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Planos
23.10.15
ED. 5233

Dedini é um pote até aqui de fel

 É difícil dizer de onde vem a maior ameaça ao futuro da Dedini: se das dívidas e prejuízos que empurraram a empresa para a recuperação judicial ou do rancor que corre nas veias de seus controladores. A grave crise financeira da companhia acirrou a rixa entre os Dedini Ometto – uma família estilhaçada desde a morte de seu patriarca, Dovilio Ometto, em 2007. Filho de Dovílio e um dos herdeiros da maior fabricante de equipamentos para a indústria sucroalcooleira da América Latina, Mario Dedini Ometto estaria se movimentando para comprar participações em poder de outros familiares reunidos nas subholdings AD e Nidar – ambas detêm 49% da companhia. Seu objetivo maior seria a destituição do sobrinho Giuliano Dedini Ometto Duarte da presidência do grupo.  Mario Dedini está convicto de que nem será preciso fazer muita força: bastará uma leve balançada na árvore para que o “galho solto” caia no chão. A situação de Giuliano Dedini é tida como tão frágil quanto a própria saúde financeira da empresa que dirige. As dívidas da Dedini com bancos e fornecedores passam dos R$ 300 milhões, para um patrimô- nio negativo de R$ 160 milhões. Há ainda R$ 900 milhões em passivos fiscais que não entraram na recuperação judicial. Os prejuízos acumulados nos últimos dois anos somam R$ 640 milhões. Não faltam, portanto, motivos para que a gestão de Giuliano seja bombardeada pelo sangue do seu sangue. Adicione-se a este cenário a conturbada sucessão de Dovílio Ometto. O que está em jogo não é apenas o porvir da Dedini, mas também seu passado recente. Há um acerto de contas latente entre eleitos e preteridos.  Pouco antes de morrer, Dovílio Ometto transferiu à filha Juliana um punhado de ações da Doado, holding familiar controladora da Dedini. Foi o suficiente para que a herdeira tivesse uma participação superior à do irmão Mario e passasse a dar as cartas na companhia, indicando Giuliano, seu filho, para a presidência. Juliana faleceu um ano depois, embaralhando ainda mais as relações societárias da Dedini. Desde então, a empresa vive em permanente guerra fria. Houve algumas tentativas de costura do tecido familiar, mas Mario jamais se conformou em ser colocado para escanteio pelo pai e tenta tomar as rédeas do negócio. Só que ele próprio tem de cavalgar com cuidado. Mario também tem seu calcanhar de aquiles: na semana passada, uma corte arbitral de Nova York o condenou a pagar uma indenização de US$ 100 milhões à Abengoa, por entender que o empresário inflou as projeções de produção de três usinas de álcool e açúca

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23.10.15
ED. 5233

Petrobras vira um sócio indesejado

 A Petrobras está em um córner: ou reduz sua participação no bloco BMS-11 e permite a chegada de um investidor capitalizado ou, perde os sócios Shell /BG e Galp. Os dois grupos não conseguem enxergar uma terceira saída. É crescente a pressão dos sócios para que a estatal se desfaça de parte de suas ações (65%). A própria dupla arregaçou as mangas e chamou para si a tarefa de buscar um investidor no mercado. Segundo o RR apurou, a China National Petroleum Corporation (CNPC) tem interesse no negócio.  A prioridade da Shell, que herdou a participação da BG, e da Galp é mitigar o Risco Petrobras. O projeto de desenvolvimento dos campos de Iara e Iracema está praticamente parado em razão do torpor financeiro da estatal. Das oito plataformas encomendadas, apenas duas foram entregues. Todas as demais estão atrasadas em pelo menos um ano.

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23.10.15
ED. 5233

Futuro incerto

 A Caterpillar está fazendo uma contagem regressiva. Pelos próximos oito meses, o futuro da fábrica de locomotivas da Caterpillar de Sete Lagoas (MG) está garantido. Após isso, há uma enorme interrogação. A empresa se depara com uma ausência de novos contratos de fornecimento do segundo semestre de 2016 em diante.

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23.10.15
ED. 5233

A banda

  Se o governo vier com uma banda fiscal em 2016 está dada em 14,25% a taxa Selic mínima do próximo ano. Em tempo: quando a banda fiscal ainda era objeto de envergonhados comentários de alguns analistas, o RR já tratava do tema – ver edição de 5 de março. Agora, o assunto já ficou sem vergonha.  E como é que fica Joaquim Levy? Não era urgente dar um choque na economia para derrubar inflação e trazer de volta o crescimento? 2017 também está em risco? Pode ser que o pior seja o melhor para Levy neste momento.

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23.10.15
ED. 5233

“É doce morrer no mar…”

Michel Temer está com uma expressão exangue de dar medo. Volta e meia, canta a melodia de Caymmi: “É doce morrer no mar…” Temer tem um interesse todo especial por portos, navios e outros assuntos marítimos.

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23.10.15
ED. 5233

Airbag furado

 A Takata corre risco de perder um grande cliente, a Toyota, devido a problemas com airbags, inclusive com necessidade de recalls em diversos modelos de veículos. A Takata, incluída em processo no Cade por suspeita de cartel, nega a saída da Toyota.

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23.10.15
ED. 5233

Empecilho

 A um só tempo, Romeu Tuma Junior está prestes a assinar a ficha de filiação ao PTB, colabora com o PMDB no âmbito da CPI do BNDES e tem prestado consultoria informal ao PSDB em assuntos relacionados à Lava Jato. Para o ex-secretário Nacional de Justiça, não importa a cor do gato se o objetivo é piorar ainda mais a vida do governo.

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23.10.15
ED. 5233

Nota

 Há exatos 605 dias, mais precisamente na edição de 24/02/14, o RR já noticiava a gravíssima situação financeira da Usina São Fernando , hoje a um passo da falência. O curioso é que, à época, a companhia negou ter qualquer vínculo societário com o encalacrado empresário José Carlos Bumlai. Talvez fosse melhor mesmo.

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