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Planos
02.02.16
ED. 5300

Máquina de Vendas é um território dividido ao meio

  O adversário mais duro de Corrado Varoli, recém-contratado para comandar a reestruturação da Máquina de Vendas, não será a recessão econômica, a queda do consumo ou mesmo a má performance da companhia. O ex-presidente da Goldman Sachs na América Latina terá como maior desafio gerar resultados em uma empresa rachada ao meio pelas disputas entre seus controladores, Ricardo Nunes e Luiz Carlos Batista. Que o diga o ex-Pão de Açúcar Enéas Pestana, antecessor de Varoli na árdua tarefa de reerguer a rede varejista. Pestana pouco saiu do lugar nos seis meses em que ficou à frente da gestão. Fechamento de pontos de venda, redefinição do modelo de lojas, negociação de uma fatia do capital: praticamente tudo o que ele recomendou ou ensaiou executar esbarrou nas divergências entre Nunes e Batista.  Desde a fusão entre a Ricardo Eletro e a Insinuante, em 2010, a coabitação societária entre o acelerado e mercurial Ricardo Nunes e o cauteloso e contido Luiz Carlos Batista nunca foi um mar de rosas. As divergências se agravaram no ano passado, durante a gestão de Richard Saunders, que assumiu a presidência após vender sua rede varejista, a Eletro Shopping, para o grupo. Saunders foi alçado ao comando para ser uma espécie de algodão entre cristais, um elemento neutro entre os dois acionistas. A tal solução pacificadora, no entanto, acabou se revelando um paiol. No entendimento de Batista, Saunders tornou-se um títere movimentado pelos dedos de Ricardo Nunes. Suas principais medidas – cortes de custos e demissões de executivos – teriam por trás a assinatura do fundador da Ricardo Eletro. Pior: suas mexidas se concentraram no Nordeste, nas lojas da Insinuante, justamente o território de Batista. O curto circuito foi inevitável. Saunders deixou o cargo em maio do ano passado. E, se ele era mesmo uma extensão de Nunes na gestão executiva, agora não há mais intermediários: o empresário se impôs e, no início deste mês, assumiu a presidência no lugar de Enéas Pestana. Tem a missão de frear uma queda nas vendas que chegou aos 10% em 2015.  Entre os executivos egressos da Ricardo Eletro habituados a psicografar os movimentos de Ricardo Nunes, há quem diga que, no fundo, no fundo, o empresário se arrependeu da fusão com a Insinuante. No seu mundo ideal, a associação seria desfeita e ele voltaria a mandar e desmandar numa empresa só sua. Será que Corrado Varoli se credenciaria a desatar uma fusão?

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02.02.16
ED. 5300

CEEE segue os fios de transmissão da Cemig

 Sem apoio da Assembleia Legislativa gaúcha, o governador José Ivo Sartori foi buscar em Minas Gerais um atalho para a cisão e “privatização” da CEEE-GT , o braço de transmissão da CEEE. A ideia é repetir o modelo da Taesa, nascida de uma célula da Cemig . Uma parcela dos ativos de transmissão da estatal seria agrupada em uma nova empresa. Uma participação majoritária do capital seria, então, oferecida a um investidor privado – mesmo minoritária, a CEEE teria uma espécie de golden share, com poder de voto e de veto para decisões estratégicas. O governo gaúcho já sondou grupos do setor elétrico dispostos a entrar na área de transmissão, caso da Equatorial Energia .  A proposta elaborada pelo governo gaúcho, negada oficialmente ao RR, prevê que a CEEE tenha entre 40% e 45% das ações. Em um ambiente mais propício, parte das ações seria ofertada em bolsa, a exemplo do que fez a Taesa. Mas essa hipótese fica para outro momento: o mar, como se sabe, não está para IPOs. Para os investidores privados, há um atrativo. O segmento de transmissão funciona como uma renda fixa no setor de energia, já que suas tarifas são preestabelecidas para todo o período da concessão. Além disso, a CEEE-GT, ao contrário do braço de distribuição da estatal gaúcha, é lucrativa.

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02.02.16
ED. 5300

Caça e caçador

 Há ruídos – e não são de turbinas – no acordo entre a Embraer e a Saab para a montagem de 15 dos 36 novos caças da FAB. A empresa brasileira quer repassar aos suecos o custo de adaptação da sua fábrica para a produção do Gripen. A Saab diz que não paga. O impasse tem de ser resolvido logo: os primeiros testes de produção estão previstos para o segundo semestre. A Embraer não comentou o assunto.

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02.02.16
ED. 5300

Luiz Eduardo Barata

 A atuação cada vez mais espaçosa do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, muito ligado a presidente Dilma Rousseff, começa a gerar desconforto em Eduardo Braga. Volta e meia, o ministro tem afastado Barata de reuniões decisivas no ministério. Não tem surtido efeito. A presidente Dilma recorrentemente chama o secretário-executivo para despachar no Palácio do Planalto e depois comunica ao ministro as decisões tomadas.  O Ministério de Minas e Energia procurou o RR para negar as divergências entre o secretário-executivo e o ministro e ainda assegurou que Luiz Eduardo Barata jamais teve reunião privada com a presidente da República.

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02.02.16
ED. 5300

Obra chinesa

 A Sinohydro, uma das gigantes chinesas da construção pesada, está prestes a desembarcar no Brasil, ávida para aproveitar o vácuo deixado pela Lava Jato. A companhia já atua em outros países da América do Sul, como Argentina e Bolívia.

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02.02.16
ED. 5300

Bate e volta

 Raul Aguilera já teria apresentado ao BTG uma proposta para recomprar a Big Ben, vendida em 2011 para a Brasil Pharma – braço deficitário do BTG no varejo farmacêutico. Á época, embolsou US$ 260 milhões. Hoje, a Big Ben talvez não valha a metade. O BTG não retornou o assunto.

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02.02.16
ED. 5300

 Todo sabido tem seu dia de “mané”

 O banqueiro Daniel Dantas perdeu uma grana alta com ações da Gerdau do e Itaú. Mas, no mercado, diz-se que o prejuízo maior foi com ações do BTG.

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02.02.16
ED. 5300

Excesso de peso

 A Hyundai esperava que os US$ 65 milhões investidos na fábrica de elevadores gaúcha se convertessem em 10% de share até 2015. O prazo passou e nada: menos de 5% de participação e 70% de ociosidade na fábrica. Consultada, a Hyundai nega a informação.

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