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Planos
04.01.16
ED. 5279

Investimentos afundam na camada do pré-sal

 Petrobras, Shell/BG, Total, CNOOC e CNPC puxaram o freio de mão. O quinteto que concentra o maior número de blocos na camada do pré-sal está fazendo apenas os investimentos mínimos obrigatórios fixados nos contratos de exploração. Na média, a redução dos aportes originalmente previstos para 2016 (US$ 35 bilhões) gira em torno dos 35%. Como não poderia deixar de ser, os cortes mais agudos vêm da Petrobras. Responsável por 80% dos investimentos programados para o pré-sal, a companhia já ceifou 45% do seu orçamento. Na paralela, tenta deslanchar seu plano de desmobilização de ativos. A estatal colocou à venda participações em dez áreas na Bacia de Santos, a começar pelo megacampo de Libra, a maior reserva conhecida do pré-sal brasileiro. Dona de 40% do consórcio, a Petrobras já teria oferecido o equivalente a 10% do capital para a Shell, sua sócia. No entanto, o grupo declinou, sendo seguido pelos demais acionistas, Total, CNOOC e CNPC. Em meio a essa maré contrária, as estimativas de produção afundam cada vez mais. Em 2020 deverão ser extraídos da camada do pré-sal cerca de 2,5 milhões de barris por dia, um pouco mais da metade da projeção inicial.  Além dos fatores de desestímulo comuns a todos, notadamente a queda do preço do brent e a conturbada conjuntura política e econômica no Brasil, há ainda óbices individuais que têm impactado nas decisões de investimento das grandes petroleiras. A própria Shell enfrenta enormes dificuldades para obter autorização da ANP para explorar a área no bloco BC-10, chamado de Parque das Conchas. A cerca de três meses do prazo previsto para o início das atividades, a Shell está impedida de operar o Campo de Massa, o único da área de concessão dentro do pré-sal, uma vez que a agência ainda não liberou o Acordo de Individualiza- ção da Produção (AIP).  Outro caso emblemático é o da Total. A empresa garante que o campo de Libra é a sua prioridade no Brasil. No entanto, dos US$ 800 milhões em investimentos no Brasil programados para o biênio 2015/ 2016, apenas 20% deverão ser destinados à operação. Com o brent na casa dos US$ 30, os franceses decidiram concentrar a maior parte dos recursos em outras áreas, onde a exigência financeira e o risco são bem menores. A Exxon, que já contabilizou perdas em seu balanço com a perfuração de dois poços secos na Bacia de Santos, é ainda mais radical. Seu presidente mundial, Rex Tillerson, deixou bem claro que a companhia somente investirá no pré-sal se houver mudanças na legislação que reduzam os custos de exploração. O campo de Libra, por exemplo, está entre os mais onerosos do mundo. Segundo estimativas oficiais do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras, o investimento só se paga com o preço do barril na faixa entre US$ 55 e US$ 45, bem acima da cotação atual.  São tantas as nuvens cinzas sobre o pré-sal brasileiro que o Ministério de Minas e Energia estuda postergar os novos leilões. As licitações ficariam apenas para 2017. Ao longo do ano que vem, a ANP leiloaria somente blocos convencionais. A medida evitaria o estrangulamento financeiro da própria Petrobras, obrigada, por lei, a ter 30% de todos os consórcios no pré-sal. A companhia agradece, mas as contas públicas, não, uma vez que o potencial de arrecadação das concessões nas demais áreas é consideravelmente menor. É aquela velha história: o que é bom para a Petrobras quase nunca é bom a União. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras e Shell.

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04.01.16
ED. 5279

Catilinária

 A exemplo do vice-presidente Michel Temer, Eduardo Cunha não fica um só dia sem trocar um dedo de prosa com o ministro do Turismo, Henrique Alves.  Alvo de recente operação da Polícia Federal, o ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, passa os dias repetindo a seus interlocutores que não tem qualquer relação com Eduardo Cunha. Agora, é tarde.

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04.01.16
ED. 5279

Intelbras

 Em busca de um maior fôlego financeiro, a catarinense Intelbras está de portas abertas para a chegada de um fundo de investimento. Recentemente, a fabricante de equipamentos de telecomunicações teria conversado, vejam só, com o BTG. Mas, hoje, como se sabe, o telefone de André Esteves só dá fora de área. Consultada, a Intelbras nega a venda de uma participação.

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04.01.16
ED. 5279

Sobressalto

 Marco Polo Del Nero teria colocado à venda sua luxuosa cobertura na Barra da Tijuca. Os amigos mais próximos não se preocupam, pois sabem que o presidente licenciado da CBF está passando apenas por um espasmo de liquidez.

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04.01.16
ED. 5279

Geladeira

 Ruy Hirschheimer é o típico CEO de um fabricante de bens de consumo no Brasil: para onde olha, o presidente da Electrolux só enxerga números desalentadores. A companhia amargou em 2015 uma queda de receita em torno de 20%. O lucro, por sua vez, caiu quase 50% na comparação com 2014. A  Electrolux não retornou o assunto.

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04.01.16
ED. 5279

Freio de mão

 Os controladores da Kroton estudam uma recompra de ações, na tentativa de brecar a queda dos títulos. O grupo fez aquisições, entregou aos acionistas um lucro acima da meta e, ainda assim, continua apanhando na bolsa por conta das mudanças no Fies. Em 2015, a Kroton perdeu 35% do seu valor de mercado. A empresa Kroton não comentou assunto.

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04.01.16
ED. 5279

Quem te viu…

 O Banco Votorantim deverá fechar o balanço de 2015 com um lucro superior a R$ 550 milhões, ainda maior do que o resultado de 2014 (R$ 502 milhões). Há três ou quatro anos, quem seria capaz de prever tais cifras?

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04.01.16
ED. 5279

Redator-chefe

 Nevaldo Rocha, dono Grupo Guararapes e da Riachuelo, anda extremamente irritado com o exibicionismo do herdeiro Flavio Rocha nas redes sociais. Além das seguidas críticas ao governo, Rocha já chegou até a se vestir de blogueiro e publicar no Twitter que Eduardo Cunha renunciaria à presidência da Câmara, dando lugar a Jarbas Vasconcellos.

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04.01.16
ED. 5279

Sem fábrica

 A norte-americana SC Johnson procura um comprador para sua única unidade industrial no Brasil, localizada na Zona Franca de Manaus. Fabricante das ceras Grande Prix, o grupo decidiu terceirizar a produção, em mais uma tentativa de virar a página dos seguidos prejuízos no país. Sem fábrica A norte-americana SC Johnson procura um comprador para sua única unidade industrial no Brasil, localizada na Zona Franca de Manaus. Fabricante das ceras Grande Prix, o grupo decidiu terceirizar a produção, em mais uma tentativa de virar a página dos seguidos prejuízos no país.

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