Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
10.12.15
ED. 5266

Embraer bate asas para os Estados Unidos

 Embraer ou “USAer”? Eis a questão. Frederico Curado, sucessor da nobre linhagem de Ozires Silva e Mauricio Botelho, está fadado a entrar para a história como o executivo que “americanizou” um dos grandes símbolos da indústria nacional. O ano de 2016 será um ponto cardeal na nova cartografia geoeconômica da Embraer, com a consolidação da transferência da operação de jatos executivos para o território norte-americano. Até meados do ano que vem, toda a produção dos modelos Phenom 100 e 300 estará concentrada na fábrica de Melbourne, ao norte de Miami, onde, aliás, as aeronaves já são montadas desde 2013. A Embraer também decidiu transferir para a Flórida a fabricação do Legacy, versões 450/500 e 600/650, e do Lineage 1000, seu modelo mais luxuoso de jato executivo. Consultada, a companhia confirmou que a produção dos Phenom 100 e 300 será feita integralmente nos Estados Unidos. No caso do Legacy e do Lineage, a empresa garante que a “montagem final” prosseguirá em São José dos Campos. No entanto, segundo o RR apurou, a montagem final, na verdade, deverá consistir na conclusão de etapas secundárias do processo, sem qualquer valor agregado – o que os engenheiros do setor costumam chamar de “bateção de chapa”.  Em aproximadamente um ano, a Embraer terá consolidado um dos grandes processos de exportação de divisas e de postos de trabalho da indústria brasileira. Ao assumir toda a produção de jatos executivos, a subsidiária norte-americana da Embraer será responsável por aproximadamente 28% do faturamento da companhia – a números de 2015, algo próximo de US$ 1,2 bilhão. Este peso, no entanto, tende a aumentar: estimativas apontam que, em até três anos, a carteira de aviação executiva responderá por um terço das vendas totais da empresa. O projeto de internacionalização, ressalte-se, não está circunscrito à divisão de jatos executivos. Aos poucos, começa a se espraiar também pela unidade de defesa e segurança. Em parceria com a norte-americana Sierra Nevada, a Embraer já iniciou também a produção de Super Tucanos nos Estados Unidos. De lá sairão, por exemplo, os seis aviões de ataque encomendados pela Força Aérea do Líbano.  A Embraer voa em busca de hedge cambial, com o claro objetivo de concentrar o máximo possível de sua receita em moeda forte. Além disso, os Estados Unidos respondem por mais de 50% da demanda mundial por jatos executivos. A empresa, sabedora dos riscos da “americanização”, pilota sua estratégia de internacionalização com a maior prudência e discrição. Segundo o RR apurou, os próprios executivos da empresa são orientados a falar o mínimo possível sobre o assunto, notadamente junto à mídia. O cuidado é mais do que compreensível: este é um assunto com grande potencial de impacto junto a públicos sensíveis: das Forças Armadas ao BNDES, financiador histórico da empresa, passando, sobretudo, pela própria mão de obra da Embraer. Há um clima de tensão entre a companhia e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Entre postos de trabalho diretos e indiretos, a divisão de jatos executivos tem cerca de 1,2 mil funcionários. A empresa garante que a equipe dedicada à produção dos Phenom em São José dos Campos será aproveitada na montagem da nova geração de jatos comerciais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Noite longa

 A decisão de Luiz Fachin de só julgar os atos sobre o impeachment na próxima quarta-feira foi recebida no Planalto com latas de Red Bull. Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, Edinho Silva e cia. estarão dia e noite em missão para arregimentar a base aliada e limpar as chicanas legislativas de Eduardo Cunha. A expectativa é que o STF não conclua a apreciação na data prevista e o julgamento se estenda. Está decretada, portanto, por tempo indeterminado, a insônia no núcleo duro do governo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Liberou geral

 A Abin, que pouco ajudou o governo a se prevenir de tantos episódios pouco edificantes, estaria contribuindo com o STF. As precauções são as de praxe: varredura de grampos, criptografia dos telefones etc. Os cuidados foram redobrados nessa fase inicial do processo de impeachment. A julgar pelo currículo da Abin, está liberada a farra do boi na linha do STF.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Às compras

 O Carrefour vai aproveitar a depreciação dos ativos no setor para comprar redes regionais e avançar em estados onde tem uma presença diminuta. Na sua mira, o Grupo Mateus, que tem 58 lojas no Norte e no Nordeste e fatura cerca de R$ 3 bilhões por ano. Consultada, a empresa nega a venda do controle. Carrefour não retornou nem comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Boa nova

 O governo chinês está selecionando projetos agrícolas no Brasil. O Banco Popular da China tem quase US$ 10 bilhões para financiar o agronegócio em toda a América Latina.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Alta voltagem

 A CPFL vai surpreender pelo tamanho do seu apetite. É candidata à aquisição de praticamente todas as distribuidoras federalizadas que serão negociadas pela Eletrobras nos próximos meses.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Opereta

 Sem mudar seu estilo pimpão, o presidente da PwC Brasil, Fernando Alves, tem sofrido como se fosse a Isolda de Tristão. O “Bigode”, como o superlativo auditor é carinhosamente chamado, chora pela Odebrecht. É uma dor lancinante.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Lá e cá

 Leonardo Quintão, o novo líder do PMDB na Câmara, é considerado por seus pares um dos deputados mais “tucanos” do partido. Quintão é muito próximo de Aécio Neves, que apoiou sua candidatura a prefeito de Belo Horizonte em 2008 – na ocasião, acabou derrotado por Marcio Lacerda. Em contrapartida, Quintão virou às costas à reeleição de Dilma Rousseff e fez desabrida campanha por Aécio em 2014.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Proteína

A ucraniana Imperial Company está vasculhando frigoríficos de médio porte no Sul do país. O foco é a produção de suínos

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.15
ED. 5266

Cópia fiel

 Ricardo Karbage, presidente da Xerox no Brasil, cortou, cortou e cortou, mas não conseguiu escapar da sua sina. A empresa caminha para fechar o ano com o maior prejuízo desde 2012, exatamente quando Karbage assumiu o comando.  A Xerox não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.