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Planos
03.02.16
ED. 5301

Hershey’s é uma passa azeda no panetone da Bauducco

 A Hershey’s Brasil pretende dar um xeque-mate na Bauducco usando o panetone no lugar da rainha. O diretor geral da empresa norte-americana, Marcel Sacco, quer honrar a sua fama de bom jogador com uma operação de M&A capaz de provocar inveja nos enxadristas mais maquiavélicos dessa área. O xeque é simples e agressivo: um movimento em dois lances, por isso genial. No primeiro deles, a Hershey’s empurrou sua associação com a Bauducco para o desterro. O segundo lance, conforme apurou o RR, é abrir negociações para compra da companhia de panetones ainda neste semestre. A ameaça não é sutil: forçar o preço da empresa para baixo em função da perda de receita com a própria ruptura da joint venture. Os números podem descer ladeira se a aquisição não for fechada. Na partida, a Bauducco terá uma redução de um quarto do faturamento de R$ 2 bilhões e 20% do lucro de R$ 150 milhões. A Hershey’s promete sangrar progressivamente a antiga parceira, tomando mercados que estavam antes compartilhados.  A família Bauducco sempre poderia buscar um outro investidor para ajudar a suportar o tranco. Aliás tentou inú- meras vezes antes. Agora, contudo, a posição da Hershey’s no tabuleiro é quase invencível, inclusive, porque ela é o maior insider da Bauducco, além de deter a condição de piorar bastante as expectativas do negócio da ex-associada. A Hershey’s não ganha pouco com a operação. Incorporaria cinco fá- bricas – em São Paulo, Minas Gerais e Alagoas -, uma rede de distribuição nacional e a liderança absoluta nas vendas de panetones. A oferta da Hershey’s inclui troca de ações e pagamento em dinheiro, o que deverá diminuir a resistência da família à venda da Bauducco. Procurada, a Hershey’s assegura que não pretende comprar a ex-sócia e que a dissolução da joint venture ocorreu de forma amigável. Já a Bauducco preferiu o silêncio. Aparentemente, Sacco teria o tempo a seu favor. Cada mês de erosão do faturamento da Bauducco facilitaria a negociação. Ocorre que o executivo tem um panetone de cimento amarrado à sua cabeça. A Hershey’s aceitou o plano de desfazer a joint venture e comprar a Bauducco, mas exigiu da filial uma performance extraordinária. A ordem é triplicar a receita de R$ 300 milhões até 2019, com um crescimento anual de 25%. Sem a Bauducco, Sacco dificilmente atingirá a meta imposta pela matriz

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03.02.16
ED. 5301

Brookfield joga pôquer com a Invepar

  A desistência de participar da disputa pela compra da parte da OAS na Invepar é a aposta mais arriscada da Brookfield Infrastructure no mercado brasileiro este ano. A estratégia do blefe foi toda arquitetada pelo presidente da companhia, Sam Pollock, que convenceu o grupo canadense de que o preço e o acordo de acionistas acertado entre a OAS e os fundos de pensão na criação da Invepar podem ser modificados na bacia das almas. Pollock aposta que ninguém bancará no leilão o valor de R$ 1,35 bilhão ofertados pela Brookfield pelos 24,4% da construtora baiana na holding de concessões. Desta forma, voltará à mesa de negociações com a faca e o queijo para ofertar menos e ainda exigir da Previ, Funcef e Petros um novo acordo de acionistas que entregue a gestão da Invepar e não exija exclusividade de sociedade nos futuros leilões de rodovias. A Brookfield é sócia da espanhola Arteris – operadora de estradas em São Paulo – e tudo o que menos quer é ficar amarrada à Invepar. Pollock sabe que o blefe faz parte desse jogo de pôquer, mas um eventual fracasso será exclusivamente debitado na sua conta. A Brookfield não comentou o assunto.

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03.02.16
ED. 5301

Classe média

 O empresário Guilherme Frering voltava ontem na ponte aérea São Paulo-Rio, voo JJ-3957, sentado apertadinho em uma poltrona na fila do meio. Sua expressão era de quem rememorava saudoso os tempos em que seu avô, o biliardário Augusto Trajano de Azevedo Antunes, era um dos raros proprietários de aeronave particular no Brasil. Frering desceu em passos rápidos e se dirigiu para pagar a corrida antecipadamente no guichê dos táxis. Tempos de austeridade…

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03.02.16
ED. 5301

Alfredo Grunser

 Alguns alto-falantes do mercado ribombam que Alfredo Grunser, o mito, está de volta ao cassino. Para quem não se lembra, Grunser ganhou fama nos anos oitenta, em dobradinha com Naji Nahas, em operações com derivativos. Fez fortuna encontrando um meio de aplicar em mercados futuros as reservas técnicas de seguradoras, o que era proibido. Depois se radicou nos Estados Unidos. Reza a lenda que, toda vez que Grunser precisava de dinheiro, voltava a dar suas tacadas no mercado. Mas quem é vivo sempre aparece. Veja, por exemplo, seu sogro, Julio Bozzano, que, depois de um longo período sabático, abriu uma corretora para matar a saudade do mercado. Bem-vindo Alfredo.

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03.02.16
ED. 5301

Eleva

 Jorge Paulo Lemann pretende injetar capital na Eleva Educação. O fundo Gera, do qual é acionista, deverá fazer um aporte de R$ 100 milhões no grupo para novas aquisições. A Eleva não confirma a informação, mas a fonte do RR soube do plano por um minoritário da empresa.

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03.02.16
ED. 5301

Carta de fiança

 Marta Suplicy não tem levado a sério a informação de que Gabriel Chalita ficará no PMDB e fará oposição à sua candidatura. Marta recebeu essa garantia de Michel Temer quando ingressou no partido.

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03.02.16
ED. 5301

Fertilizantes

 A Heringer deverá fechar o capital. Qualquer semelhança com a posterior venda da empresa para a norte-americana Potash, que já tem 9,5% do capital, não seria mera coincidência. A empresa Heringer não comentou o assunto.

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03.02.16
ED. 5301

“Demissômetro”

 No demissômetro da Petrobras, o Comperj dispara no ranking. Bateu a marca de 37 mil desligamentos, 97% do total.

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