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Planos
23.07.15
ED. 5169

Sulgás passa por uma “privatização gasosa”

A Sulgás deverá protagonizar a primeira desestatização de uma distribuidora estadual de gás desde a venda das três concessionárias de São Paulo, há 15 anos. Entre os muros do Palácio Piratini, o governador José Ivo Sartori formata com seus assessores um modelo para a venda de parte das ações da companhia em poder do estado. Na prática, a operação significará uma espécie de privatização gasosa da distribuidora. O novo sócio, é bem verdade, não terá o controle, mas o Tesouro gaúcho, hoje dono de 51%, automaticamente perderá o status de acionista majoritário. Tal situação certamente exigirá um acordo de acionista que garanta ao estado a gestão da companhia. Ressalte-se que os 49% restantes pertencem à  Gaspetro, também na iminência de acolher um forasteiro em seu capital. José Ivo Sartori também tem seu ajuste fiscal para fazer: o estado deve fechar o ano com um déficit próximo dos R$ 6 bilhões. A venda de ações da Sulgás é parte do esforço do governo para gerar receitas extraordinárias. A distribuidora é um ativo razoavelmente cobiçado. A Mitsui e a chinesa CNPC já teriam mantido contatos com o governo gaúcho. Os japoneses, sócios de sete distribuidoras no país, querem fortalecer sua posição no tabuleiro do setor. A CNPC, por sua vez, faria seu début em distribuição de gás no Brasil.

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23.07.15
ED. 5169

Medo e júbilo frente à  convicção absolutista da Lei

Marcelo Odebrecht encontra- se em uma situação difícil. Sua detenção foi transformada em símbolo da virilidade da Lei. Sua condenação é o emblema de uma nova orquestração entre poderes. Os que o defendem são acusados de acólitos do ancien régime, do peculato e da corrupção. Muito antes da Lava Jato se transformar no atual espetáculo, Marcelo Odebrecht vinha sendo caçado como exemplo dos “novos tempos”. Pode-se afirmar que a 14ª fase da Lava Jato já estava identificada na primeira investigação. O sistema, digamos assim, deixou bem claro que a operação soaria como uma derrota se o empresário não perfilasse entre os indiciados. Marcelo teria de ser o troféu, a cabeça do leão empalhada e pendurada na carceragem da PF, em Curitiba. A situação é kafkiana, pois se tornou uma afronta levantar um testemunho favorável ao empresário. Não bastasse a circunstância de antagonismo criada pelo Ministério Público, onde Lei e Justiça ocupam, cada uma, seu próprio galho, está encravado no imaginário nacional que as empreiteiras são o ícone da corrupção nacional. E a Odebrecht é a maior delas. Imagine uma corporação que representa um dos braços do departamento de Estado, onipresente na construção da infraestrutura, participante da defesa nacional e gigante da indústria em parceria com a maior empresa estatal. à‰ difícil conceber que os diálogos fossem monásticos no convento das reuniões de trabalho e negociações contratuais. Eram reais, crus, nus, com seus vícios de origem, e não permanentes acordos de corrupção mefistofélica. Qualquer conversa perscrutada em sua intimidade é passível de suspeição, até mesmo pela excessiva liberdade que a privacidade suporta. E, no novo regime, in dubio pró-acusador. Duvida-se que, confiscado o computador do juiz Sérgio Moro, não fosse encontrada qualquer frase passível de ser interpretada como desabonadora da sua conduta. O que se vê é a Polícia Federal fazendo uma impressionante exegese no conteúdo de bilhetes e recados da correspondência pessoal de Marcelo Odebrecht. Fora o exercício público de criptografia, temos as principais acusações, e elas são no mínimo controversas. O suposto pagamento de propina da Braskem a funcionário da Petrobras, com objetivo de reduzir o valor da nafta em contrato de longo prazo, não encontra sustentação na realidade – se alguém pagou, não levou, conforme demonstram as séries temporais dos preços do combustível. E a criminalização das pretensamente promíscuas viagens do ex-presidente Lula para defender a exportação de serviços fere o raciocínio lógico. Defender a exportação de serviços do Brasil em qualquer cantão do estrangeiro sem defender o interesse da Odebrecht é uma equação impossível. Mas, mexe e remexe, algum deslize Marcelo terá cometido. Já não interessa mais o tamanho do delito, tampouco a prioridade da Nação. O ofídio do monergismo deixa seu rastro de prepotência na consciência do país. Estamos todos vingados?

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23.07.15
ED. 5169

Bala perdida

Eduardo Cunha gasta tudo que tem de munição. Logo após o recesso parlamentar, aliados do deputado vão voltar à  carga com força redobrada para que o ex-presidente Lula e os ministros Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo sejam ouvidos na CPI da Petrobras.

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Aliás, FHC tem dado o maior apoio à  aproximação entre Aécio Neves e Eduardo Cunha. Geraldo Alckmin e José Serra agradecem.

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23.07.15
ED. 5169

Sem meta

A nova meta reduzida de superávit primário, anunciada ontem pelo governo, teve o impacto sobre os mercados similar ao dos 7×1 entre o Brasil e a Alemanha, na Copa do Mundo. Os levynólatras foram à s lágrimas.

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23.07.15
ED. 5169

Argamassa

Quatro anos após uma primeira tentativa, a fusão entre a Eliane e a Portobello voltou à  baila. O condottiere da operação seria a Kinea, leia-se Itaú, acionista da Eliane. Juntas, as duas fabricantes de cerâmicas faturam R$ 2,5 bilhões por ano. Eliane e Portobello negam as tratativas. Como em 2011.

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23.07.15
ED. 5169

O BTG decidiu dobrar

O BTG decidiu dobrar uma aposta de alto risco: deverá aportar mais R$ 500 milhões na deficitária Brasil Pharma.

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23.07.15
ED. 5169

Até tu, Temer?

Dilma Rousseff ficou irritada com a declaração de Michel Temer em Nova York, “nomeando” Joaquim Levy para a Fazenda em 2019. A leitura é que Temer não posou como candidato à  presidência em 2018, mas como alguém pronto para responder pelo cargo a qualquer momento.

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