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Planos
04.09.15
ED. 5200

Aço derretido

Além das negociações com os principais bancos credores da CSN em busca do alongamento do passivo da empresa, na casa dos R$ 32 bilhões, Benjamin Steinbruch estaria agora convocando a McKinsey. A missão da consultoria seria comandar uma drástica reestruturação na companhia. Oficialmente, a CSN nega a contratação da McKinsey.

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04.09.15
ED. 5200

Dilma já não sabe o que é um “ajuste de esquerda”

É noite de segunda para terça-feira no Palácio da Alvorada e a secura do Planalto Central faz com que a garganta da presidente se pareça com o deserto dos tártaros. Insone, Dilma Rousseff deixa o quarto, desce um lance de escadas e caminha até a biblioteca, onde se posta diante da tapeçaria de Di Cavalcanti atrás de sua mesa. No fim de semana anterior, ela chegou a pensar que teria direito a alguns instantes de alívio e poderia postergar decisões fulcrais por conta dos feriados geminados da segunda – Independência, no Brasil, e Labor Day, nos Estados Unidos. Puro autoengano. Dilma só consegue pensar que, em pouco mais de 24 horas, a Standard & Poor’s vai divulgar sua nova avaliação de rating para o Brasil. O eventual rebaixamento da nota (hoje, BBB-) e a consequente perda do grau de investimento vão transformar sua governança em farrapo. A protagonista se pergunta como deixou as coisas ficarem assim. Em sua cabeça um turbilhão se abate sobre suas convicções ideológicas. “Afinal, o que o meu governo tem de esquerda?” A presidente mira sobre a mesa a pilha de relatórios que recebeu ao longo da tarde. Os dados e números saltam à frente de seus olhos. Dilma se questiona se ainda tem nexo 96 milhões de brasileiros usufruírem de algum tipo de benefício do governo – não estão inclusos nesse número os funcionários públicos municipais, estaduais e federais. Lembra que, mantida a progressão de crescimento dessa benemerência, até o fim de seu mandato cerca de 150 milhões de pessoas serão, de alguma forma, passageiras e dependentes do trem-pagador do Estado. Indaga-se também se faz sentido aumentar impostos para não cortar gastos que são concentradores de renda e favorecem determinados segmentos. Questiona por que não avançar ainda mais na reoneração das folhas de pagamentos. Dilma toma a direção do Salão de Estado. As interrogações a perseguem pelo corredor. Não seria possível retirar a política de apoio à aquisição pelos estados de compras de mercadorias nacionais? Na maioria dos produtos, a preferência doméstica custa até 30% a mais. Ao se lembrar dos gastos não mandatários, Dilma se pergunta também se não seria o caso de diminuir os R$ 8 bilhões em despesas vinculadas a grupos específicos, como repasses ao MST ou mesmo os benefícios da Lei Rouanet? E mais: por que não mexer nos 4,97% do PIB que correspondem a subsídios diversos, que vão de transferências para a Zona Franca de Manaus até a dedução do IR com gastos de saúde? E por que não acabar com as alíquotas de importação, mesmo que alguns setores sofram na partida? Próxima ao Salão Nobre, a presidente reflete: “Se tivéssemos um mercado de capitais de verdade que reduzisse a dependência do Estado, poderíamos abrir mão de boa parte do crédito direcionado”. As horas passam e o Alvorada faz jus ao nome. Um pensamento veloz a assalta de repente: “Será que ser de esquerda não é democratizar os benefícios concedidos a grupos de interesse, transformando-os em estabilidade, produção e emprego?” Os primeiros raios de sol iluminam em Dilma a convicção de que é necessário o anúncio de um conjunto de medidas críveis e imediatas. A receita adicional poderia chegar a R$ 220 bilhões – pouco mais de três vezes o superávit original de Joaquim Levy. Dilma respira fundo e segue em direção às escadas para voltar ao seu quarto. A garganta ainda queima e a terça-feira promete ser longa.

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04.09.15
ED. 5200

Fogo brando

Os herdeiros do empresário Edson Queiroz não sabem mais o que fazer para manter aceso o fogo da Esmaltec. As vendas da fabricante de fogões estão recuando mês após mês. Oficialmente, a empresa admite a queda, mas não divulga os números.

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O coro da BRF anda muito bem ensaiado. Além do próprio Abilio Diniz, dois dos principais conselheiros da empresa, os ex-Sadia Luiz Fernando Furlan e Walter Fontana Filho, têm feito diversos elogios ao ministro Joaquim Levy e ao ajuste fiscal.

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04.09.15
ED. 5200

Santo de casa

A CPI dos Fundos de Pensão deverá convocar o lobista Fernando “Baiano”, preso em Curitiba. Isso, claro, se os peemedebistas da Comissão aprovarem a requisição.

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04.09.15
ED. 5200

House of Cards

O Brasil pulsa na tela do Netflix. O grupo está prestes a abrir um escritório no Brasil, debaixo do qual ficarão suas operações na América Latina. O desembarque no país será acompanhado de um pacote de investimentos em tecnologia e geração de conteúdo.

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04.09.15
ED. 5200

Trilhos tortos

A ANTT pretende lançar em janeiro o edital de licitação do trecho sul da Ferrovia Norte-Sul, que ligará as cidades de Anápolis (GO) e Estrela D’Oeste (SP). A questão é: vai ter exigência de preço mínimo ou o vencedor sairá pela menor tarifa? Se a ANTT optar pela obrigatoriedade de pagamento da outorga, periga não aparecer uma alma no leilão.

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04.09.15
ED. 5200

Petrobras

Uma equipe da Exxon está instalada na Petrobras, analisando os dados dos quatro blocos no pré-sal nos quais a estatal deverá se desfazer de suas participações – Carcará e Júpiter, na Bacia de Santos, e Pão de Açúcar e Tartaruga, na Bacia de Campos. * Procuradas pelo RR, Exxon e Petrobras preferiram não comentar.

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04.09.15
ED. 5200

Safra de dólares

Deus salve o agronegócio: com o câmbio a favor, o governo estima que as exportações de soja e derivados poderão chegar a US$ 25 bilhões neste ano, quase 10% a mais do que em 2014

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