta pela economista Monica De Bolle, musa da Casa das Garças, tocou suavemente no coração de Nelson Barbosa. Pensando como o ministro, a mudança de âncora na política de estabilização seria uma forma de o governo entregar uma redução maior das taxas de juros ao PT, saciando em parte a ânsia do partido em detonar políticas econômicas com viés conservador, e ganhando algum tempo para emplacar um pacote fiscal crível. No mais, falou em controles e bandas, a atual equipe econômica diz logo “presente”. Mas nem tudo é o que parece. No regime proposto por De Bolle, os juros permaneceriam constantes, com o novo modelo de correção cambial durando o tempo necessário para que fosse feito um ajuste fiscal à vera. A banda cambial flutuante seria quase uma licença poética. Com o arsenal de reservas em moeda estrangeira disponíveis pelo Banco Central e o poder regulatório de determinar o intervalo entre as bandas e as cotações do piso e do teto do dólar/real, o câmbio, sem as firulas do economês, voltaria a ser controlado.  O modelo remonta a um velho expediente useiro e vezeiro dos economistas tucanos: combater a inflação ancorando os preços no câmbio apreciado. Gustavo Franco usou uma variante no Plano Real, que deu certo no início, mas extrapolou depois. De Bolle certamente tem a autorização tácita da fraternidade dos economistas tucanos, que pensam e conspiram em bloco. A musa das Garças ampliou o leque em suas propostas e considerações sobre a iminência do quadro de dominância fiscal, a impotência da política monetária na presente situação, a tonicidade crescente dos juros na percepção de (in)solvência do país e até mesmo a cartada de desespero do controle de capitais. O que De Bolle não se arriscou a explicitar é que seu modelo é compatível com a queda dos salários nominais durante o processo de ancoragem cambial. Essa seria a forma de aumentar a competitividade. É um ingrediente no mínimo complexo, pois se os salários estão referenciados em reais e a moeda vai se valorizar em relação ao dólar, a relação salários em reais/quantidade em dólares aumentará.  Um economista que se situa bem nas franjas da equipe da Fazenda chegou a dizer, em tom jocoso: “Se eles estão ofertando soluções é porque já se preocupam com a persistência desse jogo não cooperativo no contexto da alternância de poder. Se eles assumirem o governo, levam um mico preto”. “Eles” são Aécio Neves, tucanato, PUC-RJ, Casa das Garças, Instituto Peterson de Economia, Armínio Fraga, Gustavo Franco, Monica de Bolle.., c’est la même chose. Esse pequeno rasgo de contribuição para o debate econômico, a despeito do juízo de valor que se faça sobre a qualidade da proposta, exala a melhor fragrância borrifada em uma disputa política contaminada por excessos.

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29.02.16
ED. 5316

Invasão chinesa

  A chinesa Haier, um dos maiores produtores de eletrodomésticos linha branca do mundo, tem interesse na aquisição da fábrica da Mabe em Hortolândia (SP). O negócio depende da aprovação dos credores da subsidiária do grupo mexicano no Brasil, em recuperação judicial desde o ano passado. A Haier chegou a estudar a compra de toda a operação da Mabe no mercado brasileiro. Mas desistiu por conta do elevado passivo da empresa, próximo dos R$ 500 milhões.

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29.02.16
ED. 5316

Plano de saúde

 Avançam as negociações entre as operadoras de medicina de grupo e o governo para a liberação dos preços dos planos individuais, pleito antigo das empresas do setor. Segundo informações filtradas junto à própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o colegiado deverá votar a medida em até 60 dias. Consultada, a agência nega.

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29.02.16
ED. 5316

Negócio possível

 Um grupo de investidores chineses tem interesse em comprar a Usinas Itamarati. Os asiáticos assumiriam o controle em troca da assunção da dívida da sucroalcooleira, um bagaço superior a R$ 2 bilhões. Ou seja: a empresária Ana Claudia Moraes sairia do negócio sem um real no bolso. Convenhamos que só se livrar da companhia já será um bom negócio.

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29.02.16
ED. 5316

Caixa de Pandora

 O que se diz nos corredores da Lava Jato é que, depois da Valec, a próxima vítima do acordo de leniência da Camargo Corrêa será o DNIT, há tempos uma espécie de sesmaria do PP. A conferir.

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29.02.16
ED. 5316

Águas turvas

 O grupo Bertin procura um comprador para a concessionária de saneamento Águas de Itu, que opera no vermelho há três anos. Procurada pelo RR, a Bertin não comentarou o assunto.

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29.02.16
ED. 5316

Interrogação

 José Carlos Bumlai não se prontificou ainda a fazer uma delação premiada. Mas sua família tem consultado um advogado com notória experiência no assunto.

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29.02.16
ED. 5316

Russos no TI

 A russa Softline está fazendo um arrastão no mercado brasileiro de TI. Pagou R$ 40 milhões pela Compusoftware e já negocia a aquisição de outras duas empresas do setor.

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