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Planos
15.09.15
ED. 5206

Invepar se aproxima da hora da verdade

22 de setembro. Este é o Dia D para um dos maiores grupos de infraestrutura do país: a Invepar. Depois de muitas idas e vindas, está confirmada para a próxima terça-feira a assembleia geral de credores da OAS. Na ocasião, os bancos votarão a proposta de cessão para a Brookfield do direito de preferência na compra da participação da empreiteira na Invepar, contrapartida para o empréstimo de R$ 800 milhões obtido pela construtora baiana. O que está em jogo, neste caso, é o futuro da concessionária de transportes. O eventual veto dos credores da OAS à transferência das ações para a Brookfield colocará em xeque a própria continuidade das operações da Invepar. A gestora canadense é a única solução à vista para a grave crise financeira da empresa. Até o momento, nenhum outro grupo manifestou interesse em se associar ao negócio. A Brookfield já teria, inclusive, se comprometido com Previ, Funcef e Petros, donas de 75% da Invepar, a fazer um aporte emergencial de até R$ 1 bilhão, recursos que permitiriam à companhia honrar um terço das suas dívidas de curto prazo. No mercado, a percepção geral é que a Invepar está derretendo. Entre junho de 2014 e junho deste ano, sua dívida bruta cresceu 32%. No mesmo intervalo, a relação dívida líquida/ Ebitda saiu de quatro para 5,8 vezes. O caixa atual, em torno de R$ 1,8 bilhão, só cobre 60% das dívidas com vencimento nos próximos 12 meses. * A Invepar não retornou ao nosso contato.

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15.09.15
ED. 5206

Um algodão entre os cristais do ajuste fiscal

O ministro Joaquim Levy já recebeu o conselho, de viva voz, em São Paulo, de um admirador colaborativo: “Chama o Luciano Coutinho para te ajudar. Você está muito sozinho”. A conversa escorria, com as devidas mesuras protocolares, sobre a guerra fria entre Levy, Nelson Barbosa e Aloizio Mercadante, a impossibilidade da onipresença do ministro da Fazenda e seu baixo traquejo para a negociação do ajuste fiscal. Coutinho, que está quieto no BNDES, viria para missões específicas, tais como representar Levy em reuniões do Banco Mundial ou do FMI, por exemplo. O staff do ministro não tem quadros dessa envergadura. Mas a maior das suas incumbências seria a “missão de todas as missões”: Coutinho seria uma espécie de embaixador para a negociação com o Congresso, empresários e a mídia do pacote de corte de gastos e aumento das receitas. Alguém se lembra do ministro extraordinário para renegociação da dívida externa? Foi no governo Collor que o embaixador Jorio Dauster exerceu com notório êxito a função. Na ocasião, o Joaquim Levy d’antanho, com o perdão da comparação, era a todopoderosa ministra Zélia Cardoso de Mello. O economista Antônio Kandir era o que havia de mais fronteiriço a Nelson Barbosa. Dauster foi se dedicar exclusivamente ao assunto, sem criar ciúmes, superposições, fofocadas. Seu exemplo avaliza o replay do modelo. Luciano Coutinho reúne as características essenciais para a função: é inabalável, possui uma paciência de Jó, entende do assunto, tem trânsito no PMDB – foi um dos fundadores do partido original –, conhece o empresariado que interessa e pode fazer uma boa ponte com a Unicamp – onde foi professor de Dilma Rousseff e de Mercadante, só para dizer alguns. E ainda tem o fundamental: uma boa relação com Levy. A mediação em tempo integral permitiria que o economista, com seu estilo zen, ficasse debelando incêndios e abatendo os balões de ensaio que são soltos a cada minuto. Coutinho, com seu estilo didático, teria o perfil para percorrer incansavelmente os gabinetes do Congresso explicando cada vírgula do ajuste. Segundo o interlocutor de Levy, a ideia seria uma resposta aos defensores simplórios de que tudo se resolve dando o que o PMDB quer, portanto laborar no assunto é uma atitude moralmente defensável, mas pragmaticamente inoperante. Coutinho tem como adversário a campanha deflagrada contra o BNDES. Mas, por enquanto, nada colou.

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15.09.15
ED. 5206

Canela de vidro

Guardadas as devidas proporções, há mais um Jean-Charles Naouri na vida de Abilio Diniz. O desafeto atende pelo nome de Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo. Aidar demitiu sumariamente o CEO do clube, Alexandre Bourgeois, indicado pelo empresário. Conselheiro do São Paulo, Abilio promete calçar suas chuteiras de travas mais altas.

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15.09.15
ED. 5206

Camargo Corrêa

A primeira opção da Camargo Corrêa ainda é a venda de parte da InterCement. Mas a direção da empreiteira já discute um Plano B: a negociação ou mesmo o fechamento de fábricas deficitárias, a começar por unidades na Argentina. * A InterCement não nos retornou.

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15.09.15
ED. 5206

Serginho voltou

 Dilma Rousseff voltou a conversar bastante com Sergio Cabral. Agora, então, que a Lava Jato arquivou as denúncias contra o ex-governador, a interlocução só tende a crescer.

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15.09.15
ED. 5206

Ressurreição

Entre os procuradores da Lava Jato, a expectativa é que a delação de Fernando Baiano destampe um caldeirão de malfeitos no Dnit. Má notícia para o momentaneamente esquecido Fernando Cavendish, ex-controlador da Delta. Há três anos, a empreiteira foi investigada na CPI do Cachoeira por suas ligações com o Dnit.

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15.09.15
ED. 5206

Bilhete azul

Paulo Sergio Kakinoff estaria deixando a presidência da Gol. A saída seria motivada por divergências mercadológicas com os acionistas e erros em operações de hedge cambial. A companhia garante a permanência de Kakinoff.

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15.09.15
ED. 5206

Sala de espera

 O economista Otaviano Canuto, ex-Banco Mundial e hoje representante do Brasil no FMI, é tido como nome certo na reforma ministerial. Vai errar quem tirar conclusões precipitadas.

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