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Planos
27.11.15
ED. 5257

Por que Mr. Batista chora e ri com a Lava Jato

  Os fatos da última quarta-feira devem ter despertado em Eike Batista as lembranças e os sentimentos mais antagônicos. Tanto André Esteves quanto Delcídio do Amaral estão indissociavelmente ligados a sua trajetória, ainda que em polos opostos. O banqueiro remete a alguns dos maiores insucessos de Eike. Em sua biografia, Esteves aparece como o adviser de dupla face, por vezes mais empenhado em ludibriá-lo e tirar proveito dos problemas do empresário do que ajudar a solucioná-los. Já Delcídio é o parceiro fiel que o conduziu pela mão entre os corredores mais estreitos do poder e ajudou Eike a se livrar do complexo de não ser um “empresário do PT”, como ele mesmo dizia.  Para Eike, André Esteves foi quase sempre sinônimo de operações sinuosas e malsucedidas. Foi Esteves quem expôs o empresário a uma situação constrangedora ao convencê-lo a visitar o Bradesco e externar sua disposição de comprar a participação do banco na Vale. Poucos dias depois, o banqueiro vazava aos jornais o interesse de Eike e a fictícia negociação. Aliás, não foram poucas as vezes em que as reais intenções de Esteves só se revelariam posteriormente. Assim foi por ocasião do IPO da OSX, em 2010. Só bem mais tarde Eike identificou que o BTG usava um duplo chapéu. Adviser da operação, o banco trabalhou na ponta contrária e forçou a oferta a um piso mais baixo, com o propósito de ele próprio encarteirar os títulos. Algo similar ocorreu em 2013, quando os negócios de Eike já derretiam. Convocado para assessorar a EBX na venda de ativos, o banco avaliou a LLX a um preço três vezes menor do que, posteriormente, o grupo viria a conseguir no mercado. Mais uma vez, o BTG estava nas duas pontas. Esteves teria subapreciado o negócio com o objetivo de fazer uma oferta pela LLX por meio de um fundo. Antes da ruptura em definitivo, o banqueiro ofertou a Eike um crédito de R$ 1 bilhão e pediu participação nos resultados das empresas, um modelo que se revelaria um trampolim para uma tentativa de take over do grupo.  Já Delcídio sempre se notabilizou-se por ser um grande facilitador para os negócios da EBX. A relação começou por conta do projeto de Eike de construir um complexo minero-siderúrgico em Corumbá (MS). Ainda no governo FHC, antes de deixar a diretoria de gás e energia da Petrobras, Delcidio modelou, juntamente com Nestor Cerveró, o controverso contrato que beneficiaria a EBX e, em especial, a Termoluma com um retorno inusitado para o setor. Gradativamente, o petista se tornou um dos mais importantes canais de interlocução entre Eike e o governo Lula. Com o tempo, passou a recrutar executivos para o grupo, sobretudo na Petrobras. Paulo Monteiro, que formalmente cuidava da área de sustentabilidade, transformou-se em uma extensão do parlamentar na EBX tanto quanto uma extensão do empresário no gabinete de Delcídio. Foi o senador também quem aproximou Eike de José Dirceu, na frustrada tentativa de equacionar um imbroglio com o governo boliviano. Por todos estes fatos, os novos capítulos da Lava Jato deixaram Eike dividido. Os sentimentos difusos não somam um resultado conclusivo. Nessa pororoca de emoções, talvez o melhor mesmo é que nem Esteves nem Delcídio tivessem passado por sua vida.

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27.11.15
ED. 5257

Lava Jato assusta

 Na última terça-feira, por volta das 7h, os funcionários que chegavam à sede da BR Distribuidora, na Cidade Nova, no Centro do Rio, foram surpreendidos com uma diligência da Polícia Federal. Cerca de 20 agentes se espalharam pela portaria principal e pela garagem, bloqueando todas as saídas. Em poucos minutos, correu pelo prédio a informação de que a companhia estava sendo alvo de mais uma operação da Lava Jato. Para alívio geral, todo o esquema tinha por objetivo “apenas” a prisão do gerente da BR em Brasília, Adão Pereira, suspeito de participar de um cartel de distribuição de combustíveis no Distrito Federal.

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27.11.15
ED. 5257

Dias melhores

 A eleição de Maurício Macri foi celebrada na AES Brasil. Emissários do futuro presidente argentino já sinalizaram o interesse de renegociar um novo contrato para o fornecimento de gás à termelétrica de Uruguaiana. Há anos, a usina sofre seguidas interrupções por falta de combustível.

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27.11.15
ED. 5257

Perde e ganha

 Ainda que por uma lógica meio sádica, a inglesa Bristow, dona de 40% da Líder Táxi Aéreo, considera o momento propício para negociar o aumento da sua participação. O petrolão lançou a empresa numa forte turbulência financeira. Os afretamentos para a Petrobras, maior cliente da Líder, caíram mais de 30% neste ano.

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 Escritórios de advocacia e consultores políticos estavam elétricos ontem procurando dados sobre o perfil psicológico e emocional de Delcídio Amaral. A questão é saber se ele está mais para Nestor Cerveró ou para Marcos Valério.

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 Ontem, em conversas reservadas com senadores do PMDB, Renan Calheiros admitiu que passou do ponto na defesa de Delcídio do Amaral antes da votação da última quarta-feira. A isso Freud deu o nome de transferência.

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 Cargill, Louis Dreyfus , Bunge e Amaggi buscam mais um sócio para a construção da ferrovia entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), orçada em R$ 11,5 bilhões.

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27.11.15
ED. 5257

Black week

 Piada infame que circulava ontem pelas mesas do mercado. O BTG antecipou sua Black Friday em dois dias: na quarta-feira, foi possível comprar ações do banco com quase 40% de desconto.

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27.11.15
ED. 5257

Pista aberta

 A entrada da chinesa HNA na Azul abriu a porteira. As demais companhias esperam que o governo libere o aumento do capital estrangeiro no setor até meados do ano que vem.

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27.11.15
ED. 5257

Só para constar

 Não vai dar em nada, mas o governador do Amazonas, José de Oliveira, encaminhou aos ministros Jaques Wagner e Armando Monteiro um estudo desalentador sobre a situação da Zona Franca.

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27.11.15
ED. 5257

Visitantes?

 O fundo Shuaa Capital, de Dubai, ronda o setor imobiliário no Brasil.

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