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Planos
26.06.15
ED. 5150

Ninguém escapará ao cárcere do Google

Agora não há mais dúvida: foi o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, quem carimbou Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo como participantes do cartel das empreiteiras. Recaem suspeitas sobre as condições em que Pessoa fez a delação dos dois potentados, de todas a mais tardia. O presidente da moribunda UTC sempre foi um sujeito extremamente alegre, tabagista extremado, contador de piadas, amante do excesso. Sujeito a s penitências do encarceramento na Guantánamo versão Lava Jato, imposto pelo juiz Sergio Moro, Pessoa foi quebrado na sua mais aguerrida resistência – que, diga-se de passagem, já não era muita. Provavelmente daria declarações em outras circunstâncias impensáveis para se livrar da prisão. Mas há quem diga que havia uma certa animosidade, tanto do lado de Ricardo Pessoa quanto de Marcelo Odebrecht, rusga decorrente de disputa pela contratação de serviços da Petrobras. O curioso é que grande parte das brigas entre empreiteiras nas licitações da estatal se devia aos bids que levavam a preços vis, muitas vezes incapazes de sustentar a obra sem o prejuízo nas contas do vencedor. A Mendes Jr. era uma das campeãs em colocar os preços abaixo do nível morto. A UTC, volta e meia, ia pelo mesmo caminho (isso é cartel?). Se a bronca com Marcelo Odebrecht pode ter guiado o dedo duro premiado de Ricardo Pessoa, desconhece-se motivação extra-autos para a prisão de Otávio Azevedo, uma espécie de embaixador da boa vizinhança no setor. Não é nem muito claro o conteúdo da denúncia contra ele. Azevedo era mais gestor da operação de telefonia da Andrade Gutierrez do que pertencente a  infantaria puro-sangue dos empreiteiros. Mesmo porque foi no setor de telecomunicações que ele construiu a maior parte de sua trajetória, notadamente como executivo da Telemig e da Telebrás. Bem, que a Justiça dê o seu veredicto, investigue e mostre resultados convincentes, sabendo-se, de antemão, que, pelas sequelas da sua genética processual, os indiciados já sofreram uma irreparável condenação. Não se livram nunca mais de milhões e milhões de páginas no Google, que serão lidas pelo mundo afora e por muitas das suas gerações.

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26.06.15
ED. 5150

De mãe para filho

No Magazine Luiza, a decisão de Luiza Helena Trajano de assumir o comando da Autoridade Pública Olímpica reacendeu as expectativas em relação a  sucessão na companhia. Em 2011, ela recusou o convite para o Ministério da Micro e Pequena Empresa, entre outras razões “porque precisava se dedicar 100%” a  rede varejista. Agora, que o herdeiro Frederico Trajano, diretor de operações do Magazine, conta quatro anos a mais de experiência, é provável que esse percentual tenha diminuído.

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26.06.15
ED. 5150

Plantão médico

A UnitedHealth, dona da Amil, estaria em negociações para a compra da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro – formalmente, o hospital nega a venda do controle.

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26.06.15
ED. 5150

Retrovisor

Nunca é tarde para se expiar velhas culpas. Que o diga a Alstom, que estaria em busca de um executivo para ocupar uma nova diretoria de governança corporativa. Oficialmente, a empresa nega a criação do cargo e garante que tal função segue nas mãos do comitê de governança.

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26.06.15
ED. 5150

Saint Gobain

Os franceses da Saint-Gobain estão com a calculadora na mão, refazendo tudo que é conta. Com o PIB recuando 1%, não há santo que faça o grupo crescer 10%, como estava previsto. Se vier um terço, já estará de bom tamanho. A crise na construção civil levou de arrasto seus dois principais negócios: a fabricante de telhas Brasilit e a rede de material de construção Telhanorte.

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26.06.15
ED. 5150

Voto vencido

A Petros, que sempre ficou do lado oposto ao de Abilio Diniz na BRF, está com um pé fora da empresa. A fundação pretende vender sua participação de 12,5%. A saída está cantada em verso e prosa desde abril, quando a Petros abriu mão de indicar um nome para o Conselho da BRF.

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26.06.15
ED. 5150

Corrosão

A Aperam, fabricante de aços inoxidáveis com sede em Luxemburgo, fará cortes de produção na planta de Timóteo (MG). Consultada, a empresa disse que “o segundo semestre é de muitas incertezas” e “está adotando as medidas necessárias para mitigar o impacto esperado, sem plano de redução”. Tomara!

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26.06.15
ED. 5150

Outro remédio

 O presidente da Janssen Brasil, Luis Díaz-Rubio, foi voto vencido. Defensor da entrada da companhia no segmento de genéricos, Rubio não convenceu os norte-americanos. Por ora, o braço farmacêutico da Johnson & Johnson seguirá concentrado em áreas de alta complexidade, como oncologia e imunologia. Procurada, a Janssen não se pronunciou acerca do eventual veto dos norte-americanos.

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26.06.15
ED. 5150

Pedaço da China

A China National Agricultural Development está comprando terras no Tocantins e no Maranhão. O objetivo é o plantio e a exportação de soja para o mercado asiático. A estatal chinesa é um polvo do agronegócio, com tentáculos em 50 países.

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26.06.15
ED. 5150

O inferno astral da Cetip

 O inferno astral da Cetip parece não ter fim. Apesar das intensas negociações com a direção do Detran de São Paulo, o presidente da empresa, Gilson Finkelsztain, não evitou o pior: a companhia perdeu a exclusividade no registro dos contratos de financiamento de veículos no estado, negócio que representa 5% do seu faturamento. Tão ruim ou até pior do que a subtração desta receita é o risco de que a decisão estimule os departamentos de trânsito de outros estados a adotar a mesma medida. Até porque deve ser grande a pressão para que os Detrans se afastem de uma empresa que tem um pé na Lava Jato. Segundo denúncias feitas pelo doleiro Alberto Youssef, a GRV, subsidiária da Cetip, teria subornado parlamentares do PP para assegurar um contrato com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

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