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Planos
22.12.15
ED. 5274

Emílio reescreve o seu capítulo na Odebrecht

  A solução para o comando da Odebrecht durante a ausência de Marcelo Odebrecht se chama Odebrecht e já se encontra na própria Odebrecht. Consta que, quando confrontado com a pergunta, o patriarca Emílio afirma que o tempo é o senhor da História e aliado daqueles que têm paciência. Se a memória do RR não falha, ouvimos a mesma frase proferida por Norberto Odebrecht, há mais de 20 anos, durante uma exposição sobre o Livro Verde, uma espécie de bíblia doutrinária corporativa do grupo. Antigo presidente da companhia, Emílio, pai de Marcelo, assumiria o posto em um rito de transição, tanto retornando ao passado, literalmente, quanto voltando ao futuro, metaforicamente. Ou seja: ele guardaria o cargo para um planejado retorno de Marcelo, absolvido sem provas, sendo o único a não apelar para o acordo de delação e a recusar a culpa que lhe vem sendo imputada. Que ninguém se iluda: a saída de Marcelo do comando da companhia é processual e jurídica. Não ganha um camarão seco do vatapá quem apostar que ele não volta e vai ficar na lagoa escura de Abaeté lendo livros de engenharia ou coisa assim.  Emílio Odebrecht é um homem jovem para os padrões laborais de hoje, com 70 anos (Lula tem a mesma idade, e FHC, 84 anos). Ninguém está mais por dentro da empresa do que ele, com a vantagem adicional de ter enfrentado as duas crises de imagem mais cabeludas da história da empreiteira. Tempo ruim não lhe mete medo. Emílio poderia assumir com o mandato explicitado ou operando por detrás da coxia, com um fronting, provavelmente um executivo com tradição no grupo ou mesmo um dos presidentes das unidades, conforme especula o mercado. A história da corporação dá pouca margem para pensar que o patriarca se esconderia nessa hora. O retorno de Emílio reafirmaria a mensagem de que a Odebrecht não é uma empresa comum. Tem uma sólida cultura arraigada e um regime hierárquico que lembra muito o shogunato japonês, fincado em valores e respeito aos mestres.  Por enquanto, o saldo da Lava Jato para a empresa baiana equivale a um pesadelo. Mas no coração da companhia não falta quem enxergue um passo além da tragédia. O episódio seria uma provação para uma Odebrecht mais forte, com Marcelo de volta e o rótulo de única empreiteira que atravessou o rolo compressor da “República de Curitiba” sem ceder ao dilúvio de indícios, ilações e suspeições. A ver. Ou, como se diz na Bahia, “Ó, pai, ó”.

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22.12.15
ED. 5274

Ferinos relatórios

 O investidor norte-americano Carson Block, um minoritário ativista do Casino, tem consultado Abilio Diniz e seu fiel escudeiro Eduardo Rossi para a elaboração de seus ferinos relatórios de análise do grupo francês, controlador do Pão de Açúcar. O último desses documentos fez sérias críticas à direção do Casino, mais precisamente a seu CEO, JeanCharles Naouri. Quem apresentou Diniz a Block foi William Ury, renomado professor de Harvard e negociador de Diniz na venda de ações do Pão de Açúcar. Mas o que os aproximou mesmo foi o interesse comum de dificultar a vida do Casino.  

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22.12.15
ED. 5274

Venda da Embasa

 Consta nos búzios, garantem os Orixás que o governador da Bahia, Rui Costa, pretende vender até 49% da Embasa. Com os cortes no orçamento público, a entrada de um novo sócio é vista pelo governo baiano como a forma de garantir o programa de investimentos da estatal e a extensão da rede de saneamento no estado. Uma das hipóteses sobre a mesa é uma operação com o FI-FGTS, da Caixa Econômica, que compraria debêntures conversíveis em ações da Embasa. Procuradas pelo RR, o Governo da Bahia não comentou o assunto.

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22.12.15
ED. 5274

Pouso forçado

 A Embraer estaria disposta a reduzir sua participação de 51% na Visiona, joint venture com a Telebras voltada ao monitoramento e mapeamento de áreas via satélite. A oferta de um bloco de ações para um private equity teria como isca a abertura de capital da Visiona. Procurada, a Embraer nega a operação.

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22.12.15
ED. 5274

Trem chinês

 Mais uma investida chinesa na área de infraestrutura no Brasil: a China Machinery Corporation (CMC) negocia a montagem de uma joint venture com a T´Trans, dona de uma fábrica de equipamentos ferroviários em Três Rios (RJ). Para começar, os chineses vão investir US$ 100 milhões na ampliação da unidade.

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22.12.15
ED. 5274

Reforma filial

 Enfim, uma reforma na República. Marcela Temer já começou a preparar o Palácio do Jaburu para a chegada do segundo herdeiro.

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22.12.15
ED. 5274

Recompensa

 Após o indulto de Natal, a família de Nestor Cerveró nutre a expectativa de que a Justiça aceite um pedido de relaxamento da sua prisão. Afinal, Cerveró tem sido um excelente colaborador – vide a recente ofensiva da Polícia Federal contra parlamentares do PMDB.

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22.12.15
ED. 5274

Agronegócio

 O fundo de investimento francês Althelia, focado no agribusiness, desembarcou no Brasil. Em parceria com 12 proprietários rurais do Mato Grosso, está investindo cerca de R$ 50 milhões em projetos agropecuários livres de desmatamento. Trata-se da primeira investida do Althelia em toda a América Latina.

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22.12.15
ED. 5274

Liquidação

 A exemplo da controlada Tenda, a Gafisa também está reduzindo seu banco de terrenos. A construtora tem cerca de R$ 6 bilhões de propriedades em seu estoque. A ideia é reduzir esse encalhe em 10%. Procuradas pelo RR, a Gafisa não comentou o assunto.  

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22.12.15
ED. 5274

Altíssimo-forno

 Enquanto Jorge Gerdau fala em um pacto nacional, André Gerdau Johannpeter derrete empregos. O empresário estuda o fechamento em definitivo da usina de aços longos da Gerdau na Bahia, a Usiba. A produção está temporariamente suspensa, e cerca de 120 funcionários já foram demitidos. Procurada, a Gerdau confirmou a “hibernação da área de laminação”, mas garantiu que a medida é “temporária”.

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