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Planos
25.02.16
ED. 5314

Estado de vigília com a “Operação Próxima Vítima”

  A “higienização” promovida pelo Judiciário está criando um clima de pânico no meio empresarial. O RR conversou com um dos participantes de uma reunião realizada em São Paulo entre potentados do setor privado – o encontro contou também com a presença de um ex-ministro do STJ. O sentimento dominante, segundo a fonte, é que o empresariado, de antemão, já foi criminalizado. O informante abre o jogo: “Tendo em vista as relações tradicionalmente incestuosas com o setor público, as empresas privadas, com raríssimas exceções à regra, podem ser enquadradas em alguma malfeitoria.”  A indignação maior é com a fragilização dos mecanismos de defesa: “É como se o Judiciário tivesse ampliado seu direito dentro do estado de direito.” O recurso recorrente da delação, a extrapolação do instrumento da prisão preventiva e o vazamento de informações de processos que correm em segredo de Justiça seriam exemplos do novo regime em vigor. A priori, seguindo a linha de raciocínio da Lava Jato, todos os empresários já estão condenados pela simples suspeição. Por este fato, vivem em permanente expectativa sobre quem será a próxima vítima. A convicção é que a volúpia criminalizante transbordará da construção pesada para outros setores da economia. De acordo com a fonte, a sensação é de que não existe chão debaixo dos pés: “No passado recente, era ainda uma boa paranoia se pensar que o processo estava condicionado a uma disputa ideológico-partidária no epicentro do poder. Hoje, não restam mais dúvidas de que o Judiciário não está nem à esquerda nem à direita, e, muito menos, em conformidade com o histórico de suas ações no país.”  Há concordância de que os ilícitos relacionados à Petrobras fugiram a qualquer parâmetro anterior. Ocorre que o caso, muito embora a sua excepcionalidade, estendeu a todo o setor empresarial a dúvida quanto à probidade de seus atos. In dubio, corruptum est. A resultante são ameaças veladas de desinvestimento, fuga de capitais, desemprego, colapso de segmentos inteiros da indústria etc. Essa reação ao risco jurídico se dá em um péssimo ambiente econômico, o que acaba potencializando seu efeito destrutivo sobre o “espírito animal” do empresário (Apud John Maynard Keynes).  É compreensível o mal-estar dos empresários com essa nova combinação de fatos. Contudo, não há como justificar à luz do dia práticas como caixa 2, tortuosos financiamentos de campanha, contas invisíveis no exterior etc. Quem tomou o risco desses procedimentos para maximizar seus lucros que assuma as consequências – não custa lembrar que “lucro” vem da mesma raiz que a palavra “logro”. Mas alguma coisa se quebrou. Esse medo compartilhado pelo empresariado não tem precedente. As reuniões vão continuar, garante a fonte do RR.

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25.02.16
ED. 5314

Desistências em série no leilão de transmissão

 O próximo leilão de linhas de transmissão já tem data marcada, 13 de abril. Agora só falta o principal: investidor. Alguns dos maiores grupos do setor, que tradicionalmente batem ponto nas licitações da Aneel, não deverão participar desta rodada. Segundo o RR apurou junto à alta fonte do Ministério de Minas e Energia, a colombiana ISA, dona da CTEEP, a Copel e a Cemig já sinalizaram que não entrarão no leilão, mesmo com as mudanças nas regras exigidas pelo TCU. A esta lista some-se também a Abengoa, que enfrenta graves problemas financeiros – o mais provável, inclusive, é que os espanhóis se desfaçam de alguns de seus negócios no país.  A tentativa do governo de estimular a entrada de novos investidores no setor de transmissão também tem sido um tiro n´água, vide o road show comandado pelo presidente da EPE, Maurício Tolmasquim em dezembro. De acordo com a mesma fonte, a EDF, ex-controladora da Light, e a inglesa National Grid foram procuradas e disseram não ter interesse em investir no setor. O governo tem menos de dois meses para preencher essas lacunas.

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25.02.16
ED. 5314

Rating da Gol

 Ontem, as mesas de operação do mercado davam como certo um novo rebaixamento da nota de crédito da Gol nos próximos dias. Na semana passada, a Moody´s reduziu o rating da empresa para “Caa1”, três degraus acima do nível de “calote”.

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25.02.16
ED. 5314

Portas abertas

 Luiza Helena Trajano teria aproveitado sua recente passagem por Nova York, onde participou de um evento da área de varejo, para manter contato com private equities interessados no Magazine Luiza. Entre eles, estariam o KKR e a General Atlantic. Procurada, a rede varejista nega a negociação com os fundos.

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25.02.16
ED. 5314

Arco-íris

 O velho PSB virou um balaio de gatos. Além do flerte com Geraldo Alckmin, abriu as portas para ACM Netto, que levaria boa parte do DEM.

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25.02.16
ED. 5314

Sorte ou revez

 Paulo Furtado, escolhido para comandar o encalacrado Postalis, tem a sina de estar no lugar errado na hora errada. Ele era conselheiro do FI-FGTS quando o Ministério do Trabalho desbaratou um esquema para a aplicação irregular de recursos do fundo.

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25.02.16
ED. 5314

Ladeira abaixo

 Honda, Yamaha e cia. já trabalham com uma projeção de queda de 40% nas vendas de motos em 2016.

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25.02.16
ED. 5314

Temasek

 O Temasek, fundo soberano de Cingapura, está em busca de ativos sucroalcooleiros no Brasil.

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25.02.16
ED. 5314

Dou-lhe uma, dou-lhe duas…

 A Justiça deverá autorizar nos próximos dias o leilão de dois imóveis pertencentes ao delator premiado Fernando Baiano, um localizado em Trancoso e outro, mais modesto, em Curitiba.

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