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Planos

A Lava Jato tem um lado B, uma raspa do tacho das delações premiadas que provavelmente não merecerá as manchetes dos jornais. Os depoimentos à Justiça começam a trazer à tona o drama de empresas que pagaram o preço de não terem pagado o preço da corrupção na Petrobras. São muitos nomes – Produman, Multitek, Jaraguá, Brasil Ecodiesel… – e um mesmo destino: prestadores de serviço e parceiros comerciais da estatal que sofreram todo o tipo de sabotagem e foram, muitos deles, escorraçados do mapa por se recusarem a participar do “propinoduto” montado por Paulo Roberto Costa, Renato Duque et caterva. Os protagonistas desta face praticamente oculta do petrolão não estão em Curitiba, mas também enfrentam ou enfrentaram seu próprio cárcere, leia-se asfixia financeira, dificuldades de honrar compromissos, demissões, recuperação judicial e, em alguns casos, a extinção. Na Lava Jato, até o light side é dark! Os depoimentos dos delatores têm revelado como os fornecedores da Petrobras que não integravam a confraria do “petrolão” eram tratados com requintes de crueldade. Os maus-tratos vinham essencialmente da parte de Paulo Roberto Costa e Renato Duque. Havia ordens expressas para que os pagamentos destes prestadores de serviço fossem represados. No aparato de tortura, outro expediente comum era a recusa a firmar aditivos contratuais, mesmo quando ficavam absolutamente comprovados o aumento dos custos de determinado projeto. Entende-se porque, entre 2008 e 2013, sucessivos fornecedores da Petrobras começaram a entrar em coma financeiro. O prontuário médico é extenso e foi devidamente registrado no noticiário da época. A Multitek, que prestava 90 tipos de serviços de engenharia à Petrobras, teve R$ 250 milhões em pagamentos bloqueados. De uma hora para outra, viu-se forçada a romper 11 contratos com a estatal e demitir 1,7 mil operários. A Produman, que fazia serviços de manutenção na Reduc, foi obrigada a demitir 1,5 mil funcionários. A Conduto, responsável pelo fornecimento de tubos para a refinaria Abreu Lima, acumulou R$ 80 milhões em dívidas e entrou em recuperação judicial. O mesmo destino da Cemon e da Jaraguá, outros fornecedores esmigalhados pela Petrobras. Muitas destas empresas ainda sobrevivem ligadas a aparelhos; outras não resistiram. O RR não conseguiu contatar os dirigentes da Conduto e da Produman. Multitek, Cemon e Jaraguá não quiseram se pronunciar, assim como a Petrobras. A retaliação não se limitava a empresas de engenharia. Que o diga a Brasil Ecodiesel. A empresa tinha um contrato que lhe garantia o fornecimento regular de biodiesel para a Petrobras. Em determinado momento, no entanto, a estatal interrompeu a retirada do combustível e, consequentemente, os pagamentos, impondo um duro golpe à produtora de biodiesel. O RR conversou com um dirigente da antiga Brasil Ecodiesel que, em off, confirmou que a companhia chegou a ter 600 mil litros em estoques. A partir daí, a empresa foi minguando, minguando, minguando. Junto com ela, caiu por terra um projeto pioneiro de reforma agrária privada vinculada ao cultivo da mamona, que garantia moradia para 300 famílias de colonos em Canto do Buriti (PI). Quem poderia dar um belo depoimento sobre a saga da Brasil Ecodiesel é a própria presidente Dilma Rousseff. Quando era ministra de Minas e Energia, Dilma visitou a região e se debulhou em lágrimas ao conhecer o projeto.

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Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, conversou longamente com o presidente do Senado, Renan Calheiros, sobre os riscos da Lava Jato avançar sobre as empresas do Sistema Eletrobras. Após o encontro, Braga confidenciou a um colaborador que saiu da reunião mais intranquilo do que entrou.

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18.08.15
ED. 5187

Saneamento

O governador do Pará, Simão Jatene, está embalando a venda de até 49% da Cosanpa. O duro vai ser encontrar comprador. O mercado está superofertado de ativos da área de saneamento que há meses mofam sobre o balcão, a começar pela OAS Soluções Ambientais. * O governo do Pará não respondeu ao RR.

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18.08.15
ED. 5187

Pato manco

O presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, é carta fora do baralho. Já não vem sequer participando das discussões relacionadas ao IPO da estatal. O diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, trata do assunto diretamente com seu congênere na BR, Carlos Alberto Tessarollo.

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18.08.15
ED. 5187

Clipping

Entre os deputados que já leram o relatório enviado pela Kroll à CPI da Petrobras, a sensação é de que a Câmara torrou cerca de R$ 1 milhão à toa. Para alguns parlamentares, a papelada encaminhada pela empresa de investigação mais parece uma colagem de fatos já virados e revirados pela imprensa.

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18.08.15
ED. 5187

Demolição

Nos próximos dias, o consórcio Angramon, responsável pelas obras de Angra 3, deverá ser definitivamente extinto. A gota que faltava no copo caiu no fim de semana, quando UTC e EBE decidiram seguir os passos das demais empreiteiras e deixar o negócio. Consultado, o Angramon negou o fim do consórcio e a rescisão do contrato com a Eletronuclear.

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18.08.15
ED. 5187

Fora das telas

Há quem veja as digitais de Lula na contida presença de José Eduardo Cardozo no noticiário dos últimos dois dias. Nas manifestações de março e de abril, o ministro da Justiça foi um dos mais atuantes porta-vozes do governo.

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18.08.15
ED. 5187

IPO de papel

A relação societária entre a BNDESPar e a Nortec Química está chegando ao limite. Numa medida radical, o braço do BNDES já cogita suspender os aportes e vender sua participação no laboratório farmacêutico. Em 2013, quando a BNDESPar se associou à Nortec, a operação estava vinculada à abertura de capital da companhia. Até agora, nem sinal do IPO. * O BNDES e a Nortec Química não comentaram sobre o assunto.

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18.08.15
ED. 5187

Reprise

Marcelo de Carvalho e Amilcare Dallevo Jr. retomaram as buscas por um comprador para a Rede TV! Oficialmente, a emissora nega a venda.

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18.08.15
ED. 5187

Semente dupla

 Na área de sementes, o mercado segue em efervescência, como se o PIB fosse crescer 3% no ano. A Basf está em negociações para a compra de duas fabricantes do setor no Brasil. Os alemães pretendem fechar a dupla aquisição ainda neste ano. * A Basf não quis comentar sobre o assunto.

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