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Planos
20.08.15
ED. 5189

BNDES inicia sua longa jornada noite adentro

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, desembarca hoje no Congresso Nacional com a missão inglória de impedir o estupro da instituição. A CPI do BNDES é uma cortina de fumaça para aleijar o banco. Não bastará à instituição purgar em praça pública a averiguação de eventuais desmandos financeiros, a exemplo da Petrobras. O banco, não sendo extinto, precisa ser descaracterizado em sua essência, ou seja, uma agência de fomento que tem por função prioritária a concessão de financiamentos ao setor industrial. O RR apurou que a presidente Dilma Rousseff abandonou a causa da integridade do BNDES. O que Dilma não quer é que o banco se constitua em mais um escândalo, uma espécie de segunda Petrobras. Seu empenho é empurrar para longe as acusações de corrupção e malversação de recursos. Essas denúncias recaem na direção do expresidente Lula, sinônimo de CPI do BNDES. Lula precisa ser preservado, o governo precisa ser preservado, mas o banco, na ótica palaciana, poderia entregar dedos e anéis. A pressão é para que o BNDES encolha, reduza seu enraizamento com a política industrial, se torne uma espécie de Sebrae tonificado, perdendo o seu protagonismo estratégico. Nesse contexto, a palavra subsídio é tida como um anátema. Coutinho adentra a CPI empunhando três bandeiras: a defesa da probidade e lisura das operações do banco, a preservação do que for possível na sua estrutura de funcionamento e salvar sua própria pele. O curioso da CPI é que existem apenas suspeições, algumas delas bisonhas. O caso das privatizações no governo FHC, notadamente da Telebras, BNDES inicia sua longa jornada noite adentro em que a corrupção foi pública, sequer é mencionado. Ao contrário do escândalo da “telegangue”, neste momento não há um nome acusado de desvio de recursos ou de aceitação de propina na inquisição do BNDES. Afinal, quem é o Paulo Roberto Costa do banco? Algumas denúncias sugerem uma CPI do aparelho de Estado brasileiro, devido à amplitude de participação do governo. Por exemplo: o financiamento à prestação de serviços em outros países é chancelado pelo Ministério das Relações Exteriores, conta com a participação do Ministério do Desenvolvimento e a permissão do BC, para citar somente três órgãos governamentais. E o repasse dos recursos do Tesouro? Ora, o banco somente aceitou a decisão da Fazenda, que o escolheu como instrumento da sua política contracíclica para enfrentar a crise internacional. E os “cavalos vencedores”? Pode ser uma decisão questionável, mas já foi provado que as operações não incorreram em prejuízo. A CPI pretende propor medidas no melhor estilo do senador Joseph McCarthy, tais como a criação de um “grupo de inteligência” do Senado, que vai investigar as informações mais intestinas do banco. Os critérios para seleção dos investimentos também seriam escolhidos pelos parlamentares. Ninguém sabe o que ficará fazendo a melhor equipe técnica do país. A impressão é que o real objetivo da CPI do BNDES está encoberto pelo mar de lama no qual pretende se afogar o banco. O nome da CPI deveria ser a do “fim do BNDES”. Ou melhor, a CPI de Ignácio Rangel, Roberto Campos e Celso Furtado, os mentores da existência do BNDES e de seus melhores propósitos.

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20.08.15
ED. 5189

Corte na bomba

Pela primeira vez em quatro anos, o Grupo Ultra vai reduzir seus investimentos na área de distribuição de combustíveis. Corta daqui, ajusta dali e o aporte na rede de postos Ipiranga ao longo de 2015 será de aproximadamente R$ 250 milhões, contra R$ 360 milhões no ano passado. * O Grupo Ultra preferiu não comentar sobre seus cortes em investimentos.

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20.08.15
ED. 5189

Morte demorada

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) desmobilizou a equipe e encerrou os estudos técnicos para a implantação do trem-bala entre o Rio e São Paulo. O mais incrível não é a notícia da suspensão dos trabalhos, mas, sim, saber que parte da EPL ainda se dedicava ao natimorto projeto. * A EPL não quis comentar sobre o encerramento do projeto.

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Além da Camargo Corrêa, a Setal Engenharia, de Augusto Mendonça, também estaria negociando um acordo de leniência com a Justiça no âmbito da Lava Jato. * A Setal Engenharia não retornou nosso contato.

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20.08.15
ED. 5189

Salva-vidas?

Um grupo de investidores russos está disposto a assumir o estaleiro Eisa, de German Efromovich. O negócio carrega um passivo superior a R$ 120 milhões – R$ 35 milhões referentes às dívidas trabalhistas. * O estaleiro Eisa preferiu não comentar sobre a negociação.

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20.08.15
ED. 5189

Curto circuito

Está saindo faísca na relação entre Delcídio do Amaral e o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. O motivo é a pressão do senador petista em indicar nomes para a diretoria da Eletrobras e de suas subsidiárias. Noutro dia, Braga chegou a desabafar com um assessor: “O Delcidio sabe que não está em condições de pressionar ninguém”.

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20.08.15
ED. 5189

Petrobras

A chilena Copec teria apresentado uma oferta pelos 230 postos de combustíveis da Petrobras no país andino. A proposta envolve também a aquisição das operações da companhia em 11 aeroportos chilenos. *** Há um fósforo aceso em meio à venda dos ativos da Petrobras na área de gás. Um grupo de investidores, que reúne sócios da estatal em uma dezena de distribuidoras, ameaça entrar na Justiça caso a companhia ofereça em mercado parte de suas ações nestas concessionárias. Estes investidores alegam ter direito de preferência.

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20.08.15
ED. 5189

Remédio indiano

O laboratório farmacêutico Sun Pharma, da Índia, está em busca de ativos no Brasil. Segue, assim, os passos da conterrânea Lupin, que, em maio deste ano, comprou o controle da Medquímica.

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20.08.15
ED. 5189

Entra e sai

O ministro do Turismo, Henrique Alves, mergulhou de vez na articulação política. O entra e sai de parlamentares em seu gabinete tem sido frenético. Somente na quarta-feira da semana passada, dia 12, Alves recebeu nove deputados federais entre meio-dia e oito da noite, ou seja, um a cada hora. E isso contando apenas a agenda oficial.

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