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Planos
30.06.15
ED. 5152

Mitsui é o curto-circuito da vez na hidrelétrica de Jirau

Com a Lava Jato a triscar nos seus calcanhares e em meio a um contencioso com a Aneel, o consórcio responsável pela construção da hidrelétrica de Jirau tem mais um fio desencapado pelo caminho. Dois anos após embarcar no negócio, a Mitsui quer vender sua participação de 20% na Energia Sustentável do Brasil (ESBR) – holding que abriga ainda Engie, antiga GDF Suez, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf. A coabitação entre espécies corporativas tão distintas e com interesses tão díspares não deu liga. Os demais acionistas da ESBR teriam instaurado um apartheid societário, alijando a trading de praticamente todas as decisões estratégicas. Não foi para virar uma mera passageira sentada no banco de trás do consórcio que a Mitsui pagou quase US$ 530 milhões e ingressou na usina. A julgar pelo desprezo da Engie, da Camargo Corrêa e das duas estatais em relação aos japoneses, a decisão da Mitsui poderia soar até como uma boa notícia. No entanto, a iminente saída da trading do consórcio traz um problema a reboque: periga os demais integrantes da ESBR terem de colocar a mão no bolso para recomprar a participação nipônica. Afinal, quem se habilita a entrar num negócio marcado por sucessivos atrasos nas obras, riscos ambientais e declaradamente na alça de mira da Lava Jato? As relações entre a Mitsui e seus sócios em Jirau se deterioraram, sobretudo, neste ano. Recentemente, a trading não teria participado das gestões com o Ministério de Minas e Energia em torno do possível aumento da capacidade de geração em 420 MW durante os meses de estiagem – negociação que envolve também o governo da Bolívia. O mesmo ocorreu quando da decisão da ESBR de abrir um contencioso contra a Aneel. O consórcio conseguiu uma liminar contra a determinação da agência reguladora, segundo a qual as grandes usinas em construção na Amazônia não poderiam mais evocar problemas como greves, revoltas trabalhistas e dificuldades de obtenção de licenças ambientais para se eximir de atrasos nos cronogramas dos projetos.

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30.06.15
ED. 5152

Crise?

O diabo veste Prada até com queda de 1% no PIB. Com oito lojas no Brasil, a luxuosa grife faz planos de abrir mais dois pontos de venda – um deles, a exemplo da unidade inaugurada no Iguatemi no ano passado, exclusivo para o público masculino.

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30.06.15
ED. 5152

Corda no pescoço

A situação da UTC – do empreiteiro e delator premiado Ricardo Pessoa – se agrava a cada dia. As dívidas da empresa que vencem ainda neste ano somam R$ 900 milhões. Quanto maior o enrosco, maior a vontade de falar.

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30.06.15
ED. 5152

Mudança de rota

Há uma revolução em curso na Accor. Depois de quase duas décadas no cargo, Roland Bonadona deixa amanhã o comando do grupo hoteleiro no Brasil. Junto com ele sai a estratégia de expansão das bandeiras de padrão econômico, como o Ibis. A prioridade agora é a rede Sofitel. Procurada, a Accor confirmou tanto a troca de comando quanto a mudança de estratégia.

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30.06.15
ED. 5152

Villares Metals

A austríaca voestalpine, controladora da Villares Metals, deverá reduzir a produção da siderúrgica em 25%. A crise da empresa não vem de hoje. Nos últimos dois anos, a Villares perdeu cerca de US$ 50 milhões em vendas.

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30.06.15
ED. 5152

Quase pessoal

 Patrick Sauvageot, nº 1 da Lactalis na América Latina, parece ter um gosto especial por tripudiar de sua antiga casa. Ex-CEO da Danone, está prestes a cooptar para a Lactalis um dos maiores distribuidores da concorrente no Nordeste. Não custa lembrar que Sauvageot já havia derrotado a Danone na disputa pela LBR e pelos ativos lácteos da BRF.

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30.06.15
ED. 5152

Tradings

A Itochu estaria em negociações para a compra de uma participação na Comexport, uma das maiores tradings brasileiras. Formalmente, a empresa nega a venda do controle.

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30.06.15
ED. 5152

Quem ainda escreve o que Armínio diz?

Dois momentos de flagrante desonestidade intelectual no debate econômico. Caberá ao leitor julgar em qual deles foram maiores o oportunismo e a tentativa de desestabilizar o ajuste fiscal. Trata-se de uma decisão difícil. Data da opereta: meados de março. Meta de superávit primário estipulada em 1,2% do PIB. O percentual era considerado tímido pelo mercado, que queria mais. Armínio Fraga vai a  mídia e mais o que dobra o cacife. Diz que o superávit teria de ser, no mínimo, de 3% do PIB durante alguns anos. Com isso, cumpre sua intenção de piorar as expectativas. Data: último fim de semana.Meta de superávit primário de 1,2% na corda bamba, com sua revisão para baixo já quase reconhecida pelo governo. O mercado aposta em uma meta entre 0,6% e 0,8%. Armínio Fraga, que defendia um arrocho fiscal de 3% do PIB, diz na mídia que Joaquim Levy errou ao não colocar a meta lá embaixo logo na partida. Segundo Armínio, o número de Levy é inviável e terá de ser revisado. Conclusão: Armínio não deu um pio para justificar a mudança da sua revisão megalomaníaca original por absoluta falta de isenção. Pelo contrário. O ex-futuro ministro da Fazenda fala com o ressentimento de quem nunca foi e, provavelmente, nunca será. Posfácio morno de mais 20 dias, Armínio Fraga deverá dar uma nova entrevista a  imprensa. Seja lá o que evy fizer e qualquer que seja a percepção do mercado naquele momento, todos aguardam uma nova ondenação da política econômica, não bastante a convicção geral de que Armínio, noves fora algumas miudezas, faria mais ou menos do mesmo jeito que está sendo tocado pelo ministro da Fazenda. Esperar nobreza d?alma é o que nunca será, é o que não faz sentido.

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