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Planos
11.08.15
ED. 5182

DPSP destila o ódio dos seus controladores

  A DPSP, holding que reúne as drogarias São Paulo e Pacheco, é um comprimido de Alka Seltzer num copo cheio d’água. No que depender dos 12 investidores egressos da São Paulo e donos de 40% do grupo, a associação que deu origem à segunda maior rede de farmácias do país vai virar borbulha. Eles querem vender sua participação no negócio. Para estes sócios, a convivência com a família Barata, antiga controladora da Pacheco, tornou-se praticamente insustentável. O motivo é o fracasso nas negociações para a venda da DPSP à norte-americana CVS, uma operação que permitiria aos acionistas do grupo embolsar cerca de US$ 2 bilhões. Os antigos acionistas da Drogaria São Paulo jogam a culpa pelo revés nas negociações com a CVS sobre os ombros da família Barata, do Rio de Janeiro. Inicialmente, o clã teria concordado com a proposta apresentada pelos norteamericanos. Quando tudo parecia se encaminhar para um acordo, os Barata teriam feito uma série de exigências, a maior delas um acréscimo de US$ 500 milhões em sua pedida. Na condição de majoritários, bateram a mão na mesa e não fecharam o negócio. Ressalte-se que esta foi a segunda vez em que o cavalo da CVS passou encilhado à frente da DPSP. Na primeira recusa, há cerca de um ano e meio, os ex-acionistas da Drogaria São Paulo engoliram o fim das negociações a seco. Agora, tudo indica, o copo d’água vai transbordar.

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11.08.15
ED. 5182

 A reforma e a reforma de Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff dorme e acorda com a ideia de uma reforma ministerial na cabeça. Mas tem dúvidas sobre qual reforma deve implementar. É uma decisão grave, porque são modelos antípodas. De um lado, a reforma “por dentro”, buscando ministros que controlem suas bancadas, defendida por Lula e por acólitos do Planalto, tal como Aloizio Mercadante e Edinho Silva; do outro, uma reforma contemplando a presença de “notáveis”, técnicos e guerreiros. O objetivo da mudança “por dentro” seria enfrentar a crise política criando trincheiras no Congresso. A novidade maior seria o uso da caneta por Dilma, aprovando os pedidos e benefícios que caracterizam a política do “é dando que se recebe”. Seria um ministério político ocupado por políticos. O critério da convocação seria o grau de influência junto à sua base e o número de votos no Congresso. Os ministros técnicos, a exemplo de Joaquim Levy e Nelson Barbosa, seriam preservados. Alguns próximos, como Mercadante e José Eduardo Cardozo, iriam para o sacrifício, abrindo vagas disputadas. Todos os demais postos seriam passíveis de troca. A outra reforma ministerial, a proposta por seu exmarido Carlos Araújo, tem um viés inteiramente contrário. Araújo é a pessoa mais influente junto a Dilma e considera que a presidenta é refém de um ministério pouco qualificado e sem vocação guerreira. Qualquer associação com o ministério de notáveis de Fernando Collor não é mera coincidência. A diferença seria a predisposição para sair no pau e governar para valer. Por essa ótica, o governo de coalizão não se daria a qualquer preço ou com uma coalizão tão obesa. Quando se sentisse chantageada, Dilma confrontaria o Congresso, vetando projetos de lei. E explicaria o ocorrido publicamente. O novo ministério buscaria o maior distanciamento dos mensaleiros e do próprio Lula. Exemplo de um ministeriável: o ex-senador Ciro Gomes, que tem chamado o deputado Eduardo Cunha de canalha nas mídias. Os empresários seriam bastante contemplados: Josué Gomes da Silva, Jorge Gerdau, Luiz Carlos Trabuco e Benjamin Steinbruch são alguns nomes. Levy e Nelson Barbosa não permaneceriam nos seus cargos. Uma fantasia que teima em perdurar: Fernando Henrique Cardoso em qualquer ministério. Ah, impossível! Para quem não se lembra, FHC foi o primeiro a se apresentar para o ministério de notáveis de Collor quando o impeachment já era pule de dez. As duas reformas ministeriais trazem propostas de como governar – e tanto num modelo quanto no outro, há muito de wishful thinking. A melhor escolha assim é se lhe parece. A pior é permanecer com a abulia decisória, ausência de governança e falta de qualificação dos quadros. Esse tem sido o governo Dilma.  

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11.08.15
ED. 5182

Pool da crise

 Nem a Globo escapa à crise. Todos os setores da empresa – jornais, editora e televisão – estão com uma receita inferior à de 2014. De todos, o jornal O Globo é quem mais está sofrendo.

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11.08.15
ED. 5182

Pé no freio

A Bridgestone vai interromper a produção por três semanas em setembro. Novas paradas já estariam previstas para novembro e dezembro.

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11.08.15
ED. 5182

Aleluia

Nos últimos dias, os assessores e bajuladores de plantão de Michel Temer não se cansam de fazer menção ao significado do nome do vice-presidente em hebraico: “Ninguém é como Deus”.

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11.08.15
ED. 5182

Porta de saída

A Funcef prepara seu desembarque da Statkraft Energias Renováveis, antiga Desenvix (ex-Engevix). Negocia a venda da sua participação (20%) para a norueguesa Statkraft, controladora da empresa. A Funcef nega a operação.

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Deve sair nos próximos dias, em uma grande revista nacional: o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Zelada vai aderir à delação premiada.

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11.08.15
ED. 5182

Entressafra

Luiz Pretti, presidente da Cargill no Brasil, não para de refazer contas. A projeção anterior indicava um aumento da receita em 2015 da ordem de 6%. Mas, a julgar pelo primeiro semestre, vai ser difícil cumprir a meta. Até o momento, as exportações de grãos caíram 20%.

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