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Planos
16.10.15
ED. 5228

Há mais dúvidas do que carne no prato da Pif Paf

 Dono do Pif Paf, uma espécie de campeão do segundo grupo dos frigoríficos nacionais, Luiz Carlos Costa está parado em frente a uma bifurcação. A decisão que lhe cabe não é simples: de um lado, a opção de insistir na compra de pequenas indústrias regionais e, assim, seguir à frente do negócio fundado por seu pai há meio século; do outro, a tentação de colocar um caminhão de dinheiro no bolso com a venda da companhia. A pressão para que ele escolha este segundo caminho vem de fora e de dentro de casa. A BRF não sai da sua porta. Já teria oferecido mais de R$ 500 milhões pelo Pif Paf. Ao mesmo tempo, sua família faz força pelo negócio, temerosa de que Costa perca a oportunidade e, mais adiante, seja obrigado a se desfazer da empresa na bacia das almas.  Os fatos recentes alimentam a apreensão familiar. Com um faturamento de R$ 1,8 bilhão, o Pif Paf já viveu dias melhores. Os planos de expansão nacional e compra de frigoríficos fora de Minas Gerais foram abandonados há pouco mais de um ano. No mesmo período, Costa baixou a guarda e tentou atrair um investidor para o capital da empresa. Conversou com muitos fundos, daqui e de fora, mas divergências quanto à precificação do ativo brecaram o negócio. A BRF é o que Costa tem à mão neste momento.

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16.10.15
ED. 5228

Katia Abreu sai em busca de mercado para o leite brasileiro

 Katia Abreu tornou-se “garota-propaganda” da indústria láctea nacional. A ministra da Agricultura iniciou uma cruzada para vender o leite e derivados made in Brazil e aumentar o peso destes produtos na pauta de exportações. Trata-se de um dos raros segmentos da cadeia do agronegócio em que o país acumula seguidos déficits comerciais. Com seu habitual estilo trator, na linha do “me dá aqui que eu faço”, Katia chamou para a si a responsabilidade de bater à porta dos grandes compradores mundiais de lácteos, leia-se as maiores empresas varejistas do mundo. Recentemente, conversou com Jorge Paulo Lemann, a quem solicitou, sem rodeios, que a rede de restaurantes Burger King aumentasse a compra de leite produzido no Brasil. É só o início. Segundo o RR apurou, a via láctea de Katia Abreu incluirá também encontros com dirigentes dos grandes conglomerados de varejo internacionais presentes no país, como Carrefour, Casino, Walmart e Cencosud, com o objetivo de sensibilizar estes grupos a elevar as importações de lácteos junto à indústria brasileira.  Há seis anos, não sobra nem um restinho de requeijão no fundo da balança comercial. Nesse período, o saldo entre as exportações e importações de lácteos acumulou um resultado negativo de quase US$ 2 bilhões. Em 2014, é bem verdade, o país registrou o menor déficit do período (US$ 101 milhões). No entanto, tudo indica que o número voltará a subir neste ano – no primeiro semestre, as importações superaram as exportações em US$ 60 milhões.  Katia Abreu está convicta de que o problema não será resolvido distribuindo caquinhos de verba do ministério para os laticínios nacionais montarem estandes em feiras no exterior. Para ela, o país terá realmente de arrancar mercado na unha, sensibilizando grandes compradores das mais variadas latitudes. Por se tratar de um mercado de escalas colossais, qualquer gota a mais no copo faz diferença. Em um exercício meramente hipotético, se cada uma das 11 mil lojas do Walmart em todo o mundo vender por dia uma caixinha a mais de leite brasileiro, ao fim do ano isso representará mais de quatro milhões de litros, ou o equivalente a quase 3% do déficit comercial do setor no ano passado.

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16.10.15
ED. 5228

Podem pular fora

 O ex-presidente Lula baixou os flaps da CPMF junto à bancada do PT na Câmara. Na reunião com os deputados, ontem, o ex-presidente liberou todos para que pulassem fora do barco. A lógica é bem lulística: perdido por um déficit fiscal é a mesma coisa de perdido por um déficit fiscal e meio. Com o rebaixamento do país por mais uma agência de risco, não haveria mais motivo para a correria. O imposto seria votado no ano que vem, lustrando o resultado fiscal de 2016, muito provavelmente sem Joaquim Levy no Ministério da Fazenda.

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16.10.15
ED. 5228

Racionamento

 O presidente da Sabesp , Jerson Kelman, já recebeu a má notícia. O governo Geraldo Alckmin, que acaba de ser premiado pela Câmara como a melhor gestão de recursos hídricos do país, vai cortar o orçamento da estatal para R$ 1,8 bilhão em 2016. Neste ano, o dispêndio será de R$ 2,4 bilhões.

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16.10.15
ED. 5228

Prateleira

 Rodeado de dívidas e prejuízos, o octogenário Affonso Henne tenta empurrar a operação de informática da Semp Toshiba para a Positivo .

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16.10.15
ED. 5228

Trilhos tortos

  A Valec fez um negócio da China às avessas. Parte dos trilhos que comprou junto à chinesa Pangnag, numa concorrência de R$ 1,3 bilhão, teria vindo com defeito. A Valec quer a troca dos equipamentos, mas não vem obtendo êxito junto ao grupo asiático. Procurada, a Valec negou o problema.

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16.10.15
ED. 5228

Horário nobre

  Após lançar um site para colher assinaturas, os parlamentares da oposição à frente do Movimento Pró-Impeachment planejam agora uma maciça campanha na TV, com direito, inclusive, à contratação de um marqueteiro. A ideia é que os anúncios não levem a assinatura de partido algum.

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16.10.15
ED. 5228

Bilhete de ida

  O governo cogita uma importante mudança nas regras dos leilões aeroportuários: eliminar a presença obrigatória da Infraero nos consórcios que disputam as licitações. Hoje, a estatal tem assento cativo, com, no mínimo, 15% do capital. Se valesse a jurisprudência, a Petrobras estaria livre de participar compulsoriamente dos leilões do pré-sal.

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