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Planos
01.09.15
ED. 5197

Godot espera sentado pelo orçamento de 2016

A construção do orçamento da República na gestão Joaquim Levy e Nelson Barbosa, uma peça escrita para não ser encerrada, sempre foi um jogo de despistes. Sua maior inovação foi alternar constantemente as funções do corifeu e dos coreutas na encenação do teatro originalmente grego. O corifeu, nesta tragédia, deve ser compreendido como o governo central, a quem cabe o papel de conduzir a linha mestra do drama. Os coreutas, por sua vez, seriam o correspondente do Congresso, ou seja, o coro que pontuaria o andamento da história com intervenções, ora de pesar, ora de louvor. No palco da dramaturgia orçamentária, ninguém sabe quem representa o corifeu ou os coreutas. Eles trocam de lugar o tempo inteiro. Esse espetáculo do absurdo é resultante de uma combinação nunca dantes experimentada da impotência do poder com a malversação da política. Buscando inspiração no realismo fantástico de Júlio Cortázar, é um jogo de amarelinha das impossibilidades. O envio ao Congresso da proposta de orçamento com uma previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões em 2016 é a cena mais recente desta montagem. Mais uma vez, não se consegue distinguir o corifeu dos coreutas. À medida que Dilma Rousseff se esconde na coxia e abre mão da direção do espetáculo, mais os atores trocam de personagem diante da plateia. O resultado é um coreografado jogo de empurra. O governo lança a responsabilidade no colo do Congresso, que dissimula, posa de protagonista e devolve a bola para o governo. É incontável a quantidade de medidas que já foram cogitadas, anunciadas ou dadas como certas para nunca serem aprovadas. Basta revisitar as páginas de jornais, nas quais o teatro orçamentário é alvo de resenhas diárias. Inicialmente, a meta de superávit fiscal caiu de 1,2% do PIB para 1,1% e ali ficaria. Puro jogo de cena. Não tardou para que a Fazenda, o Planejamento e a Casa Civil surgissem com o tal do superávit com ressalvas, uma espécie de caco fiscal. A meta desceu para 0,15%, mas, na prática, uma cláusula de abatimento de até R$ 26,4 bilhões permitirá que o superávit se transforme em déficit caso haja “frustração das receitas projetadas”. Pouco depois, Renan Calheiros emprestou seu nome a uma agenda que nunca foi sua, um embrulho de mercadorias vencidas, tais como a aceleração de licenças ambientais, a cobrança diferenciada no SUS e o imposto sobre heranças. Uma parcela expressiva da Agenda Brasil foi anunciada como a salvação da lavoura, embora se soubesse desde sempre que a maioria de suas proposições carrega em si o carimbo de “inexequível”. Depois vieram propostas de taxações sobre eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus, imposto sobre vinhos, venda de ativos, concessões e uma ida e vinda de projetos variados de repatriação do capital. E, assim, a cenografia foi sendo tomada por blefes e balões de ensaio: mudança nas regras do IOF, reoneração da folha, reforma do PIS/Cofins e, o ápice, a recriação da CPMF. Pouco importa se a melhor medida de todos os tempos dura apenas um dia. Ontem mesmo, a proposta de orçamento do governo – “realista e adequada”, nas palavras de Nelson Barbosa – era tratada como algo absolutamente irreal no Congresso. A seu tempo, a peça orçamentária encontrará seu desfecho, mas corifeu e coreutas, nesse mimetismo cívico irreconhecível, terão muito do que se lamuriar desse comportamento imprevidente e antirrepublicano.

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Romário, como sempre, não perdoa seus adversários. Com uma certa dose de sadismo, o senador pretende deixar o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, seu grande desafeto, para o grand finale da CPI do Futebol. Antes, quer ouvir os ex-presidentes da entidade Ricardo Teixeira e Jose Maria Marin.

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O próximo alvo a ser desconstruído no governo Dilma Rousseff é o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Vão tentar tirá-lo do cargo de qualquer maneira. Mas quem quer afastar Tombini da autoridade monetária? A maior central de boatos do país opera ao lado da própria presidente. Tem nome, sobrenome e bigode.

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A Lava Jato é um ímã que insiste em atrair o empresário Carlos Sanchez, dono do laboratório farmacêutico EMS. Além das notórias relações com José Dirceu, em seu último depoimento Alberto Youssef também teria ligado Sanchez a Antonio Palocci.

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01.09.15
ED. 5197

À deriva

A CCR está seriamente inclinada a devolver a concessão da Barcas S/A, que faz a travessia entre Rio e Niterói. Os prejuízos grudaram feito craca no casco da empresa: as perdas acumuladas nos últimos três anos chegam a R$ 150 milhões.

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01.09.15
ED. 5197

Carros de luxo

Recessão é praga que mata a raiz, mas demora a chegar ao topo da árvore. As vendas de veículos de luxo da Volvo no Brasil registram uma alta de 20% neste ano. As projeções dos suecos indicam que, até dezembro, esse índice deverá bater nos 25%.

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01.09.15
ED. 5197

Luz apagada

O nº 1 de Furnas, Flavio Decat, tem despachado diretamente com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. É como se o presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, sequer existisse.

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01.09.15
ED. 5197

Vice da indústria

Michel Temer descobriu um nicho de mercado. Depois do jantar patrocinado pela Fiesp, já teriam chegado ao Palácio do Jaburu convites das federações das indústrias de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.

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01.09.15
ED. 5197

Torneira fechada

 O governador da Bahia, o petista Rui Costa, vai pedir uma audiência a Dilma Rousseff para reclamar da demora na liberação de verbas para o estado. A orelha do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, vai arder.

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01.09.15
ED. 5197

O ajuste de Josué

Josué Gomes da Silva, que quase foi ministro, está promovendo seu próprio ajuste fiscal. A temporada de cortes da Coteminas inclui a venda de imóveis e de maquinário. Está última medida, aliás, já rendeu à empresa cerca de R$ 80 milhões, número que deverá dobrar até dezembro.

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