Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
11.12.15
ED. 5267

Rubens Ometto deixa alguns trilhos e vagões pelo caminho

 A Rumo ALL é um paradoxo sobre trilhos. O acordo que viabilizou a criação da maior operadora ferroviária da América Latina é hoje o maior fator de inviabilidade da companhia. O objeto da contradição é o compromisso firmado com o Cade. Para aprovar a fusão entre a Rumo e a ALL, o órgão antitruste jogou no colo de Rubens Ometto um programa de investimentos da ordem de R$ 10 bilhões. Em fevereiro deste ano, após meses de idas e vindas, Ometto acreditava ter fechado o melhor acordo possível. Só que de lá para cá, o cenário mudou radicalmente. O dólar subiu 40%, o crédito rareou e a receita com o transporte de cargas começou a cair na esteira da forte retração econômica. A conta da Rumo ALL não fecha. Hoje, a empresa tem cerca de R$ 1 bilhão em caixa. Mal dá para cobrir um terço do investimento de R$ 2,8 bilhões que terá de ser feito nos próximos 18 meses. Diante desta encruzilhada, Ometto não vê outra opção para pagar o pedágio imposto pelo Cade se não a venda de ativos da companhia. É o que ele fará já no início de 2016.  A ordem na Rumo ALL é proteger ao máximo as concessões ferroviárias, concentrando o processo de desmobilização em outras áreas de negócio. É o caso do segmento de infraestrutura portuária. A empresa deverá se desfazer dos terminais graneleiros T16 e T19, ambos no Porto de Santos. Cargill e ADM já teriam demonstrado interesse no negócio. Com capacidade de transbordo de 12 milhões de toneladas por safra, os dois terminais estariam avaliados em pouco mais de R$ 1 bilhão. A Rumo ALL pretende também realizar um leilão de equipamentos ferroviários, incluindo locomotivas e vagões. Cálculos preliminares feitos pela companhia indicam um potencial de arrecadação da ordem de R$ 500 milhões. A Rumo ALL não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Macunaímas da elite financeira

 A prisão de André Esteves inicia a era do tropicalismo bancário, com direito a cenas de tribalismo e antropofagia entre homens vestidos de instituições financeiras e vice-versa. Os operadores de mercado ostentam seus parangolés e ensaiam uma reza forte nas mesas de compra e venda. O caldeirão fervente dos cérebros aflitos vaporiza eflúvios de predição. Quem tiraria o BTG dessa feijoada? Grande Otelo berra do além com a voz esganiçada: “Lavínio, mangalô, três vezes”. Lavínio? “Não Armínio”, se corrige o Grande. As teclas dos computadores começam a digitar sozinhas, os visores piscam sem parar e repetem “Eureka!”, “Eureka!”. Só o pajé-mor, Armínio Fraga, teria o sacundim sacundô capaz de levar credibilidade à antiga moradia bancária de um suspeito de meliância.  Com a zabumba na mão e bananas para dar e vender, Armínio aportaria os ativos do Gávea no ex-banco de André Esteves e sopraria o apito na direção de um George Soros ou de um J.P. Morgan da vida. Eles tocariam na banda do baile do BTG, regido por Fraga, é claro. Dindin não faltaria. Nesse mundo bizarro, Armínio, um ex-futuro-ministro-banqueiro, a base de muito quebranto e patuá, chegaria ao tão almejado cargo de czar da economia, reproduzindo em condições distintas, com o quebra-galho Pérsio Arida, a relação fraternal que André Esteves manteve com Guido Mantega. O ex-presidente do BTG, em meio a essa carnavalização bancária, se mimetizaria mais uma vez, demonstrando que não suporta soluções simples. Esteves se livraria do xilindró e passaria a escrever livros de autoajuda. Com o apoio de Vicente Falconi e da Fundação Lemann se tornaria uma espécie de Michael Milken tupiniquim, ganhando um rio Amazonas de dinheiro. É o tico tico lá, o tico tico cá. Uma sopa de maxixe tropicalista.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Menos um elo

 A prisão de Delcídio do Amaral era a peça que faltava para o rompimento entre o PT e o PMDB no Mato Grosso do Sul. O governador do estado, o tucano Reinaldo Azambuja, já costura com os peemedebistas uma aliança para disputar a Prefeitura de Campo Grande no ano que vem. Disputar é força de expressão. Com Delcídio e o PT fora de cena, praticamente não haverá adversários.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Jet wash

 As irmãs Regina de Camargo Pires Oliveira Dias e Rosana Camargo de Arruda Botelho, duas das controladoras da Camargo Corrêa, estariam de partida para morar definitivamente em Londres. Na bagagem, falta apenas a importação de alguns serviçais. Quem ficar no Brasil que resolva o que tem de ser resolvido. A Camargo Corrêa não retornou o nosso contato.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A operação brasileira do YouTube não teria atingido as metas de receita estipuladas pelo Google, seu controlador. Ao mesmo tempo, está perdendo a disputa por parcerias com emissoras abertas. Até o momento, fechou apenas com a Record. Já seu maior rival, a Netflix, selou acordos com Band e SBT. É por essas e outras que Alvaro Paes e Barros, nº1 do YouTube no Brasil, corre o risco de perder o cargo em 2016. A empresa nega a saída do executivo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Alçapão

 A ala pró-impeachment do PMDB já contabiliza os votos dos pedetistas no Congresso. Aliados de Michel Temer estão convictos de que basta um empurrãozinho para o PDT deixar o governo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Escalada

 O argentino Jorge Fontevvechia, que já comprou mais de uma dezena de títulos da Editora Abril, ataca em outra frente. Quer ter uma emissora de TV no Brasil.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Escalação

 Além de José Serra, candidatíssimo a ministro de seu eventual governo, Michel Temer vem mantendo intensa interlocução com outro senador tucano: Aloisio Nunes Ferreira

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.15
ED. 5267

Raspas e restos

 O fundo NML Capital, de Nova York, está cavoucando ativos entre os escombros da Lava-Jato. Por pouco não fechou a compra da UTC. Agora, estaria conversando com a Engevix. A construtora nega a venda do controle.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.