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Planos
21.08.15
ED. 5190

ArcelorMittal concentra o lucro e democratiza a crise

A ArcelorMittal tornou-se a malévola da siderurgia brasileira. Suspensão de investimentos, fechamento de unidades, cortes de produção, desemprego? Para os indianos, tudo isso é apenas um detalhe, uma poeira a ser varrida na estrada que leva ao lucro. No afã de remeter o maior volume possível de dividendos para a matriz e resgatar as perdas impostas pelo câmbio, a companhia está abrindo sua caixa de perversidades numa proporção que tem causado espécie até mesmo entre seus congêneres no setor. Neste mês, conforme já anunciado, a siderúrgica está desativando por tempo indeterminado uma de suas linhas de aços longos em Piracicaba (SP). É só o início. De acordo com fontes ligadas à empresa, para o mês que vem já estaria programada a interrupção da produção na usina de João Monlevade (MG). Quase simultaneamente a ArcelorMittal deverá desligar também um laminador na unidade de Juiz de Fora. Com estes cortes, a produção anual de aços longos do grupo no país cairia de 3,6 milhões para algo em torno de 2,8 milhões de toneladas. Como de hábito, medidas contracionistas trazem de arrasto a sua dose de maldade social. Segundo o RR apurou, em todas as usinas, as interrupções seriam acompanhadas da suspensão temporária de uma parcela dos contratos de trabalho e/ou demissões. No ano passado, a ArcelorMittal Brasil teve um lucro de R$ 1,4 bilhão, quatro vezes mais do que no exercício anterior. Para este ano, mesmo com a retração da demanda por aço, o resultado deverá permanecer na casa do bilhão. No quesito transferência de lucros, o confronto com a Usiminas chega a ser uma covardia. A companhia mineira não tem remetido um centavo sequer para a Mitsui e a Techint. Pelo contrário: trata-se de um sugadouro de recursos. No ano passado, ainda lucrou R$ 208 milhões. Mas, no primeiro semestre deste ano, já perdeu tudo isso e mais um pouco, com o prejuízo de R$ 850 milhões. A ArcelorMittal mantém o número guardado a sete chaves e mais algumas trancas, mas estima-se que, nos últimos dois anos, a subsidiária tenha mandado para a matriz mais de US$ 300 milhões.

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21.08.15
ED. 5190

Cacau volta às verdadeiras terras do sem fim

O investidor tcheco Dennis Melka, uma espécie de barão do cacau do século XXI, quer se lambuzar de Brasil. Dono de plantações que não têm mais fim na África e na América Central, Melka costura uma parceria entre sua empresa, a United Cocoa, e a suíça Barry Callebaut – maior processadora de chocolate do mundo, com faturamento na casa dos US$ 5 bilhões. Em pauta, a criação de uma joint venture para o cultivo de cacau na Região Amazônica – além do Brasil, o projeto se estenderia também por áreas do Peru e da Colômbia. Melka já mapeou cerca de 500 mil hectares de terras com grande potencial para a plantação do produto nos estados do Pará, Amazonas e Acre. O investimento tem algo de épico. Além de sua extensão, o negócio representaria o retorno da indústria cacaueira nacional às suas origens. Jorge Amado enraizou as plantações do sul da Bahia no imaginário coletivo do brasileiro, mas foi na Amazônia que tudo começou. Vêm de lá, mais precisamente das margens do Rio Amazonas, os primeiros registros de cacau em terras brasileiras. Dennis Melka e a própria Barry Callebaut esperam colher no Brasil o cacau que está faltando no resto do mundo. Há uma crescente escassez da matéria-prima. Para este ano, o gap entre produção e demanda deverá bater na casa das 100 mil toneladas. O pior ainda está por vir: a projeção é que este déficit chegará a um milhão de toneladas em cinco anos. Responsável por dois terços da produção mundial, a África Ocidental sofre seguidamente com secas e pragas agrícolas. A própria Barry Callebaut está entrando no projeto com o objetivo de garantir o suprimento de matéria-prima para as suas unidades de produção, incluindo duas processadoras de cacau na Bahia e uma fábrica de chocolate em Extrema (MG).  

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21.08.15
ED. 5190

Tá na mesma linha?

A CPI do Futebol pretende convocar executivos das empresas patrocinadoras da CBF, como Vivo, General Motors, Samsung e, sempre ela, a Nike.

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21.08.15
ED. 5190

Fora do lugar

O governo discute a transferência da sede da ANP do Rio de Janeiro para Brasília. O principal defensor da mudança é o próprio ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Sentido não faz nenhum. Além da Petrobras, praticamente todas as petroleiras que operam no país estão sediadas no Rio. Procurada, a ANP disse não ter “previsão sobre o assunto.”

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Ontem, circulava pelos corredores da Câmara – a casa do cada vez mais encalacrado Eduardo Cunha – a informação de que Ricardo Pessoa teria feito novas denúncias contra o governador de Alagoas, Renan Calheiros Filho. Em delações anteriores, Pessoa afirmou que a doação de R$ 1 milhão da UTC para a campanha do filho de Renan Calheiros era pagamento de propina.

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21.08.15
ED. 5190

Clonagem

Quanto mais surgem denúncias contra Fernando Pimentel, maior a exposição do vice-governador mineiro, Antonio Andrade (PMDB). Andrade ainda não disse que é preciso “alguém para reunificar Minas”, mas seus assessores só se referem a ele como o “Temer do Pão de Queijo”.

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21.08.15
ED. 5190

Arrumando a casa

O senador Romero Jucá está a meio passo de assumir a Casa Civil.

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21.08.15
ED. 5190

Siemens

Em meio à escassez de crédito para infraestrutura, uma boa nova: a Siemens está acertando com o Deutsche Bank uma linha de financiamento de 500 milhões de euros para projetos no Brasil, notadamente vinculados à área de energia. * Siemens e Deutshe Bank preferiram não comentar sobre a linha de financiamento.

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