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Planos
10.11.15
ED. 5244

CPFL é uma luz que pisca no painel da Votorantim

 Essa é uma história que poderia ser contada em uma mansão em Londres, na Egerton Street, em South Kensington, ou no Metropolitan Office, localizado na Rua Amauri, em plena capital paulista. Por enquanto, uma cortina pesada impede a mensuração do quantum de desejo que distorce o delineamento da realidade. Mas o enredo ultrapassou com sobras a tênue fronteira com a ficção. De um lado, três herdeiras, praticamente anglófilas, empenhadas em se desvencilhar da crueza dos fatos e preservar o mundo encantado em que vivem, nem que isso custe o desmantelamento de um dos maiores conglomerados empresariais do país; do outro, um clã bandeirante, amante da atividade fabril, sem nenhum rapapé, que se vê diante do desafio de reinventar um potentado da indústria nacional. Os caminhos das acionistas da Camargo Corrêa – as irmãs Renata de Camargo Nascimento, Regina Camargo Pires Oliveira Dias e Rosana Camargo de Arruda Botelho – e dos Ermírio de Moraes parecem fadados a se cruzar mais uma vez. O ponto de encontro é o provável retorno da Votorantim à CPFL , de onde saiu em 2009.  As hipóteses discutidas passam pela venda de parte ou mesmo da totalidade das ações da Camargo Corrêa, dona de 23,6% da CPFL. Tomando-se como base o valor de mercado da empresa, em torno de R$ 15,8 bilhões, esta fatia do capital estaria precificada em R$ 3,7 bilhões – cifra que não leva em consideração um eventual prêmio de controle. Em junho, a posição de caixa da Votorantim Industrial era de R$ 7,5 bilhões. Consultada, a Camargo Corrêa negou a venda da CPFL. Já a Votorantim não quis se pronunciar. O retorno à CPFL daria uma nova configuração à Votorantim, que se tornaria a maior empresa privada de geração do país, superando a Tractebel . Os Ermírio de Moraes teriam praticamente sua própria Belo Monte. A dobradinha CPFL/ Votorantim soma uma capacidade superior a 9,5 mil MW, não muito distante dos 11 mil MW da maior hidrelétrica da Amazônia. A dupla reúne mais de 30 hidrelétricas, 50 PCHs, 33 parques eólicos, além de usinas de biomassa e térmicas, isso contabilizando-se apenas os projetos já em operação.  Um negócio que começou movido pela necessidade da Votorantim de suprir suas próprias plantas industriais transformouse em um dos mais rentáveis do conglomerado. Neste ano, a participação da Votorantim Energia no Ebitda do grupo subiu de 6% para 10%. Em 2013, a empresa tinha apenas 24 contratos de venda de energia para terceiros. Hoje, são mais de 200. Caso a compra da CPFL se concretize, a área de energia passará a ser a maior operação da Votorantim, deixando para trás a emblemática divisão de cimento. Para efeito de comparação, no ano passado a CPFL teve receita de R$ 17 bilhões. Já o braço cimenteiro da Votorantim faturou R$ 13 bilhões.  E as distintas senhoras da Camargo Corrêa? Para as herdeiras de Sebastião Camargo, a alienação da CPFL seria apenas um passo a mais no processo de desmanche do grupo. A Alpargatas está à venda, a empreiteira, assim como os elefantes, caminha lentamente para o vale da morte, e nem mesmo a atividade cimenteira estaria de todo livre. No limite, as três irmãs fecham mais esta porta e qualquer outra que leve a cômodos indesejados. A prioridade é uma só: esquecer o passado e deixar que o crepúsculo da vida avance amena e mansamente. Uma das dádivas da aristocracia.

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10.11.15
ED. 5244

Aviso prévio

 Os funcionários da Monsanto terão um fim de ano angustiante. É esperado para janeiro o anúncio da cota que caberá à subsidiária brasileira no pacote global de demissões da companhia, que prevê o fechamento de 2,6 mil postos de trabalho. Os eleitos vão se juntar aos 150 já degolados no mês passado, com o fechamento da CanaVialis, braço sucroalcooleiro da Monsanto no Brasil.

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 O BTG vai vender mais 5% da Rede D’Or, o que poderá gerar cerca de R$ 1 bilhão. Um alívio para a contabilidade da área de private equity, que tem batráquios como BR Pharma e Sete Brasil? Nada disso. O dinheiro vai quase todo para o bolso dos sócios, responsáveis pelo aporte para a compra da fatia da rede hospitalar. A empresa não se pronunciou.

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 Romário tem se aproximado de Eduardo Paes. É o velho faro de artilheiro. O senador e potencial candidato à Prefeitura do Rio acredita que o apoio de Paes poderá cair no seu colo, como uma das tantas bolas que se ofereciam a ele na quina da pequena área. Como se sabe, o eterno candidato de Paes, Pedro Paulo Carvalho, caminha sobre uma corda bamba desde que teve seu nome citado no noticiário policial.

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  João Doria Jr. encontrou a razão de todas as razões para ter apenas 3% das intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo. Cismou que precisa de um programa de TV de perfil mais popular, exibido preferencialmente às tardes, horário em que José Luiz Datena e Celso Russomanno esbanjam seu bom-mocismo em defesa dos mais fracos. E no quesito “rostinho de bom moço”, todos sabem, Doria é imbatível.

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 A suíça Emmi, um dos grandes fabricantes de laticínios da Europa, escalou o Credit Suisse para prospectar ativos no Brasil. O banco já bateu à porta da paulista Shefa e da catarinense Tirol. A primeira nega a venda do controle; a segunda não comenta o assunto, assim como a própria Emmi.

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10.11.15
ED. 5244

Mendes Júnior

 Na mesma semana em que seu ex-vice-presidente Sergio Cunha Mendes foi condenado a 19 anos de prisão, a direção da Mendes Júnior se reuniu para discutir uma navalhada nos custos da companhia. As medidas deverão ser anunciadas nos próximos dias, entre elas o fechamento de três dos seis escritórios da empreiteira no país. A empresa não se pronunciou.

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10.11.15
ED. 5244

Hora errada

 Enquanto o senador Blairo Maggi pula do PR para o PMDB, o Grupo Amaggi decidiu permanecer no PSE, o “Partido dos Sem Etanol”. O Conselho vetou a construção de uma usina à base de milho no Mato Grosso. Não é hora de imobilizar US$ 150 milhões em um investimento de retorno tão incerto. A empresa não se pronunciou.

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10.11.15
ED. 5244

Ponto futuro

 Michel Temer tem feito seguidos afagos a dois dos principais líderes do DEM, o senador José Agripino Maia e o deputado Mendonça Filho. Coisa de quem está empenhadíssimo em montar sua própria base aliada.

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