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Planos
05.08.15
ED. 5178

Dilma ensaia uma linha de passe com o Galinho

Há uma bola quicando à frente do Palácio do Planalto que só não será chutada por muita falta de entrosamento do time. O quarteto formado pelo marqueteiro João Santana, George Hilton, ministro dos Esportes, Edinho Silva, ministro da Secom, e Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil e centroavante parado da equipe, discute a hipótese de o governo encampar a candidatura de Zico à presidência da Fifa. Além da chancela oficial, o Galinho teria amplo suporte da estrutura de Estado, tanto interna quanto, principalmente, no exterior. A diplomacia brasileira entraria em campo para auxiliar no contato com autoridades e federações internacionais. O marqueteiro João Santana também colaboraria com a campanha de Zico. Em termos de comunicação, o desafio seria mobilizar a sociedade em torno da ideia de que a eleição do ex-jogador ao comando da Fifa seria uma vitória do povo brasileiro. Como nada é de graça e de boas intenções o governo não é tão pródigo assim, o que se pretende de fato é inflar a imagem de um herói nacional, um dos raros quindins do povo brasileiro, elevá-lo ao posto maior do futebol, e, depois, fazer o take over da conquista. Com a aprovação ao seu governo prestes a cair para a terceira divisão, Dilma Rousseff teria uma oportunidade sem paralelo de se associar a um personagem clean, de reputação impoluta e, sobretudo, de grande apelo popular. Ao mesmo o tempo, o país poderia reconquistar seu prestígio na diplomacia da bola e ter um protagonista na burocracia internacional que fosse motivo de orgulho guardadas as devidas proporções, algo que não ocorre desde a morte do embaixador Sergio Vieira de Mello. Na avaliação do Planalto, Dilma sairia vitoriosa independentemente do resultado das eleições na Fifa. Até porque, pensando-se friamente, esta é uma partida em que as chances do Brasil são bem diminutas. Todas as evidências indicam que o Galinho sofrerá a terceira derrota no confronto direto com Platini – somando-se o duelo pela artilharia no Campeonato Italiano de 1985 e a disputa nas quartas de final da Copa de 1986. Zico é praticamente um neófito na geopolítica do futebol. Com quantos presidentes de federações já se reuniu? De quantos encontros com integrantes do comitê executivo da Fifa já participou? Provavelmente, só agora ele esteja se inteirando de como essa engrenagem funciona. Platini, por sua vez, conhece muito bem os atalhos desse campo. O francês é uma espécie de João Havelange ou Joseph Blatter que jogou bola. Desde que assumiu a presidência da Uefa, abriu espaço para países de menor expressão no cenário do futebol e aumentou o número de participantes na Eurocopa. Sabedor de que é disso que o eleitor gosta, já acenou ser favorável a uma Copa do Mundo com 40 seleções, em vez das atuais 32. Como se vê, também tem PMDB em Genebra.

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05.08.15
ED. 5178

Beto Sicupira dá aula na pátria educadora

 Se alguém quiser saber das ideias de Carlos Alberto Sicupira sobre educação, pode perguntar à presidente Dilma Rousseff. É isso mesmo! Sicupira, um dos Lemann Brothers, é tido por Dilma como um dos bilionários em uma mão de cinco com preocupação nacional. Não se trata, portanto, de um financista canônico. Ele é capaz, por exemplo, de desmontar sua agenda para fazer uma reunião com Roberto Mangabeira Unger e tratar do seu assunto predileto. Seu interesse por educação atravessa governos anteriores: Sicupira tinha conversas sobre o assunto com FHC e Lula. Atualmente, tem contribuído com sugestões para o Pátria Educadora. Na concepção do empresário, se não for despertada a inteligência dos jovens até os 12 anos, eles serão uma geração perdida. Sicupira acha que é um crime o que se tem feito com a educação de primeiro grau.  Se, por um lado, Beto Sicupira exerce o papel de “empresário-estadista”, por outro contribui com permanente benemerência. Seja por meio da Fundação Estudar, seja com recursos do próprio bolso, ele financia cursos de formação de estudantes brasileiros no exterior. Aliás, é surpreendente esse Beto Sicupira, que não lembra cerveja, catchup e carne moída. O empresário é um dos principais quebra- galhos do governo quando o assunto é desenrolar problemas com os burocratas do Partido Comunista Chinês. É uma espécie de bônus do peso da InBev por aquelas bandas.

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05.08.15
ED. 5178

Data realista

Esqueçam agosto. O presidente do Carf, Carlos Alberto Barreto, está convencido de que julgamento que é bom só em setembro.

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05.08.15
ED. 5178

Jatinho

Aécio Neves terá uma agenda cheia em 16 de agosto. O tucano não abre o jogo, mas pretende, sim, comparecer às manifestações em São Paulo, Rio e BH.

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05.08.15
ED. 5178

Entre os aliados

Entre os aliados e assessores de Eduardo Cunha, a diversão do momento é se referir ao presidente da Câmara pela alcunha de Mr. Kroll.

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05.08.15
ED. 5178

Gás garantido

A Petrobras deu uma cartada que deverá ser determinante para a venda de até 49% da Gaspetro. A estatal incluiu nas negociações um termo garantindo o fornecimento de gás para todas as distribuidoras das quais é acionista por um período de 20 anos. Era tudo o que a Mitsui e a Beijing Gás, principais candidatas à compra de um pedaço da Gaspetro, queriam ouvir.

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05.08.15
ED. 5178

Cidade Alerta I

São Paulo é mesmo impagável: disputam para ser candidato a alcaide um aristocrata legítimo e um animador de auditórios empresariais. Pensando bem, impagável mesmo é o PSDB, berço do duelo.

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05.08.15
ED. 5178

Cidade Alerta II

Os adversários de José Luiz Datena nas eleições à Prefeitura de São Paulo nem precisarão se dar ao trabalho de atacar seu partido, o PP. Bastará dar voz ao próprio Datena, exibindo no horário eleitoral a reprise dos diversos momentos em que o apresentador disparou na TV cobras e lagartos sobre os políticos envolvidos na Lava Jato.

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