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Planos
27.07.15
ED. 5171

Les petites filles modèles da Camargo Corrêa

As reuniões de fim de semana com familiares e amigos na Fazenda Guariroba continuam a ser sagradas, assim como os passeios, ao cair da tarde, pelas vitrines da Rue du Faubourg Saint Honoré, programa obrigatório nas revigorantes temporadas em Paris, entremeadas por um ou outro jantar beneficente. Mas, na maior parte do tempo, as distintas Renata de Camargo Nascimento, Regina Camargo Pires Oliveira Dias e Rosana Camargo de Arruda Botelho habitam território inacessível, tal como uma tela de Renoir ou um romance da Condessa de Ségur. Não há Lava Jato, Ministério Público ou Polícia Federal capaz de trincar a redoma mágica erguida em torno das controladoras da Camargo Corrêa. Até o momento, diferentemente do que vem ocorrendo com alguns de seus pares no setor, as herdeiras de Sebastião Camargo têm sido poupadas do maior escândalo de corrupção da história do país. É como se delatores, procuradores, forças policiais e a imprensa tivessem se irmanado num pacto amnésico. Mesmo você, caro leitor, responda rápido se leu ou ouviu falar sobre alguma delas. A Camargo Corrêa está no núcleo do “petrolão” – como esteve também, como protagonista absoluta, no epicentro da Operação Castelo de Areia. Mesmo assim, Renata, Regina e Rosana seguem intocadas, como as vestais do templo das empreiteiras. Os ex-executivos da companhia Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler foram os primeiros dirigentes do setor condenados na Lava Jato. E, mais uma vez, nada respingou nas túnicas brancas das três empresárias. Os leais Avancini e Leite dispararam suas delações premiadas para o lado, para baixo, na diagonal, mas não apontaram sequer um dedo indicador para o andar de cima. E por que se omitem os inquisidores da Justiça? Como podem os executivos manejar R$ 50 milhões para o pagamento de propinas – valor que será ressarcido à  Petrobras – sem que os donos da empresa, uma referência no compliance corporativo, sequer suspeitem do passeio deste numerário? Será que a Camargo Corrêa é um organismo sem sistema nervoso central, no qual cada braço dita seu movimento, ou o domínio do fato, como o inferno de Sartre, são os outros? Apesar de sua extensão e ousadia, a Lava Jato segue com os olhos vendados para as sucessoras de Sebastião Camargo, tanto quanto as sucessoras de Sebastião Camargo querem agora ficar longe de algumas heranças que lhes couberam. Se, ainda jovens, Renata, Regina e Rosana foram preservadas da crueza da vida real pelo próprio pai, quando mulheres escudaram-se atrás dos maridos – matrimônios estes que parecem ter sido milimetricamente conduzidos por um head hunter. Os respectivos príncipes consortes – Luiz Roberto Ortiz Nascimento, Carlos Pires Oliveira Dias e Fernando de Arruda Botelho, já falecido – se ocuparam de cargos de mando na Camargo Corrêa, permitindo que as meninas de Sebastião Camargo se mantivessem distantes do campo de batalha. A Lava Jato estourou, e à  medida que as investigações avançaram, providencialmente chegaram ao noticiário relatos da preocupação de Renata, Regina e Rosana com os princípios e valores que deixarão para seus filhos, sugerindo a disposição de até mesmo deixar de vez a construção pesada. Surgiram em cena exatamente para serem esquecidas pela plateia. Por ora, tem dado certo.

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27.07.15
ED. 5171

Dividido ao meio

A Solvay sofre para vender sua operação de PVC na América do Sul. Diante do veto do Cade à  negociação com a Braskem e da escassez de candidatos, os belgas estudam oferecer separadamente as plantas do Brasil e da Argentina. Oficialmente, a Solvay nega a cisão e garante que os ativos serão vendidos em bloco.

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27.07.15
ED. 5171

Carlyle na saúde

O Carlyle, que já foi sócio da Qualicorp, de José Seripieri Junior, vai retomar os investimentos na área de saúde no Brasil. O alvo agora é o segmento hospitalar.

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27.07.15
ED. 5171

Cabotagem

A CMA CGM estuda duas rotas para ingressar no segmento de cabotagem no Brasil: a criação de uma frota própria ou comprar pronto. Neste caso, a carta de navegação dos franceses aponta na direção da Posidonia, que, consultada, negou a venda de suas operações “neste momento”.

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27.07.15
ED. 5171

Baú de memórias

O súbito reaparecimento de Ricardo Teixeira na mídia causou calafrios em Marco Polo Del Nero. Na última sexta-feira, todos se perguntavam na CBF: “Será que ele vai começar a falar?”

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27.07.15
ED. 5171

Reposição

Marcio Zimmermann, que deixou recentemente a presidência da Eletrosul, não ficará ao relento. Deverá ser agraciado com uma diretoria do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

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27.07.15
ED. 5171

Praça pública

Dilma Rousseff começa a sair da caverna. Primeiro, virá a reunião com os governadores aliados – garantia de uma conversa mais friendly. Depois, Dilma pretende se reunir com todos os governadores e arrancar, mesmo que a fórceps, apoio ao ajuste fiscal e à reforma do ICMS.

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27.07.15
ED. 5171

Paralelas

Tancredo Neves dizia que só enviava uma carta quando já sabia a resposta. Lula e FHC, por sua vez, só marcam encontros que nunca ocorrerão. De qualquer forma, o simples fato de se cogitar um diálogo entre ambos já é uma boa notícia. Fica a sugestão para Dilma Rousseff e Eduardo Cunha.

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27.07.15
ED. 5171

Endesa

Dois dos mais importantes conselheiros da Endesa no Brasil estão prestes a deixar o barco. Estão cansados de falar para ninguém ouvir, por conta da seguida desidratação dos poderes do Conselho.

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27.07.15
ED. 5171

Como se previa, “Te Terminator”

Como se previa, “The Terminator” is back. Após anunciar um novo fundo para a área de educação, Julio Bozano dedica-se à montagem do segundo private equity da Bozano Investimentos para o setor de varejo. Mesmo com a inapetência do capital estrangeiro em relação ao Brasil, Bozano confia no diferencial da sua imagem para captar o equivalente a R$ 1,2 bilhão. É exatamente o dobro do valor do primeiro fundo, o Varejo e Serviços 1, que teve participações no Hortifruti, Estapar e Forno de Minas.

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