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Planos
09.07.15
ED. 5159

Petrobras chama os chineses e avisa: Carcará pega, mata e come

O programa de desmobilização de ativos da Petrobras começa a sair do papel. Após a venda da fatia de 20% no Campo de Polvo e o anúncio da abertura de capital da BR Distribuidora, a estatal negocia sua participação no bloco BM-S-8, localizado na Bacia de Santos. Do outro lado da mesa estão as chinesas Sinopec e Sinochem, que já têm investimentos no pré-sal brasileiro. As conversas passam pela transferência de parte ou até mesmo da totalidade das ações em poder da estatal. Além de operadora do BM-S-8, a Petrobras é também a maior acionista do consórcio, com 66% – os demais sócios são Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), a portuguesa Galp e Barra Energia, do ex-Repsol João Carlos de Luca. A negociação é fundamental para os planos da petroleira de levantar US$ 58 bilhões nos próximos quatro anos com a venda de ativos. Ao lado do BM-S-24, também em Santos, e do BM-C-33, na Bacia de Campos, o BM-S-8 forma a trinca de blocos no présal que já teriam sido colocados a  venda pela Petrobras. Todas estas concessões têm um ponto em comum: foram incorporadas a  carteira da companhia antes da promulgação da lei que a obriga a ter participações societárias e ser a operadora única de todos os campos no pré-sal. A venda da participação da Petrobras no BM-S-8 resolverá um problema para a própria companhia e seus sócios no campo. Certamente nenhum dirigente da QGEP, da Galp ou da Barra Energia admitirá publicamente tal desejo, mas todos querem a estatal longe do negócio. O estado de paralisia da Petrobras nos últimos meses afetou duramente a operação. Os aportes da estatal rarearam e, com isso, o cronograma das atividades de exploração e produção já estaria comprometido em quase dois anos. Os atrasos envolvem desde os estudos e testes geológicos até a contratação de equipamentos e prestadores de serviço. Tudo está fora dos trilhos no BM-S-8. A situação chegou a tal ponto que, segundo fontes próximas a  própria Galp, o grupo português chegou a cogitar sua saída do negócio. Coube aos demais sócios colocar panos quentes. A maior preocupação da Galp, QGEP e Barra Energia – donas, respectivamente, de 14%, 10% e 10% do consórcio – é o projeto Carcará. Trata-se da joia da coroa da carteira de participações das três petroleiras e uma das grandes promessas do pré-sal brasileiro. Os estudos feitos até o momento indicam um potencial de produção no local em torno de 3,2 milhões de barris diários em 2018 – para efeito de comparação, a projeção para o megacampo de Libra é de 4,2 milhões de barris/dia em 2020.

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09.07.15
ED. 5159

PT quer Dilma jogando no “contragolpe”

 Com os juros lá em cima, a inflação triscando nos dois dígitos, a taxa de desemprego bombando e o denuncismo dando o maior ibope, o golpismo passou a ser o mote do PT para responder ao brutal ataque da oposição. A “deixa” teria sido do marqueteiro João Santana. Os excessos da oposição permitiram que a defesa pudesse se transformar em ataque. A entrevista de Dilma Rousseff seguiu nessa toada. Foi considerada pela base do partido sua melhor performance. Tanto que já conseguiu arregimentar uma parte da militância – é bem verdade que se trata do chamado “grupo do abaixo assinado”, constituído pelos mesmos intelectuais de sempre.  Essa facção petista está propondo que o partido faça uma denúncia “contra as manobras golpistas da direita” na TV. Os professores, artistas e formadores de opinião protagonizariam o “Não ao golpe!” Uma fonte próxima a Lula disse que, mesmo sem saber detalhes da história, o ex-presidente franziu o cenho ao ouvir a ideia. Lula teria comentado que esse golpismo é para ser combatido no atacado e não no varejo. Pelo menos por enquanto.

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09.07.15
ED. 5159

Eletrosul

Nova mudança a  vista no comando da Eletrosul. Apenas três meses após assumir a presidência da estatal, Marcio Zimmermann está deixando o cargo. Em seu lugar, assume Djalma Berger, que deverá ser nomeado amanhã. Ponto para Michel Temer. Djalma é irmão do senador Dário Berger (PMDB-SC), muito ligado ao vice-presidente.

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09.07.15
ED. 5159

Pão de sangue

Recomenda-se ao nº1 do Casino e presidente do Conselho do Pão de Açúcar, Jean-Charles Naouri, que olhe bem para os lados e não deixe suas costas desguarnecidas. O seu principal desafeto não é de deixar barato.

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09.07.15
ED. 5159

Ficha limpa

A Lava Jato – quem diria? – está beneficiando Paulo Maluf. Apeado da presidência do diretório paulista do PP no ano passado, Maluf está recuperando poder dentro do partido graças ao “petrolão”, que dizimou algumas das principais lideranças da sigla.

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09.07.15
ED. 5159

Caça Á  BR

Se a operação de etanol da Raízen permanece em ponto morto, a  espera de dias melhores, a área de combustível de aviação está a pleno a vapor. Rubens Ometto e Shell vão investir cerca de R$ 200 milhões nos próximos dois anos para instalar bases de operação em mais 20 aeroportos. A Raízen chegará, assim, aos 80 terminais, encostando na BR, presente em 100 aeroportos.

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09.07.15
ED. 5159

IPO estica e puxa

A Copersucar tirou da gaveta o projeto de abrir seu capital. A ideia é vender até 30% das ações. Mas é bom ver para crer. O IPO da sucroalcooleira é um bumerangue que vai e volta, vai e volta, vai e volta…

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09.07.15
ED. 5159

O RR já tinha cantado a pedra

O RR já tinha cantado a pedra de que a meta fiscal para 2015 seria revista e o superávit primário de 2016, aumentado. O que nem mesmo Joaquim Levy poderia imaginar era a necessidade de um iminente recuo da meta deste ano para 0,4% do PIB. Frente ao número bem menos ambicioso, é provável que o superávit primário previsto para o ano que vem suba também alguns degraus além dos 2,4% cravados por esta newsletter (edição nº 5.153) – quem sabe 2,8%? De qualquer forma, o trabalhão será com as agências de rating. Que Deus ajude Joaquim Levy e a nação brasileira.

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