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Planos
28.07.15
ED. 5172

Elie Horn recua três casas na CCP

Não chega a ser uma queima de ativos, mas a venda de um colar de imóveis da Cyrela Commercial Properties (CCP) tem machucado profundamente a autoestima de Elie Horn. O empresário sempre foi um acumulador de projetos e empreendimentos e não um trader do setor imobiliário. Mas entre essa diferença e a pecha de perdedor vai uma distância muito grande. Sua intenção é salvaguardar ao máximo a joia da coroa, a carteira de edifícios corporativos, que inclui, entre outros, o JK Financial Center e o Faria Lima Financial Center. A primeira leva de ativos já está sobre o balcão. A companhia deverá reduzir ainda mais sua participação no centro logístico de Cajamar, do qual detém 50% – no ano passado, já havia vendido 25% para o fundo Canada Pension Plan Investment Board. A CCP planeja também negociar parte de suas ações em dois shopping centers, o Cerrado, em Goiânia, e o Metropolitano, na Barra da Tijuca, no Rio. Procurada pelo RR, a CCP diz “não ter processo de venda de ativos em curso.” Mas afirma que “olha oportunidades, tanto de venda como de compra de ativos”. Para bom entendedor… Nos últimos dois anos, a relação dívida líquida/Ebitda da CCP saltou de três para 7,8 vezes, o que levou a Fitch a rebaixar a nota de crédito da empresa. São esses números associados a um cenário de crise do setor que levam a crer que mais imóveis serão colocados na prateleira.

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28.07.15
ED. 5172

O capote puído do superávit primário

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, bem poderia ter sido uma versão esguia e bem talhada do funcionário público Akaki Akakievitch, personagem do conto “O Capote”, de Nikolai Gógol. O que teriam em comum um “semnada” e um engomado doutor pela Chicago University? Akakievitch e Levy parecem duas paralelas que se encontram no desejo obsessivo de conquistar seus feitos. O primeiro, trocar um casaco puído por um novo; o segundo, extrair um superávit primário de 1,2% com a atividade econômica violentada por taxas de juros reais da ordem de 9%, a arrecadação minguante e uma conflagração institucional envolvendo Executivo, Legislativo e Judiciário. Akakievitch consegue atingir o seu objetivo, mesmo atravessando severas restrições. Levy definitivamente não seria um personagem de Gógol. Ao contrário do que sopram as cassandras brasilienses, o ministro da Fazenda não perdeu “a parada” para o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, ou foi esvaziado por Dilma Rousseff. Levy perdeu para ele mesmo, para seu cansaço e suas fraturas no papel de articulador político do governo para assuntos econômicos. O homem de mármore trincou sozinho. Na quinta-feira, dia 15, setes dias antes, portanto, do anúncio da revisão para baixo do superávit primário, o RR teve acesso a emails de Levy para um interlocutor regular. Na correspondência, ele já deixava claro seu ceticismo fiscal e a vontade de não prosseguir tendo de lidar mais com os parlamentares do que com os números do Tesouro. Durante o processo, o entendimento com Nelson Barbosa foi realizado não em torno das célebres “bandas”, mas, sim, sobre um eufemismo que lança sobre o Congresso, o principal detonador do target fiscal, a responsabilidade pelo insucesso do ajuste. É a cláusula de abatimento da meta por frustação de receitas específicas. Um mecanismo parecido com o abatimento dos investimentos do PAC, mas com o dedo indicador apontado para o Legislativo. As convicções do ministro Chicago boy permaneceram intactas, mas a perseverança, sim, ficou esgarçada. Mesmo antecipando um vendaval nos mercados devido à  momentânea desconstrução da sua identidade de homem-âncora, não ousou a suave heterodoxia mais óbvia: a operação casada de suspensão da rolagem de swaps cambiais com a venda de reservas, o que permitiria um amortecedor sobre a curva de crescimento da dívida bruta em relação ao PIB – algo, aliás, que, mesmo tardio, ainda está por vir. Até porque Levy sabe que uma resposta à s agências de rating e a recomposição da sua imagem exigem fatos novos positivos. Akakievitch, com sua obsessão patológica, passaria as mais terríveis dificuldades, sem desistir da meta de superávit primário. Joaquim, porém, acha que trocar um velho casaco puído por um novo não vale tanto sacrifício. Ainda não está à  altura de um conto de Gógol.

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28.07.15
ED. 5172

Santander

O projeto do Santander de entrar no financiamento estudantil ficou em prova final e, provavelmente, sequer passará de ano. O presidente do banco no país, Jesús Zabalza, que era um dos maiores entusiastas do produto, capitulou diante do aumento da inadimplência no segmento. Consultado, o Santander disse “desconhecer a informação”.

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28.07.15
ED. 5172

Corte pela raiz

Empenhada em moldar a Pasta da Agricultura à  sua imagem e semelhança, Katia Abreu está chacoalhando a árvore da Conab para derrubar o nº1 da autarquia, Rubens Rodrigues dos Santos, uma semente plantada pelo PTB.

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28.07.15
ED. 5172

Porta de saída

O PDT decidiu permanecer no governo. Mas a interlocução entre o presidente do partido, Carlos Lupi, e Aécio Neves, nunca esteve tão frenética.

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28.07.15
ED. 5172

Grão-meritíssimo

O juiz Sergio Moro tem recebido forte apoio da Maçonaria. Ele foi homenageado pelo Movimento Brasil Livre, da fraternidade. Entre os maçons, o Grão-Mestre Geral Adjunto do Grande Oriente do Brasil, Barbosa Nunes, é o seu grande entusiasta.

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28.07.15
ED. 5172

Aterrissagem

Já presente em Viracopos, a francesa Egis deverá disputar a licitação do aeroporto de Porto Alegre.

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28.07.15
ED. 5172

Fora da meta

Em apresentações a bancos de investimento, a Dufry AG tem colocado sobre a mesa a promessa de chegar a 150 lojas no Brasil até 2017. O problema é que o plano anterior previa 120 pontos de venda em 2014, e os suíços pararam em 70 lojas. Procurada, a Dufry não se pronunciou alegando estar em período de silêncio.

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