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Planos
22.09.15
ED. 5211

Uma ficção na fronteira de uma realidade repetida

Era noite aberta quando o engenheiro Henrique Meirelles adentrou no seu closet. A sua frente dezenas de ternos de fino corte luzidios, praticamente todos da cor cinza-chumbo, sua marca registrada. Queria escolher com calma qual deles iria vestir em sua posse. Em meio ao passar de vista, deparou-se com o costume que usou ao entrar pela primeira vez no Banco Central como presidente da instituição. Alisou a manga do paletó repleto de pensamentos. O desafio agora seria bem maior. Meirelles assumiria o Ministério da Fazenda com a responsabilidade de ancorar as expectativas de toda a nação. Tinha a palavra da presidente Dilma Rousseff de que receberia carta-branca para tomar as decisões necessárias ao ajuste. A fricção mais grave entre ambos, ocorrida no fim do governo Lula em função de um telefonema não respondido, tinha sido superada pela gravidade das circunstâncias. Meirelles gesticulou como se estivesse com uma batuta entre os dedos, regendo uma orquestra. Parte do receituário já tinha sido proposta por seu antecessor, Joaquim Levy. Outra parcela encontrava-se nos escaninhos da Fazenda pronta para ser implementada. Levy havia cumprido a tarefa de elaborar e anunciar as medidas mais desgastantes e vê-las serem torpedeadas pelos grupos de interesse e pelo Congresso Nacional. Em nove meses, tornara-se titular da “Pasta do Sacrifício”. Renunciara ao Ministério por vontade própria. Tinha chegado ao seu limite. O ex-presidente do BC se tornaria ministro com o waver das metas descumpridas em 2015. Isso também ficaria na conta de Levy. A extensão da crise econômica chegara a um ponto em que medidas antes politicamente inviáveis passaram a ser palatáveis. Todas as reformas – da Previdência, tributária, administrativa – ingressaram na agenda da estabilização. Meirelles lembrou-se da voz roufenha do padrinho. Lula tinha indicado alguns atalhos, tais como os impostos sobre heranças e doações e sobre fortunas. O futuro ministro sorriu com a ideia de que um banqueiro anunciaria medidas para taxar os ricos. Dos pobres, Levy e Alexandre Tombini já tinham se encarregado. Quanto às futuras decisões para o aumento da austeridade, que deixassem com ele. A crise engendraria uma maior tolerância dos empresários e dos políticos com Meirelles. E a mídia? Como se sabe, ele tiraria de letra. O novo ministro da Fazenda antecipava em suas elucubrações o roteiro da mudança de expectativas. Após cumprir a liturgia da posse no novo cargo e desfilar com sua voz de barítono velhas medidas como se fossem novas, Meirelles partiria para Nova York. Na Meca dos banqueiros, reuniria financistas de todas as estirpes para ser celebrado como filho pródigo e arauto da mudança. Sorriu ainda mais largo ao imaginar as manchetes do Wall Street Journal, The Economist, Financial Times, entre outros, saudando sua nomeação. Pelo menos naquele salão do Plaza Hotel o Brasil já tinha recuperado seu investment grade.

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22.09.15
ED. 5211

Louis Dreyfus tritura suas usinas no Brasil

O clima na Louis Dreyfus Commodities (LDC) é de vai ou racha. Os franceses estão embalando um pacote de medidas no que deverá ser a última tentativa de debelar os seguidos prejuízos da Biosev, sua operação sucroalcooleira no Brasil. Nas próximas semanas, a companhia deverá desativar duas usinas de açúcar e álcool nas cidades de Pedra de Fogo (PB) e Arez (RN), encerrando de vez as atividades no Nordeste. Também estaria em pauta o fechamento de mais duas das cinco unidades ainda em funcionamento em São Paulo – no ano passado, os franceses paralisaram a produção nas cidades de Jardinópolis e São Carlos. Formalmente, a Biosev nega o fechamento das refinarias. Há muito que a LDC já gostaria de estar longe desses canaviais. Nos últimos três anos, o grupo fez duas tentativas de vender seus ativos de açúcar e álcool no Brasil, mas as propostas apresentadas não chegaram nem perto do valor pedido. Os franceses já investiram R$ 2 bilhões na operação, mas só colhem prejuízos: mais de R$ 3 bilhões nos últimos seis anos. A maior praga no balanço é a dívida de curto prazo de R$ 3 bilhões, para um patrimônio líquido inferior a R$ 500 milhões. E assim a LDC segue na rotina de triturar cana e esmagar o social: a cada usina fechada, lá se vão 300 ou 400 postos de trabalho.

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22.09.15
ED. 5211

Moustache

Desde que Ricardo Berzoini e Jaques Wagner passaram a ser citados como candidatos à Casa Civil, surgiram na mídia comentários irônicos em relação aos horários matinais e às jornadas de trabalho de ambos. O modus operandi não deixa dúvidas: o vazador-mor do Planalto não se emenda.

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22.09.15
ED. 5211

Guarda suíça

O professor de Harvard, William Ury, tornou-se o mais destacado conselheiro estratégico de Abilio Diniz. Ury cuida principalmente da tática de guerrilha diária usada por Diniz contra seus inimigos. Ambos contam com um verdadeiro serviço de informações, liderado por empresas como Argos e Kroll.

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 Luciano Huck deverá ser o animador de campanha de João Doria Jr., caso ele saia como candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. Como se imagina, Huck traz na sua cauda metade da Rede Globo.

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22.09.15
ED. 5211

Cabine dupla

A China Machinery Corporation comunicou ao ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, a intenção de instalar uma fábrica de equipamentos ferroviários no Brasil.

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22.09.15
ED. 5211

JAC Motors

Mesmo com a crise do setor automotivo, a chinesa JAC Motors planeja montar uma fábrica no Brasil. Este carro só terá lugar para o motorista: seu sócio no país, o empresário Sergio Habib, não deverá passar nem perto do projeto.

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22.09.15
ED. 5211

Raposa

A Fox Sports, de Rupert Murdoch, estuda ter um terceiro canal a cabo no Brasil – a exemplo de suas principais rivais, SporTV e ESPN.

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22.09.15
ED. 5211

Blindagem

Lideranças do PMDB trabalham para brecar a convocação de Roseana Sarney pela CPI da Petrobras. Há poucas semanas, em depoimento à própria CPI, Paulo Roberto Costa disse que a ex-governadora do Maranhão recebeu recursos desviados da Petrobras.

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