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Planos
24.08.15
ED. 5191

Planalto corta os cabos entre José Dirceu e Angola

Para onde quer que olhe, o governo continua identificando artefatos explosivos que o ex-ministro da Casa Civil, o hoje encarcerado José Dirceu, deixou enterrados no subsolo da República. Uma dessas minas foi identificada recentemente e começa a ser desarmada: o projeto de instalação de uma rede de 17 mil quilômetros de cabos submarinos interligando o Brasil, a África e os Estados Unidos. Com séculos de atraso, o cada vez mais tíbio Aloizio Mercadante sentiu o cheiro de pólvora ao seu redor. Na semana passada, determinou a suspensão das tratativas referentes ao projeto, que vinham sendo feitas no âmbito da Telebras. Os questionamentos à viabilidade da operação foram encaminhados pelo Ministério das Comunicações, curiosamente a quem a Telebras está subordinada. No entanto, o que realmente levou a Casa Civil a se desenroscar desses cabos foi o altíssimo risco político. O projeto é resultado das serpenteantes relações entre José Dirceu, a empresária Isabel dos Santos – a mulher mais rica da África e dona de um extenso currículo de denúncias e negócios nebulosos – e seu pai, José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 36 anos. Dirceu valeu-se do aparelho de apoio que montou no núcleo do Itamaraty para levar a proposta adiante – nada muito diferente do que foi feito com assuntos de interesse das nações bolivarianas amigas. O abacaxi angolano foi empurrado das Relações Exteriores para a Casa Civil e o Ministério das Comunicações. Agora, ao que tudo indica, vai virar suco. Tudo o que o governo menos precisa é de mais um escândalo no seu colo, algo praticamente inevitável em se tratando dos personagens em questão. Uma rápida pescaria na Internet, notadamente no site de notícias angolano Maka, é o suficiente para se fisgar um cardume de denúncias contra Isabel dos Santos: tráfico de influência, monopólios montados de pai para filha, favorecimentos em negócios com estatais angolanas, caso da rumorosa parceria com a Sodiam para o comércio de diamantes no exterior, que envolve também seu marido, Sindika Dokolo… Os protagonistas empresariais do projeto são a Angola Cables, da qual Isabel é uma das principais acionistas, e a Telebras, diga-se de passagem, uma estatal esquisita, que vive nas franjas do Ministério das Comunicações – se estivesse pendurada na Petrobras, talvez desse até CPI. Há cerca de 15 dias, o presidente da Telebras, Jorge Bittar, manteve contato com António Nunes, nº 1 da Angola Cables. Nunes teria sacado do bolso uma proposta para que a estatal brasileira se tornasse acionista tanto do projeto Monet, leia-se o trecho entre Brasil e Estados Unidos, quanto da South Atlantic Cable System, responsável por instalar os cabos entre Brasil e Angola. Tal hipótese nunca esteve no script, o que, do lado brasileiro, só fez aumentar a certeza de que tudo não passa de um grande embuste. No governo, há dúvidas até mesmo em relação à participação do Google e da uruguaia Antel, para todos os efeitos parceiros de primeira hora do projeto. Procurada, a Angola Cables nega a proposta à Telebras e garante que o projeto segue de pé. Não é o que diz a própria estatal. Alegando ter recursos limitados, a Telebras afirma que deu prioridade ao Cabo Submarino Brasil-Europa, uma parceria com a espanhola Islalink.

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24.08.15
ED. 5191

Camarguianas

  A Camargo Corrêa decidiu vender sua participação na CPFL. Com 23,6%, a empreiteira é a segunda maior acionista da empresa, atrás da Previ (29,4%). *** Por falar em Camargo Corrêa, Carlos Pires Oliveira Dias, casado com Regina Camargo Pires Oliveira Dias, uma das herdeiras de Sebastião Camargo, não apenas deixou o Conselho de Administração do grupo como faz questão de se manter distante do negócio. Pires tem passado cada vez mais tempo na quinta de sua propriedade, em Portugal. Antes, havia tentado obter a cidadania inglesa, mas sem sucesso. * A Camargo Corrêa preferiu não comentar sobre o assunto.

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24.08.15
ED. 5191

Transmissão

Há uma crescente apreensão na Aneel com o leilão de linhas de transmissão previsto para o fim deste mês. Até o momento, poucos grupos demonstraram apetite pela licitação.

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24.08.15
ED. 5191

Contramão

E quem disse que não tem empresa investindo? Perguntem ao presidente da Mosaic no Brasil, Floris Bielders, que está debruçado sobre o plano de expansão das fábricas de fertilizantes de Paranaguá (PR) e Catalão (GO). Oficialmente, a Mosaic confirma que vai desembolsar R$ 30 milhões em Catalão, mas nega a expansão da fábrica de Paranaguá.

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24.08.15
ED. 5191

Adiós, Zenteno?

O que se diz nos corredores da Claro é que a gestão Carlos Zenteno está com os dias contados. Sua saída seria formalizada no fim do ano, provavelmente em meio a mais uma enxurrada de prejuízos. Só no primeiro semestre, as perdas já chegaram a R$ 2 bilhões, o dobro do déficit registrado no ano passado.

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24.08.15
ED. 5191

Venda em série

Se conseguir emplacar a privatização da Celg neste ano, a intenção da Eletrobras é vender as distribuidoras do Piauí e de Roraima no primeiro trimestre de 2016.

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24.08.15
ED. 5191

A festa

A vice-primeira-dama, Marcela Temer, dedica-se aos preparativos para a festa de 75 anos de Michel Temer, que serão completados no dia 23 de setembro. No PMDB, os mais endiabrados só se referem ao evento como “cerimônia de posse”.

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24.08.15
ED. 5191

Clube dos cem

Uma medida do império de Jorge Paulo Lemann e cia: todas as empresas reunidas sob o teto da 3G Capital deverão romper neste ano a barreira dos US$ 100 bilhões em faturamento.

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24.08.15
ED. 5191

Marcha a ré

Está ruim para quem tem fábrica e para quem não tem fábrica. A venda de carros importados deverá cair 40% neste ano.

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24.08.15
ED. 5191

Aço derretido

Não há dúvidas de que Benjamin Steinbruch precisa fazer caixa o quanto antes, mas será mesmo a hora de vender a participação da CSN na Usiminas? Nos últimos dois meses, tomando-se como base o preço da ação, o valor do ativo caiu de R$ 1,7 bilhão para algo em torno de R$ 850 milhões. Sair agora é confissão de desespero.

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