Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
29.12.15
ED. 5277

O show do dinheiro lubrificante não pode parar

 Os José Dirceus, Marcos Valérios e Duda Mendonças, ressalvadas as grandes diferenças de hierarquia, trajetória e estilo, não farão sucessores. Esse modelo captador faliu. Foi essa maneira desenxabida de levar o lado pecuniário da política para o coração das empresas, tatuando a grana na pele das instituições, que se autocondenou por deméritos de sobra. O coquetel da intensidade com que o PT foi ao pote com a disposição das oposições de criminalizá-lo foi o catalisador das mudanças. O partido buscou um atalho na prática milenar de angariar fundos das empresas – no seu caso preferencialmente as estatais, mas também as privadas –, ao abreviar o processo e buscar o ervanário direto na fábrica, e não raras vezes na mão do dono. No passado, havia uma diplomacia da captação. Homens com a sofisticação de um Mauro Salles ou de um Jorge Serpa faziam da tarefa uma exibição de balé clássico – o verdadeiro estado da arte. Não têm substitutos, e os novos tempos provavelmente não suportariam tamanho refinamento. Portanto, é difícil ainda enxergar o novo perfil dos traficantes de influência, lobistas, tesoureiros de campanha e homens da mala, entre outros do ramo que ocuparão o vácuo deixado pelo mensalão, petrolão, Lava Jato, “República Independente de Curitiba”, “Japonês da PF” e coisa e tal. É bem possível que sobre um quinhão para as grandes agências de comunicação, pois tantas se misturaram de tal forma às estruturas de governo que não seria estranho se elas incluíssem no rol da sua prestação de serviços terceirizados o trabalho de intermediação científica do “dinheiro político ou de campanha” – se é que já não o fazem. As grandes empresas é que não deixarão mais que se encurte o caminho entre as tratativas para o agrado do político e o pagamento da contribuição suspeita, conforme virou regra no passado recente.  A obrigação de carimbar as verbas no TSE será insuficiente. Os empresários aumentarão o disclosure, divulgando suas demonstrações oficiais de financiamento eleitoral em outros espaços, tais como entidades da sociedade civil, a exemplo do Dieese e o Portal Transparência Brasil. Políticos ou profissionais carimbados da grana chegarão nas grandes corporações sendo vigiados desde a garagem e o elevador. A tomada de decisão não se dará de forma direta, e o political wall será reforçado com novas camadas de concreto. Afinal, a intimidade pecuniá- ria foi seriamente ferida. A solução será dialética, com o problema engendrando sua própria saída. No final, o mercado encontrará a solução profissional para que o sistema continue funcionando. A partir de março, esse filme, já com novos protagonistas, poderá ser visto nas mais ou menos cotadas prefeituras e câmaras municipais e em todas as empresas que contam no país.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Área radioativa

 Especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverão desembarcar no Brasil em fevereiro para uma visita à Indústrias Nucleares Brasileiras (INB). O órgão da ONU voltou a questionar aspectos técnicos do processo de enriquecimento de urânio desenvolvido no INB. Essa, no entanto, é a parte mais fácil de equacionar. O problema maior é a pressão da AEIA para que o governo brasileiro crie uma agência reguladora do setor – existe um projeto parado há anos no Congresso.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Sob medida

 Aldemir Bendine procura um presidente para a BR como quem cata agulha em um palheiro. O RR não é headhunter, mas recomenda um nome, o do ex-presidente da própria BR, Luiz Antônio Vianna, que revolucionou a companhia em sua gestão. Um único senão em tempos de radicalidades ideológicas: Vianna serviu à BR no governo FHC. Mas está dito com clareza: serviu à BR e não aos tucanos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Prato frio

 Ciro Gomes tem bem guardada no seu baú de mágoas uma entrevista dada por Fernando Henrique Cardoso dizendo que Roberto Mangabeira Unger salvou a pátria por ocasião das articulações ministeriais do seu governo. “Como não tinha ministério para o Ciro, o Mangabeira foi providencial arrumando um curso de inglês para ele fazer em Harvard”. FHC que aguarde o troco.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Artilheiro

 Está aberta a janela de transferências: diante das rusgas entre PSB e Romário, PDT e PTB já ofereceram sua camisa para o senador disputar a eleição à Prefeitura do Rio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Sem açúcar

 A DGF, sócia da Tonon Bioenergia por meio do FIP Terra Viva, busca um comprador para sua participação. Com três usinas de etanol, a Tonon tem uma dívida de R$ 2,8 bilhões. Procurada pelo RR, a DGF não retornou.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Vasco na cabeça

 Vasco Dias, que deixará a presidência da Raízen em março, é o nome mais cotado para assumir o comando das operações da BG no Brasil. Está tudo em casa. Por muitos anos, o executivo foi o todo-poderoso da operação brasileira da Shell, sócia da Raízen e controladora da BG. Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Shell/BG.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Kero Coco

 O crescimento de pequenos e médios concorrentes no mercado de água de coco está tirando o sossego da Pepsico. Sua marca, a Kero Coco, vai fechar o ano com 60% do setor. Muito? Não para quem perdeu dez preciosos pontos de market share em apenas dois anos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Última gota

 O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, já teria comunicado ao governador Geraldo Alckmin a intenção de deixar o cargo no fim de janeiro. Kelman não está disposto a passar mais um verão inteiro no olho do furacão, diante do risco de uma nova crise de desabastecimento de água em São Paulo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.15
ED. 5277

Intentona

 Um grupo de empresários do setor agropecuário ligado à ministra Katia Abreu se articula para tirar Nabhan Garcia da presidência da UDR. Na prática, os dissidentes miram em Garcia para atingir seu padrinho, o senador Ronaldo Caiado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.