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Planos
03.12.15
ED. 5261

Lula é prisioneiro de seus próprios pesadelos

  Não consta que Luiz Inácio Lula da Silva tenha lido Kafka. Mas, intuitivo como ele só, volta e meia sonha ser uma versão adaptada de Gregor Samsa, o homem que acordou barata. O inseto é a metáfora para as algemas. Lula, em seus pesadelos, é o homem que amanhece preso, agrilhoado sob os holofotes de toda a mídia. Esses tenebrosos sonhos se repetem em dois enredos alternados, viscosos, humilhantes, cada qual do seu modo. Em seu subconsciente, Lula é detido, e o script se bifurca na esquina de dois mundos paralelos. No primeiro desses universos, Luiz Inácio está encadeado como um meliante. A expectativa de uma reação da militância se esvazia em 24 horas. O povo se comporta abúlico. A presidente da República, Dilma Rousseff, assiste catatônica à degradante exposição. O Palácio do Planalto emite uma nota manifestando sua confiança na Justiça. Pilatos não faria melhor. Na cela, é instalado um aparelho de televisão com o objetivo sádico de que Lula assista ao maior aviltamento jornalístico nunca antes realizado na história desse país. Revistas e jornais promovem um linchamento moral estendido aos seus filhos, irmãos e à própria D. Marisa. O inferno se materializa sob a forma da dor descomunal do abandono absoluto. Lula, então, acorda. A gosma escorre pelas paredes do quarto. Ele tenta rezar a oração que Frei Beto lhe ensinou. Mas não chega à metade. Olha para o teto zonzo. Capota em um sono profundo.  A luzidia algema ressurge ofuscante. Lula está novamente encadeado. Ele é jogado no cárcere já ciente de que as redes sociais se sublevaram. Pouco mais de três horas após sua prisão, o povo se aglutina na porta da casa de detenção. São 500 populares transtornados. A polícia chega e desce a borracha. Dilma se anima e decide fazer um pronunciamento de apoio ao ex-presidente em pé na rampa do Palácio do Planalto. A agressão da polícia estimula a malta. Milhares e, depois, milhões marcham nas diversas capitais gritando o nome de Lula. A oposição reconhece que sua prisão foi uma imprudência. O PSDB acampa no Forte Apache, suplicando a intervenção dos militares. Seu pedido não ecoa. Os generais seguem legalistas, mas com uma pulga atrás da orelha com a denominada “República dos togados”, responsável pela jurisprudência de que “um suspeito pode ser acusado de suspeição”. A algema parece uma coroa. Lula sente que ressuscitou. Mas algo se quebrou para sempre. Ele acorda de sobressalto. O braço pegajoso, a sensação de que asas de inseto lhe nasciam das ancas. Murmurou a frase de Adoniran Barbosa: “A tristeza é um bichinho que pra roer tá sozinho”. Não existia algema inquebrantável, nem destino pré-determinado. Na volta à cama, vislumbrou a barata parada, olhando-o como se o desafiasse. Esmagou-a inclementemente. Voltou a dormir mais tranquilo, mesmo sabendo que os sonhos seriam os mesmos.

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03.12.15
ED. 5261

Invasão suspeita

 No último domingo, em Paris, a casa de Arnaud Strasser, braço direito de Jean Charles Naouri, manda-chuva do Grupo Casino, sofreu uma invasão pela terceira vez neste ano. A própria residência de Naouri, num subúrbio da capital francesa, já havia sido invadida, em abril, por um brasileiro, que se encontra preso. Em todas as ocasiões, nada foi roubado. A polícia francesa trabalha com a hipótese de espionagem e já estaria investigando duas empresas do ramo bem conhecidas no Brasil.

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03.12.15
ED. 5261

Centavos

 Os secretários estaduais de Fazenda têm hoje a mesma e angustiante rotina; passam o dia sentados à frente do computador acompanhando online o ingresso de receitas. Uma década depois, a presidência de Dilma Rousseff está reprisando o governo de Fernando de La Rúa, quando, uma a uma, as províncias argentinas quebraram.

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03.12.15
ED. 5261

Padrão Dell

 A Dell, que comprou o controle da EMC, gigante mundial da área de TI, por US$ 67 bilhões, começa a moldar a operação brasileira à sua imagem e semelhança. A primeira grande mudança está reservada para a gestão: Carlos Cunha deverá deixar o comando da subsidiária. Em seu lugar, assumirá um executivo da própria Dell.  Entre os parceiros comerciais, a maior vítima será a Foxconn. A fabricação das seis linhas de produtos da EMC no Brasil, a cargo da empresa de Taiwan, será transferida para a unidade da Dell em Hortolândia (SP).

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03.12.15
ED. 5261

Rebeldes

 Nos cálculos mais conservadores do governo, os senadores Paulo Paim e Walter Pinheiro já são contabilizados como votos pró- impeachment. Os dois estão com um pé fora do PT e, na semana passada, votaram a favor da prisão de Delcídio do Amaral.

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03.12.15
ED. 5261

Voz da América

 Em prisão domiciliar em Nova York, José Maria Marin pena para vender o controle de sua emissora de rádio em São Paulo. Começou pedindo R$ 20 milhões e, agora, já baixou o valor para R$ 15 milhões. Marin precisa pagar uma multa de US$ 15 milhões à Justiça norte-americana.

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03.12.15
ED. 5261

Porto Maravilha

 Aproveitando-se da depreciação dos ativos imobiliários no Brasil, o fundo norte-americano Advent deverá se associar a dois grandes empreendimentos no Porto Maravilha, no Rio.

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03.12.15
ED. 5261

Conta dividida

 A China Three Gorges não vai bancar integralmente os R$ 13,8 bilhões referentes às licenças das usinas de Ilha Solteira e Jupiá. Um terço da fatura será empurrado para a controlada EDP do Brasil. Procurada, a empresa disse “não confirmar a operação”,

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03.12.15
ED. 5261

Pouso forçado

 A Infraero não tem para onde correr: o PDV que será aberto em janeiro é o Plano A, B e C da estatal para equilibrar as finanças em 2016. Nas projeções da companhia, a conta só fecha com o afastamento de quatro mil funcioná- rios, um terço do atual efetivo. A empresa confirma os planos de desligamento incentivado, mas não fala em números.

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03.12.15
ED. 5261

Saneamento

 Após acertar a venda de sua operação de saneamento em Araçatuba (SP) para a espanhola GS Inima, a OAS negocia com dois fundos estrangeiros o controle da Epasa, de Lima, no Peru.

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